ANÁLISE: Com incertezas sobre TV, pilotos e corrida local, o que será da F1 no Brasil em 2021?

Desdobramentos sobre GP do Brasil, chegada de piloto do país no grid e possível ausência de transmissão em TV aberta, cara da maior categoria do automobilismo mundial pode ser bem diferente já na próxima temporada

ANÁLISE: Com incertezas sobre TV, pilotos e corrida local, o que será da F1 no Brasil em 2021?

A temporada 2021 da Fórmula 1 pode não ter a entrada dos novos regulamentos técnicos e esportivos, que, por causa da pandemia do novo coronavírus tiveram que ser adiados para 2022, mas pode ter uma cara muito diferente para o público brasileiro.

A não renovação do contrato de direitos de transmissão da Rede Globo, revelada nesta quinta-feira coloca mais um ingrediente daquela que pode ser a temporada mais distante para o fã brasileiro.

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Neste momento, há a incerteza sobre a realização do GP do Brasil, independentemente do local, se Interlagos ou no novo autódromo ainda a ser construído no Rio de Janeiro. Os atuais organizadores do GP têm contrato com a F1 apenas para este ano, sendo que a corrida que aconteceria em novembro foi oficialmente cancelada sem que ela fosse ‘reposta’ em 2021. Ou seja, para haver corrida em Interlagos, um novo acordo obrigatoriamente terá que ser celebrado.

Até o atual campeonato, o Brasil era uma das poucas praças que não pagavam taxas à F1. Para a renovação foi oferecida uma proposta de US$ 20 milhões por ano, para mais cinco anos renováveis para outros cinco.

O consórcio Rio Motorsport quer pagar o triplo desse valor, mas ainda precisa tirar o autódromo do papel. Atualmente, a empresa aguarda as condições impostas pelos órgão ambientais para poder construir a pista.

Nos autódromos, o Brasil encara a terceira temporada sem um piloto representando o país no grid, após a aposentadoria de Felipe Massa. Atualmente, dois pilotos podem quebrar a incômoda ausência.

Sérgio Sette Câmara é piloto reserva e de desenvolvimento da Red Bull/ AlphaTauri, à espreita de algum ‘rebaixamento’, algo normal nos últimos anos nos times de Helmut Marko. Além de Sette, temos Pietro Fittipaldi, que tem papel semelhante na Haas.

Ambos têm pontos suficientes da superlicença, o que pode ajudá-los. Neste momento, com os bastidores da F1 pegando fogo, no que diz respeito à briga por assentos para 2021, não há qualquer rumor de que ambos possam integrar os times oficiais.

Em outra fila, entre os brasileiros que correm na Fórmula 2, Felipe Drugovich é o que mais se destaca, com duas vitórias no campeonato, mas está em seu ano de estreia na categoria e não possui ligação com qualquer programa de jovens pilotos, o que poderia facilitar uma possível chegada à F1 e fazer tocar novamente o Tema da Vitória.

A música em questão não deve ser tocada novamente nem mesmo se um brasileiro cruzar a linha de chegada em primeiro. Sem a Globo na jogada, um grande ponto de interrogação paira sobre como os fãs da F1 assistirão as provas em 2021.

A negociação entre a emissora e a Liberty se arrastou por meses, com a detentora dos direitos comerciais da categoria batendo na porta em emissoras abertas rivais da Globo, como Band e Record, segundo informações publicadas na imprensa brasileira. A Rio Motorsports ensaia um movimento semelhante ao que já fez na MotoGP no país, adquirindo os direitos de transmissão e os repassando a outra emissora.

A F1 seguirá no Brasil? Quem transmitirá a temporada 2021? E qual será o futuro dos brasileiros no Mundial? Esse é um conjunto de respostas que ainda teremos que esperar para ver.

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Categoria Fórmula 1
Autor Erick Gabriel