Presidente da FIA defende Gasly em equipe de ponta e reforça: "Hoje é o carro que faz diferença na F1"

Jean Todt comentou que francês teria desempenho no mínimo semelhante a de Bottas e Pérez em 2021 e relembrou disparidade dos veículos

Presidente da FIA defende Gasly em equipe de ponta e reforça: "Hoje é o carro que faz diferença na F1"

Jean Todt, presidente da FIA, acha que Pierre Gasly "estaria pelo menos no nível" de Sergio Pérez e Valtteri Bottas se o francês tivesse uma vaga em uma das equipes líderes da Fórmula 1. O piloto da AlphaTauri conseguiu reconstruir sua carreira depois de ser rebaixado da Red Bull em meados da temporada de 2019, tendo que retornar à Toro Rosso, hoje com nome diferente, após apenas 12 corridas com o time de Milton Keynes.

Na escuderia atual, Gasly já alcançou três pódios, entre os quais está a vitória no GP da Itália de 2020, enquanto na temporada atual ele terminou em terceiro em Baku e obteve mais três colocações nos cinco primeiros. Na classificação, tem sido especialmente forte, com uma posição inicial média de 7,1.

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Seu bom desempenho, no entanto, não foi suficiente para convencer os chefes da Red Bull a trazê-lo de volta à equipe principal em 2022, onde Pérez permanecerá ao lado de Max Verstappen depois de também completar uma temporada sólida.

Apesar de ter sido 'esquecido', Gasly disse no mês passado que merecia outra chance e também recebeu elogios de Franz Tost, o chefe da AlphaTauri. Agora foi Todt, que está na parte final de seu segundo mandato como presidente da FIA, que o destacou, garantindo que ele poderia igualar Pérez e Bottas nos ponteiros.

"Se hoje ele pilotasse uma Mercedes ou uma Red Bull, acho que isso dificultaria as coisas para os protagonistas", disse o dirigente em entrevista ao BeIN Sports. "Ele ganharia um campeonato? Não sei, mas em qualquer caso, estaria pelo menos no nível dos companheiros de equipe de Verstappen e Hamilton.

Todt, que foi o chefe da Ferrari na F1 entre 1993 e 2007, também apreciou o talento geral que existe no grid da divisão e deixou claro que a diferença é feita pelos carros.

"Eles são todos muito habilidosos. Talvez haja dois ou três que tenham um pouco mais de ímpeto, mas o que faz a grande diferença é o veículo. Nós vimos isso. Falamos sobre Michael [Schumacher], quando ele veio para a escuderia em 1996, foi campeão em 1994 e 1995 [pela Benetton] e ganhou três GPs 1996 ganhou três GPs, longe do título."

"Mesma coisa com [Fernando] Alonso, que é um piloto excepcional, mas hoje não tem o carro que lhe permite vencer", concluiu.

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