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RANKING: Os 10 maiores carros da história das 24 Horas de Le Mans

Em homenagem ao centenário da principal prova do automobilismo mundial, separamos 10 carros que fizeram história

David Hobbs / Mike Hailwood, John Wyer Automotive Engineering, Ford GT40, leads Jacky Ickx / Jackie Oliver, John Wyer Automotive Engineering Ltd, Ford GT40.

É um dos debates mais clássicos da história do automobilismo. As 24 Horas de Le Mans já viram carros brilhantes no século que se passou desde a primeira edição, mas qual o maior deles? Com a prova centenária se aproximando, o Motorsport.com preparou uma lista com os maiores carros.

Para esta lista, levamos em conta o nível de sucesso do carro especificamente em Le Mans, o nível dos competidores nas provas, o impacto maior dos designs nas 24 Horas e o fator 'X', considerando o ambiente.

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Também focamos nos vencedores gerais em vez de sucesso dentro das classes. Então, desde já, pedimos perdão aos fãs do Porsche 911, os titãs GT1/GT2/GTE das últimas décadas e o ORECA-07...

10. Porsche 919 Hybrid

Tandy, Bamber and Hulkenberg gave Porsche its first of three wins on the trot with the 919 in the LMP1 era in 2015

Tandy, Bamber and Hulkenberg gave Porsche its first of three wins on the trot with the 919 in the LMP1 era in 2015

Photo by: Eric Gilbert

Anos: 2014-17
Motor: V4 turbo 2L
Vitórias: 3 (2015-17)

Enquanto a Porsche ficou distante do pináculo do endurance no começo do século 21, a irmã Audi acumulou 13 vitórias em Le Mans, bem próximo da marca da montadora alemã de 16. O 919 Hybrid trouxe a marca de volta ao grid em 2014 e, após um redesign significativo, virou uma força na batalha da LMP1 entre 2015 e 2017.

A 'terceira' entrada de Nick Tandy, Earl Bamber e Nico Hulkenberg bateu as rivais Audi e Toyota para garantir uma dobradinha da Porsche em 2015, mas foi preciso ainda mais sorte no ano seguinte.

A Toyota havia batido a Porsche quando o TS050 de Sebastien Buemi, Anthony Davidson e Kazuki Nakajima simplesmente parou de funcionar no início da volta final. Isso permitiu uma vitória dramática de Romain Dumas, Neel Jani e Marc Lieb.

9. Ferrari 250 Testa Rossa

Gendebien and Frere stormed to victory aboard Ferrari's 250 TR59/60 in 1960

Gendebien and Frere stormed to victory aboard Ferrari's 250 TR59/60 in 1960

Photo by: Motorsport Images

Anos: 1958-61
Motor: V12 3L
Vitórias: 3 (1958, 1960-61)

A Ferrari não podia ficar de fora dessa lista, e nem o melhor carro esportivo de Maranello, mesmo com sua extensa evolução ao longo do tempo. Introduzido no novo regulamento de 1958, com carros esportivos de 3L, o 250 Testa Rossa foi disponibilizado para entradas privadas, mas foi o time oficial que deixou sua marca.

Oliver Gendebien e Phil Hill superaram os principais rivais em 1958 para vencer com 12 voltas de vantagem, e só perderam no ano seguinte nas horas finais com problemas de superaquecimento no motor.

A maioria dos desafiantes sérios não eram problema em 1960 e, apesar de problemas levaram ao abandono de dois carros, Gendebien e Paul Frere levaram o Testa Rossa para uma vitória dominante, com 1-2-4-5-6-7 para a montadora.

No ano seguinte, o Testa Rossa tinha discos de freio (em vez de tambores), além de uma carenagem mais moderna e um espólio traseiro, deixando a Ferrari muito à frente dos rivais, com Gendebien e Hill liderando uma dobradinha.

