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Alonso e Espanha: uma relação de amor e ódio

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Alonso e Espanha: uma relação de amor e ódio
Por:
Co-autor: Felipe Motta
11 de mai de 2016 20:23

Fernando Alonso não vence um título desde o bicampeonato em 2005/2006, mas independentemente das conquistas, o espanhol mexe com os fãs do país sede da próxima etapa da temporada 2016, seja para o bem ou para o mal

Fernando Alonso, McLaren MP4-31
Fernando Alonso, McLaren
Fernando Alonso, McLaren MP4-31
Fernando Alonso, McLaren as the grid observes the national anthem
Fernando Alonso, McLaren MP4-31
Fernando Alonso, McLaren
Fernando Alonso, McLaren MP4-31 on the grid
Fernando Alonso, McLaren MP4-31
Fernando Alonso, McLaren
Fernando Alonso, McLaren MP4-31 with flow-vis paint paint on the front wing
Fernando Alonso, McLaren
Fernando Alonso, McLaren MP4-31
Fernando Alonso, McLaren
Fernando Alonso, McLaren MP4-31

Fernando Alonso é daqueles pilotos que despertam reações bastante distintas entre os fãs de Fórmula 1 ao redor do mundo. Bicampeão da categoria em 2005 e 2006, pela Renault, Alonso possui muitos torcedores, mas também tem contra ele os famosos 'haters', que não perdem uma chance para criticá-lo.

Sem títulos desde o bicampeonato, com uma primeira passagem pela McLaren bastante conturbada em 2007 e cinco temporadas quase tão conturbadas quanto na Ferrari, o espanhol retornou ao time de Woking em 2015.

Mas e a Espanha, que recebe a categoria no próximo final de semana, na Catalunha, como vê Alonso. Para entender a relação entre os fãs e o piloto, o Motorsport.com Brasil procurou jornalistas espanhóis, que vivem de perto o clima, para explicar este relacionamento.

Oriol Rodríguez, repórter da Catalunya Ràdio, destacou uma declaração de Alonso após vencer o primeiro título que destaca bem porque o asturiano mexe significativamente com as emoções dos espanhóis.

“É sabido que a relação entre Alonso e os espanhóis variou bastante com o passar dos anos. Ele é um piloto ao qual os torcedores não são indiferentes: ou ele é amado ou odiado, não há nada igual. Quando ele venceu o primeiro título, em 2005, lembro-me de ele dizer que não devia nada a ninguém e não dedicaria a conquista a ninguém. Isso deixou os torcedores bastante contrariados, pois eles o apoiaram bastante naquele ano", disse.

Já Oriol Puigdemont, editor de MotoGP do Motorsport.com, destacou a falta de tradição da Espanha na F1 até o surgimento de Alonso e elencou algumas razões pelas quais o piloto não conquistou todo o país. Além disso, Puigdemont crê que o fato de o asturiano não andar nas primeiras posições atualmente reduziu tanto a paixão quanto o ódio em relação ao bicampeão.

“O problema é que na Espanha nunca houve uma grande tradição na F1 até a chegada de Alonso. Então os torcedores se dividiram entre os que o apoiavam apaixonadamente e os que não gostavam dele – seja pelo caráter, seja por torcerem pela Ferrari, etc. Agora que voltou à McLaren e está andando atrás, apenas pontuando e aparecendo pouco na TV, a situação arrefeceu.”

Em um ponto, tanto Rodríguez quanto Puigdemont foram unânimes: a 'onda Alonso' não só reduziu as emoções direcionadas ao piloto, mas também o público presente ao circuito da Catalunha.

O editor de MotoGP do Motorsport.com vê a redução de espectadores também como a saída daqueles que não gostavam do esporte, mas compareciam às corridas movidos pela expectativa de ver um representante do país no topo do pódio.

“Em 2007, no GP da Espanha, tínhamos 140 mil expectadores no autódromo, muitos deles impulsionados pelo bicampeonato de Alonso e pela ida à McLaren. Com o passar dos anos e a falta de títulos do piloto, esse público foi caindo e a média em Barcelona agora é de 85 mil pessoas", contou Rodríguez.

“ Em 2005, especialmente em 2006 e também em 2010 – ano da estreia na Ferrari - o público era muito grande. Apesar da explosão quando ele surgiu, os que ficaram são os verdadeiros fãs de F1, que são bem menos. Então, com Alonso, é bem provável que tudo tenha perdido um pouco de força – tanto para o bem quanto para o mal. Garanto, entretanto, que ele segue com muitos torcedores, mas menos do que na época de Ferrari ou Renault", observou Puigdemont.

Além das atitudes que sempre mexeram com as emoções do público espanhol, Rodríguez crê que, apesar do grande talento exibido nas pistas, Alonso não conduziu a carreira da melhor maneira. Para o repórter da Catalunya Ràdio, se o piloto tivesse tomado as decisões corretas, hoje teria mais títulos mundiais.

“Alonso quase nunca soube escolher da maneira apropriada o futuro esportivo. Ele sempre se mostrou um piloto muito talentoso e, se tivesse pensado um pouco mais com a razão na hora de decidir o futuro, poderia ter somado aos títulos de 2005 e 2006 mais campeonatos. É um piloto polêmico – um dos mais polêmicos das últimas temporadas - mas também um dos melhores do mundo”, completou.

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