F2: FIA explica demora dos fiscais para apagar fogo no carro de Ghiotto após acidente

Michael Masi falou também que vai sentar com a Pirelli para analisar o motivo por trás das rodas do carro de Aitken terem se soltado após a batida

F2: FIA explica demora dos fiscais para apagar fogo no carro de Ghiotto após acidente

A corrida de domingo da Fórmula 2 em Sochi acabou tendo um percurso muito diferente do esperado. A batida de Jack Aitken e Luca Ghiotto acabou interrompendo e encerrando a prova mais cedo. E a FIA foi muito criticada pela demora dos fiscais para apagar o fogo no carro do italiano. Após a prova, Michael Masi, diretor de provas da FIA, explicou o motivo para isso.

Aitken e Ghiotto disputavam o quarto lugar na sétima volta da prova quando um toque entre eles na Curva 3 levaram os dois à barreira de proteção em alta velocidade. E a transmissão mostrava a fumaça na Hitech do piloto italiano quando ele saiu do carro com certa pressa, mas os fiscais não estavam próximos para apagar as chamas.

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O fogo acabou sendo apagado posteriormente, mas o carro já estava muito destruído neste momento. Masi, que visitou o local da batida para avaliar o nível dos danos antes de declarar a prova encerrada, explicou as circunstâncias para a resposta lenta ao acidente.

"Eles chegaram ali rapidamente, o problema era que havia uma distância muito grande entre os dois postos de fiscais mais próximos do incidente. Os bombeiros estavam nos postos. Assim que suspenderam a corrida, e todos os carros passaram, vimos fiscais que estavam do outro lado da pista atravessando".

"Nestas circunstâncias, sim, ver fogo nunca é algo bom. Mas o lado positivo é que ambos os pilotos se livraram sem problemas, o que é o mais importante".

Ambos os pneus direitos do carro de Aitken se soltaram após a colisão com Ghiotto, e ele acertou a barreira na saída da Curva 3 a 195 km/h. Isso levantou suspeitas de que os pneus de 18 polegadas que a Pirelli introduziu na F2 podem ser mais vulneráveis em incidentes em comparação com os de 13 polegadas.

Sobre isso, Masi disse que conversará com a Pirelli antes de chegar a qualquer conclusão sobre o novo pneu.

"Para ser honesto, não olhei em detalhes para o incidente, para ser honesto, porque o foco principal é a segurança dos pilotos, o que foi feito. Subsequentemente, o foco era o reparo da área afetada. Mas, na perspectiva da FIA, sempre olhamos para todas as questões".

"Vamos sentar e conversar com a Pirelli depois deste final de semana, do mesmo jeito que fazemos após qualquer grande incidente".

A direção de prova suspendeu a corrida quase que imediatamente após a batida e, depois de 25 minutos, optou por encerrar a prova, declarando as posições da volta 5 como o resultado final. Masi disse que foi a decisão correta, já que levou cerca de 90 minutos para reparar a barreira.

"É uma pena, mas temos uma tabela a cumprir. E vocês sabem, o nível desse acidente trouxe um grande reparo a ser feito no local. Acho que levou cerca de 90 minutos".

"Então, apesar de ser uma pena o que aconteceu com a F2, é algo que acaba acontecendo ocasionalmente".

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