8. Porsche 936

Ickx's performance to win at Le Mans aboard the 936 in 1977 is fondly remembered, but wasn't the end of its story

Ickx's performance to win at Le Mans aboard the 936 in 1977 is fondly remembered, but wasn't the end of its story

Photo by: Motorsport Images

Anos: 1976-81
Motores: 2,1L de seis cilindros, depois 2,6L de seis cilindros (1981)
Vitórias: 3 (1976-77, 1981)

Seria o 936 o grande carro esquecido da Porsche em Le Mans? 'Preso' entre o icônico 917 e o todo-conquistador 956/962, o 936 pode ser esquecido, mas merece seu lugar na lista. A máquina do Grupo 6, que tinha elementos do 917 em seu DNA, foi o primeiro carro turbo a vencer as 24 Horas, por mais que não tivesse competição em 1976. A chegada forte da Renault-Alpine em 77 mudou um pouco esse patamar.

O A442 era rápido, e as chances da Porsche levaram um golpe quando o carro de Jacky Ickx e Henri Pescarolo abandonou no começo da prova com problemas no motor. Mas o carro francês também teve problemas, e Ickx teve possivelmente sua melhor prova após ser colocado no 936 de Jurgen Barth e Hurley Haywood, a caminho da vitória com cinco cilindros.

Em 1978, o esforço da Renault e da Alpine deram resultado, com a Porsche em segundo e terceiro. Em 1979, mais problemas, quando dois 936 abandonaram, mas os carros se despediram em 1981 da melhor forma possível.

7. Jaguar C-type

Rolt and Hamilton's C-type claimed the first Le Mans win for a car with disc brakes in 1953

Rolt and Hamilton's C-type claimed the first Le Mans win for a car with disc brakes in 1953

Photo by: Motorsport Images

Anos: 1951-53
Motor: 3,4L seis cilindros em linha
Vitórias: 2 (1951, 1953)

Pode não ser tão famoso quando o D-type que o substituiu, mas o C-type pode ser considerado mais significativo para a história da prova e da Jaguar. A boa exibição do XK120 nas 24 Horas de 1950 encorajou a Jaguar a desenvolver o carro conhecido como XK120C. Problemas de pressão de óleo e motor causaram dois abandonos em 1951, mas o terceiro carro, de Peters Walker e Whitehead levaram a vitória com nove voltas de vantagem.

O C-type provavelmente teria vencido em 1952, mas modificações de última hora se mostraram desastrosas, levando a um abandono geral. Mas uma Jaguar melhor preparada voltou no ano seguinte contra um grid de peso, incluindo Ferrari e Cunningham, terminando com um 1-2-4. A vitória de Tony Rolt e Duncan Hamilton foi a primeira em Le Mans de um carro com discos de freio e um recorde de distância percorrida.

6. Alfa Romeo 8C

The 8C 2900B Touring was streets ahead of its opposition in 1938 and winning by around 100 miles before its retirement denied the 8C a fifth victory

The 8C 2900B Touring was streets ahead of its opposition in 1938 and winning by around 100 miles before its retirement denied the 8C a fifth victory

Photo by: Motorsport Images

Anos: 1931-35, 1937-38
Motor: 2,3L e 2,9L sobrealimentados de oito cilindros em linha
Vitórias: 4 (1931-34)

Um dos grandes designs pré-Segunda Guerra, superando o Bentley Speed Six nessa lista, o Alfa Romeo 8C de 2,3L de Vittorio Jano foi o carro dominante na primeira metade da década de 1930, vencendo Le Mans quatro vezes.

Problemas de pneu para a Mercedes e a Bugatti ajudaram a entrada privada de Henry Birkin e Earl Howe a vencer na estreia do carro em Le Mans, em 1931. Eles também venceram o Índice de Performance.

A Alfa dominou em 1932, fazendo uma dobradinha com o francês Raymond Sommer guiando por mais de 20 horas apesar de problemas com o exaustor no carro vencedor que dividiu com Luigi Chinetti.

Sommer venceu novamente em 1933, ao lado de Tazio Nuvolari. Essa foi uma edição épica, com um vazamento no tanque de combustível limitando a dupla. Ajudados por uma gambiarra envolvendo um chiclete, Nuvolari garantiu a vitória na última volta fechando um 1-2-3 da marca. O melhor carro não-Alfa ficou a 42 voltas de distância...

