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Lembrando a influência da lenda que foi Gil de Ferran

O legado de Gil vai muito além do cockpit, com sua influência ajudando outros a terem oportunidades no esporte e uma personalidade que todos lembram com carinho

Race winner Gil de Ferran

Race winner Gil de Ferran

indyracing.com photo by Ron McQueeney

Genuíno. Altruísta. Subestimado. Brilhante. Destemido.

Essas são algumas palavras usadas por vários membros do paddock da Indy para descrever Gil de Ferran.

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A morte súbita do brasileiro nascido na França foi um choque para a indústria, com uma série de mensagens emocionadas e tributos nas redes sociais. Parece que todos tem "uma história favorita de Gil", e várias foram compartilhadas comigo pelo telefone até tarde da noite e no começo do dia.

Apesar de Gil ter sido bicampeão da CART e vitorioso nas 500 Milhas de Indianápolis de 2003, seu impacto no esporte a motor vai muito além das estatísticas.

Quando Gil venceu pela primeira vez na última etapa de 1995 em Laguna Seca, a imagem na Victory Lane foi linda, quando ele beijou sua esposa, Angela, e ajudou sua filha, Anna, que não parava de mexer no microfone do entrevistador Gary Gerould.

Ele foi o líder na ressureição da Penske no começo dos anos 2000 enquanto atuava como mentor de um jovem Helio Castroneves, que classificou o brasileiro como seu companheiro de equipe favorito.

Quando o caminho de Simon Pagenaud nos monopostos parecia ter chegado ao fim após a temporada de 2007 na Champ Car, ele encontrou uma casa - e vitórias - na equipe de Gil na American Le Mans Series. Para falar apenas de alguns pontos de sua influência.

Entre as homenagens vistas, Marco Andretti creditou de Ferran como um dos motivos por trás de seu teste na F1 em 2006. Além dele, o bicampeão Fernando Alonso teve Gil como professor em sua primeira aparição nas 500 Milhas de Indianápolis, em 2017.

 

Sejam títulos da Indy, vitórias nas 500 Milhas ou outras oportunidades, muito da vida de Gil ajudou outros a encontrarem seus sucessos. Cada história dita a mil nas últimas horas carregam um grande peso, com cada uma representando a batalha pessoal contra o emocional de aceitar a perda do brasileiro, além do desejo de expressar uma memória feliz. Por respeito às pessoas, essas histórias seguirão guardadas.

Um tema comum foi seu grande coração e mente aberta. Sempre que ele estava sob os holofotes, havia algum familiar, companheiro de equipe, engenheiro, dono, colega ao seu lado; todos ecoaram o significado de sua amizade.

Tive poucas interações com ele na última década em que trabalhei no esporte, sempre espaçadas, mas sempre um privilégio.

Tudo que sei sobre ele antes disso veio através da televisão. Ele era aquele brasileiro rápido no carro de Derrick Walker, o único que conseguia ameaçar a dominante Chip Ganassi de Zanardi. As batalhas em Cleveland em 1996 e 1997 foram incríveis (procurem).

Gil de Ferran

Photo by: DPI

Gil de Ferran

O fato de de Ferran ter se destacado em uma era de tantos grandes pilotos, com nomes como Al Unser Jr., Bobby Rahal e outros sofrendo para terminarem no top 10, é sinal suficiente de seu talento.

Foram tantos momentos impressionantes, independente se você for um fã casual ou mais assíduo. Certamente, Rockingham 2001 está entre os maiores, com sua ultrapassagem ousada por fora em cima de Kenny Brack na última curva da última volta apenas uma semana após o gravíssimo acidente de Zanardi na Alemanha.

"Gil foi um dos pilotos mais completos da história", disse Jimmy Vasser, campeão de 1996 da CART. "Uma mente de engenheiro, muito rápido, destemido, e sempre um cavalheiro. Foi uma honra dividir pódios com ele e poder chamá-lo de amigo. Vou sentir falta de seu grande senso de humor, riso único e belo sorriso. Ele foi um campeão dos campeões".

Todos expressaram como que suas vidas foram tocadas por Gil, com todos os adjetivos positivos possíveis sendo usados para descrevê-lo. É simples: ele é e sempre será amado.

Vai com Deus, Gil.

Gil estava como consultor na McLaren, que viveu uma grande evolução em 2023; entenda

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