Promotores do TCR South America analisam crescimento “surpreendente” da categoria em três anos

Maurício Slaviero e Fernando Julianelli falam ainda sobre o papel da parceria com a Vicar para o crescimento no futuro

TCR South America

Divulgacao

De volta ao Brasil em 2023, o TCR South America desembarca em Interlagos para a quarta etapa da temporada, sendo a primeira delas em solo brasileiro. E com menos de três anos de existência, a direção da categoria celebra o rápido crescimento do campeonato, que já vem se destacando no cenário internacional.

Anunciado em 2020, o TCR SA teve sua primeira temporada no ano seguinte. Desde então, a categoria se reveza entre etapas na Argentina, Uruguai e Brasil. Nesse período, o grid expandiu, chegando a 21 carros em 2023.

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Para Maurício Slaviero, promotor do TCR SA no Brasil, o momento vivido pela categoria é muito positivo.

“O evento realmente cresceu. Acho que melhoramos a cada vez que pisamos em Interlagos. A categoria cresceu, está mais forte”.

O empresário ainda destaca que o surgimento do TCR Brasil, que fará sua estreia neste fim de semana em Interlagos, é uma das provas do sucesso da categoria.

“Essa etapa tem ainda a estreia do TCR Brasil, o que é uma grande novidade e algo muito importante para o conceito do TCR aqui na região. Nós vamos ter seis etapas neste primeiro ano, com o TCR Brasil sempre andando junto com o TCR South America”.

“E isso aumenta a nossa expectativa para o TCR Brasil, porque o piloto pode se inscrever somente em um campeonato ou nos dois. Então vamos ter 21 carros correndo neste fim de semana no TCR South America e 14 deles competindo no TCR Brasil”.

“Nossa expectativa é ótima, as equipes estão contentes, o campeonato cresce a cada prova, então é tudo muito positivo”.

Um dos diferenciais do TCR South America é ter uma competição internacionalizada, com pilotos de vários países competindo em circuitos pelo continente. Slaviero compara o TCR com a “Libertadores do automobilismo”.

“[A internacionalização] É um dos nossos principais objetivos. Por isso que a ideia foi de começar com um TCR sul-americano em vez de um TCR Brasil, um TCR Argentina...”.

“Porque queríamos envolver a região, fazer algo internacional, que não existia há tempos. Acho que ter essa Libertadores do automobilismo é muito bacana e retoma muita coisa do passado”.

Apesar do crescimento, o TCR não teve um começo fácil, iniciando sua trajetória em 2021, ainda em plena pandemia da Covid-19, com diversas restrições de público, viagem e mais. Mesmo assim, a categoria conseguiu se manter e, hoje, Slaviero vê a parceria com a Vicar como um ponto de virada.

“Quando decidimos fazer a primeira temporada, sabíamos que seria muito difícil. Mas, talvez, se não tivéssemos feito aquele primeiro campeonato, não estaríamos aqui hoje. Então foi um ano bem complicado, dificílimo de fazer, com muito trabalho envolvido. Mas aconteceu, nasceu”.

“Mostramos que tínhamos potencial, e o ano passado já foi uma temporada muito boa para a categoria, com 18 carros no grid. E esse ano vivemos a consolidação, com a categoria mostrando que veio para ficar, para crescer”.

"É um campeonato que inclusive vem surpreendendo pelo crescimento. É muito difícil que um campeonato chegue ao tamanho que ele está hoje em apenas três anos". 

“A sociedade com a Vicar ainda reforça o negócio, mostrando o quanto que a categoria é importante, não somente para a região, mas para o mundo inteiro. Ela também agrega muita coisa para o futuro do campeonato”.

Fernando Julianelli, CEO da Vicar, que é a responsável pela organização das etapas brasileiras e a captação de patrocínio no país, acredita que a passagem por Interlagos neste fim de semana será apenas o "primeiro passo de algo que será cada vez maior".

"Hoje, sem dúvidas, temos o TCR Brasil no guarda-chuva do TCR South America, mas temos também ambições maiores para o futuro. Quem sabe ter um TCR Brasil próprio com 10 etapas? Ir além de correr com o TCR South America e compondo um campeonato brasileiro. É um produto muito bom, global. Não tenho dúvidas de que será mais um produto de sucesso da Vicar".

Julianelli destacou ainda que a sociedade com o TCR e a criação do TCR Brasil fazem parte de um projeto de crescimento horizontal da Vicar, aumentando seu porfólio, que já inclui categorias como a Stock Car, a Stock Series e a F4 Brasil.

"A Vicar é uma grande promotora de eventos de automobilismo. Então temos nossa estrutura, nossos departamentos. Mas, diferentemente de outros mercados, aqui não podemos escalar, expandir a Stock Car de 12 finais de semana para 20, porque isso comprometeria o orçamento das equipes, captação de patrocínio e mais, incluindo o número de autódromos que temos".

"Uma das coisas que faz parte do nosso plano de crescimento é expandir de forma horizontal, trazendo novos produtos como a F4, Turismo Nacional, estruturar a Stock Series e virar sócios do TCR South America, adquirindo a parte brasileira dos negócios".

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