Em 1934, problemas de confiabilidade atrapalharam tanto a Alfa quanto a Bugatti, com o 8C de Chinetti e Philippe Etancelin sendo o único dos grandes a sobreviver e vencer. E após não triunfar em 1935 e a greve que cancelou a edição de 1936, o 8C retornou à Le Mans por mais algumas edições, mas sem a mesma sorte.

5. Audi R8

Audi's remarkable hit rate at Le Mans with the R8 began with a hat-trick of wins secured by the works squad, the first courtesy of Biela, Pirro and Kristensen in 2000

Audi's remarkable hit rate at Le Mans with the R8 began with a hat-trick of wins secured by the works squad, the first courtesy of Biela, Pirro and Kristensen in 2000

Photo by: Motorsport Images

Anos: 2000-05
Motor: V8 turbo 3,6L
Vitórias: 5 (2000-02, 2004-05)

Pode não ser o carro mais impressionante da lista, mas o R8 venceu Le Mans cinco vezes em seis anos, e ajudou a mudar o panorama da prova. O carro também foi afetado diversas vezes pelo balanço de performance, terminando sua carreira com 520cv, cerca de 100 a menos de sua estreia.

Após uma tentativa inicial com o R8R aberto e o R8C fechado em 1999, a Audi aperfeiçoou o LMP R8 para 2000. O carro tinha uma traseira de mudança rápida com a possibilidade de trocar a caixa de câmbio em menos de cinco minutos.

Infelizmente, a maior parte dos rivais havia saído da prova, mas a Audi ainda tinha a Cadillac, Pescarolo e Panoz. Mas nenhum estava no mesmo nível, com Tom Kristensen, Emanuele Pirro e Frank Biela fazendo um 1-2-3 na primeira vitória da marca em Le Mans.

A história foi similar em 2001, com o mesmo trio liderando uma dobradinha à frente da Bentley. Os três comandaram ainda mais um 1-2-3 em 2002, sendo o primeiro trio a vencer três vezes consecutivas.

Após a vitória da Bentley em 2003, Johnny Herbert fez a pole em 2004 com o R8 na equipe Veloqx. Ele, Jamie Davies e Guy Smith lideraram a maior parte da prova antes de terem problema de suspensão, abrindo caminho para a vitória de Kristensen, Capello e Seiji Ara com o R8 da Goh.

Para fechar, o R8 teve sua vitória mais improvável em 2005, superando os Pescarolo C60, que sofreram com problemas e erros dos pilotos. O R8 iniciou a dinastia da Audi em Le Mans, incluindo a primeira vitória de um carro a diesel com o R10 em 200 e o primeiro híbrido em 2012 com o R18 e-tron quattro.

4. Ford GT40

Rodriguez and Bianchi gave the Ford GT40 a third win on the trot in 1968, this coming with the Mk1 variant

Rodriguez and Bianchi gave the Ford GT40 a third win on the trot in 1968, this coming with the Mk1 variant

Photo by: Motorsport Images

Anos: 1964-69
Motor: V8 4,2L, 4,7L- 7L e 4,9L 
Vitórias: 4 (1966 – MkII, 1967 – MkIV, 1968-69 MkI)

Estamos cometendo uma "fraude" aqui ao cobrir todo o programa de GT da Ford que invadiu Le Mans nos anos 1960, mesmo com o MkIV sendo um animal bem diferente do Mk1 4,2L que apareceu em 1964.

Famosa consequência da falha da Ford em comprar a Ferrari, o projeto foi problemático desde o começo. Originalmente, ele incluía o chefe da Lola, Eric Broadley, e o ex-chefe da Aston Martin, John Wyer, sendo movido para a operação de Carroll Shelby, custando milhões de dólares e envolvendo três equipes de fábrica antes de obter sucesso. Mas ele veio, tornando o GT40 uma das máquinas mais famosas de Le Mans.

A Ford foi a mais rápida em Le Mans em 1964 e 1965, com o MkII muito bem preparado especialmente no último evento, mas ficava devendo na confiabilidade. A mudança veio em 1966, após sérios testes de túnel de vento e dinamômetro. Oito MkII, da Shelby, Holman Moody e Alan Mann Racing, tinham o apoio de cinco motores 4,7L Mk1.

