Max Wilson explica o projeto de treinamento de pilotos com o qual atua na Porsche Cup

Wilson também analisou a evolução da categoria desde a sua chegada, em 2008

Max Wilson explica o projeto de treinamento de pilotos com o qual atua na Porsche Cup

Piloto com vasta experiência no automobilismo brasileiro, incluindo um título na Stock Car, Max Wilson possui um papel importante nos bastidores da Porsche Cup Brasil. Envolvido com o treinamento dos pilotos da categoria, seu trabalho tem sido chave para o fortalecimento do grid.

Desde a sua chegada, em 2008, Max atua em um sistema de treinamentos da Porsche Cup, que tem como objetivo acelerar a adaptação dos pilotos à categoria, ajudando tanto aqueles sem nenhum registro no esporte quanto os que já possuem algum tipo de experiência prévia.

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Durante o final de semana da Porsche Cup Brasil em Curitiba, Max conversou com exclusividade com o Motorsport.com explicando como funciona esse sistema que atua.

“Nós temos um sistema de treinamento de pilotos na Porsche Cup, que existe há mais de dez anos, e esse treinamento vai desde os pilotos que estão estreando não apenas na categoria, mas também no automobilismo em geral e se estende até mesmo a quem tem mais experiência”.

“O nosso foco principal é pegar quem está começando e fazer com que eles evoluam da maneira mais rápida possível, visando principalmente, a questão da segurança e da performance também”.

Questionado se seu trabalho é similar ao do coach, algo comum no grid da Porsche Cup, ele ressaltou que existem similaridades, mas que acaba tendo uma abrangência muito maior.

“É um pouco similar, mas o trabalho do coach é um pouco mais específico para cada piloto. A grande maioria dos pilotos da Porsche têm seu próprio coach, mas mesmo esses pilotos acabam fazendo os treinamentos com a gente. E quando fazemos, muitas vezes até mesmo os coaches participam”.

“É uma grande equipe que faz muitas coisas ao mesmo tempo. E isso é muito legal, porque, de fato, muitas pessoas começaram no automobilismo aqui na Porsche, outros chegaram com um pouco de experiência, então realmente víamos a necessidade de criar um treinamento para essas pessoas evoluírem em um período de tempo mais curto”.

Max revelou que o convite para assumir essa função veio ainda nos primeiros anos da Porsche Cup, quando retornou para competir no automobilismo nacional

“Eu já tinha uma amizade com o Dener [Pires] há mais de 30 anos, muito antes da Porsche surgir. Eu já havia feito algumas provas na Porsche, e quando voltei da Austrália em 2008, a categoria estava em seu terceiro ano, quando chegou a nova geração de carros, os 997, com um pouco mais de tecnologia, com telemetria e ele me convidou para dar uma força. Tô com ele até hoje”.

Presente na categoria por boa parte de sua existência, Max analisou a evolução da Porsche Cup ao longo de seus 16 anos.

“Foi gigantesca. A Porsche começou com 14, 15 carros no grid em 2005, era algo muito modesto, por assim dizer. Os pilotos também, em sua maioria tinham pouquíssima experiência”.

“Da mesma maneira que a categoria evoluiu, os pilotos também evoluíram muito. Eu diria que hoje, falando primeiro da parte dos pilotos, esses sejam talvez os não-profissionais mais qualificados do mundo”.

“Muitas vezes vêm pilotos de fora competir na Porsche Cup Brasil e eles se surpreendem com o nível do grid que temos aqui. Ver esse nível dos pilotos nos dá muito orgulho”.

“E da categoria, obviamente, ao longo desses 16 anos, muita coisa evoluiu, em termos de sistemas de trabalho, os carros seguem evoluindo a cada geração, o que cria a obrigação de termos mão de obra cada vez mais qualificada, porque os carros exigem isso”.

“E é uma categoria que começou com um sistema único, de ter uma equipe só cuidando de tudo, algo que já é mais comum hoje. Isso é uma coisa que não é nada fácil, porque temos 40 pilotos. Você tem que fornecer um carro competitivo a eles em todos os eventos, e todos iguais”.

“Eu diria que esse é o maior pilar da Porsche, fornecer 40 carros iguais para todos. Os pilotos chegam e saem daqui sabendo que tiveram as mesmas chances na pista. É uma operação gigantesca, com muitas pessoas, e a cada ano a gente tenta melhorar para que essa equalização dos carros seja cada vez mais precisa”.

Veja como foi a corrida 2 da Carrera Cup em Curitiba

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