Apenas três Fords chegaram ao fim, mas em 1-2-3. Aquele final controverso com Bruce McLaren e Chris Amon vencendo nos metros finais em cima de Ken Miles e Denny Hulme, que lideraram a maior parte da prova, marcou o fim do domínio da Ferrari em Le Mans.

O MkIV, mais avançado, com carenagem mais leve, manteve a Ford à frente do incrível 330 P4 da Ferrari em 1967. Apesar de uma batida múltipla que ameaçou a montadora, Dan Gurney e AJ Foyt evitaram problemas para vencer a montadora de Maranello.

O Gulf GT40, da classe Grupo 4 'Esportivo', disputou contra os Protótipos do Grupo 6 com motores 3L da Porsche em 1968. Em uma prova afetada pela chuva Pedro Rodríguez e Lucien Pianchi venceram após os problemas alemães.

Os carros não deveriam ter sido competitivos em 1969, ficando a mais de 14s da pole. Mas novos desastres com a Porsche abriram as portas para Ickx e Jackie Oliver, com Ickx batendo Hans Herrmann em um dos grandes finais de Le Mans.

3. Porsche 917

Herrmann and Attwood delivered Porsche its first Le Mans victory with their Salzburg 917K in 1970

Herrmann and Attwood delivered Porsche its first Le Mans victory with their Salzburg 917K in 1970

Photo by: Rainer W. Schlegelmilch / Motorsport Images

Anos: 1969-71
Motores: 4,5L e 4,9L 12s
Vitórias: 2 (1970-71)

Este carro pode ter vencido Le Mans 'apenas' duas vezes, mas teve um impacto enorme na corrida e no automobilismo em geral, dando as duas primeiras vitórias na prova à marca.

O 917 é um caso clássico de aproveitar as brechas do regulamento. A Porsche construiu 25 modelos para ser homologado como um carro esportivo do Grupo 4, evitando o limite de três litros para os protótipos esportivos. Mesmo a versão primária de 4,5L era muito mais rápida que os demais em Le Mans em 1969, superando inclusive os monstruosos Ford V8, banidos após a edição de 1967.

A Porsche não esperava que o 917 ainda fosse legal em 1969, mas Vic Elford e Richard Attwood ficaram a menos de quatro horas da vitória antes de abandonarem com um rachado na carenagem. A questão é que a Porsche atraiu o tipo errado de atenção para si própria, após a morte de John Woolfe com um 917 privado.

Em 1970, a dirigibilidade do 917 havia melhorado muito. A taxa de atrito em uma corrida com chuva era alta, permitindo que Attwood e Herrmann vencesem com um 917K da equipe Salzburg após largarem em 15º.

Já o 917L dominou os treinos de 1971, atingindo recordes de velocidade (240mph) na Mulsanne que não seriam repetidos até o Grupo C. Mas os principais carros tiveram problemas, e a corrida virou um duelo entre o Martini de Gijs van Lennep e Helmut Marko e o 917K JWA Gulf de Attwood e Herbert Müller.

Com problema no câmbio, Attwood e Müller não foram rivais, deixando o Martini com a vitória e o recorde de distância, que não foi batido até 2010. Mas um novo regulamento no ano seguinte deixou o carro obsoleto para Le Mans e o Mundial de Carros Esportivos, deixando um grande legado para o esporte a motor, virando um ícone do automobilismo.

2. Jaguar D-type

The D-type was totally dominant in 1957, as Flockhart and Bueb's Ecurie Ecosse example led home a top four sweep

The D-type was totally dominant in 1957, as Flockhart and Bueb's Ecurie Ecosse example led home a top four sweep

Photo by: Motorsport Images

Anos: 1954-60
Engines: seis em linha de 3,4L, 3,8L e 3L
Vitórias: 3 (1955-57)

O D-type foi feito para vencer em Le Mans, e fez isso três vezes consecutivas. A carenagem e o disco de freio ajudou a bloquear a vantagem de potência dos motores rivais. Em 1954, a prova molhada virou uma batalha entre o Ferrari 375 Plus de José Fróilán González e Maurice Trintignant e o D-type 3,4L de Rolt e Hamilton. Um esforço heroico de González no final deu a vitória à Ferrari.

Já 1955 começou como uma batalha épica entre Ferrari, Jaguar e Mercedes, mas foi ofuscada pelo gravíssimo acidente de Pierre Levegh, que matou mais de 80 espectadores. A Mercedes abandonou, 'deixando' a vitória com Mike Hawthorn e Ivor Bueb.

Um acidente no começo eliminou dois dos três D-types em 1956, com o terceiro bem afetado com um problema no sistema de combustível pouco depois, mas a sorte ajudou. A Ecurie Ecossse, cliente da Jaguar, brigou bravamente com a Aston Martin oficial de Stirling Moss e Peter Collins. No final, o ritmo do D-type superou a vantagem dos pilotos da Aston.

Em 1957, a Jaguar não correu de forma oficial, mas esse foi o melhor momento do D-type, com a Ecurie Ecosse liderando um 1-2-3-4-6 da montadora. No ano seguinte, uma mudança no regulamento limitou os motores a 3L. A Jaguar fez uma versão menor do lendário motor XK, mas com pouca confiabilidade. Desde então, a marca nunca mais esteve no pódio em Le Mans.

1. Porsche 956/962

Joest took back-to-back wins with the 956 in 1984 and 1985, the second of those coming against the factory team's long-wheelbase 962, as Porsche locked out the top five

Joest took back-to-back wins with the 956 in 1984 and 1985, the second of those coming against the factory team's long-wheelbase 962, as Porsche locked out the top five

Photo by: Rainer W. Schlegelmilch / Motorsport Images

Anos: 1982-94
Motores: 2,6L, 2,8L, 3L, 3,2L seis turbos
Vitórias: 7 (1982-87, 1994)

Não tinha como ser outro. O 956 e o seu sucessor, o 962, não somente acumulam o maior número de vitórias de um mesmo design em Le Mans como também foram a base do grid, graças ao grande número de entradas privadas que correram atrás, e ocasionalmente bateram, as entradas de fábrica.

Primeiro carro monocoque e de efeito solo da Porsche, o 956 terminaram 1-2-3 em sua estreia em Le Mans em 1982. E, no ano seguinte, o aumento no número de clientes dificultou a vida de qualquer outra montadora.

Apesar do drama no fim para os dois carros oficiais na liderança, o 956 colocou nove carros no top 10 de 1983. A controvérsia sobre o regulamento de combustíveis levou a Porsche a ficar de fora em 1984, mas pouco importou. Apesar do popular LC2 da Lancia fazer a pole, a marca alemã estava na ponta 24 horas depois, com as sete primeiras posições, lideradas por Klaus Ludwig e Henri Pescarolo na Joest.

A Joest repetiu o feito em 1985 com o mesmo chassi, desta vez batendo a entrada oficial, que usava o 962 de maior distância no entre eixos. A eficiência de combustível foi crucial no triunfo da Joest.

E mesmo com o desafio crescente da Sauber e da Jaguar, que bateram a Porsche em corridas mais curtas em 1987, o 962 manteve a forma em Le Mans. A oposição não teve chances em 1986, mas no ano seguinte a vitória veio a duras penas, devido a problemas no gerenciamento de combustível e falhas no pistão.

Mesmo com o retorno oficial da montadora, a Porsche foi derrotada em 1988 após uma batalha épica contra a Jaguar. Mesmo com o design perdendo força, o carro seguiu no pódio em Le Mans em 1989 e 1990. O último brilho do 962 veio em 1994, com o Dauer 962 de fundo chato vencendo e fazendo um terceiro lugar.

Dalmas, Haywood and Baldi won with Dauer 962 in 1994 over a decade after the original car's first Le Mans triumph

Dalmas, Haywood and Baldi won with Dauer 962 in 1994 over a decade after the original car's first Le Mans triumph

Photo by: Motorsport Images

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