Brawn rebate sugestões de que mudanças nas regras da F1 para 2022 não são necessárias

Diretor esportivo da F1 respondeu comentários de que campeonato emocionante de 2021 mostra que nova geração de carros é desnecessária

Brawn rebate sugestões de que mudanças nas regras da F1 para 2022 não são necessárias

Com uma temporada animada e uma disputa apertada entre Lewis Hamilton e Max Verstappen pelo título, crescem as sugestões de que o regulamento atual da Fórmula 1 entrega o que o esporte precisava, questionando a necessidade da revolução prometida para 2022, algo que foi rebatido pelo diretor esportivo da categoria, Ross Brawn.

Entre as críticas, existem também preocupações de que tamanha mudança que será criada pelos carros de 2022 pode criar um afastamento das equipes, com as de maior orçamento se dando melhor com as novas regras em um primeiro momento.

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Mas Brawn rebateu qualquer sugestão de que a F1 esteja cometendo um erro com o que está sendo planejado para 2022, afirmando que o objetivo do regulamento é resolver problemas específicos, como a habilidade dos carros em seguir uns aos outros em proximidade, algo inexistente no momento.

Escrevendo em sua tradicional coluna pós-GP, publicada no site da F1, Brawn disse: "Nesse fim de semana, ouvi comentários por aí questionando se a mudança de regulamento para 2022 é necessária, pelo fato de termos uma temporada dourada".

"Acho que estes falham em entender o fato de que, apesar do campeonato deste ano ser emocionante, os carros ainda sofrem para seguirem outros em proximidade, criando oportunidades de ultrapassagem".

"Enquanto o regulamento de 2022 não deve mudar tudo da noite para o dia, acredito que seja uma plataforma muito melhor para tornar as corridas nas pistas melhores e tenho certeza que, assim que as regras estejam compreendidas, teremos provas e campeonatos incríveis no futuro, com mais ação roda a roda".

Brawn acredita que algumas mudanças realizadas na era Liberty Media, como o teto orçamentário, contribuíram para uma batalha tão próxima pelo título em 2021.

Nikita Mazepin, Haas F1, and Ross Brawn, Managing Director of Motorsports, on the grid

Nikita Mazepin, Haas F1, and Ross Brawn, Managing Director of Motorsports, on the grid

Photo by: Mark Sutton / Motorsport Images

"Ambos os campeonatos devem durar até o fim da temporada, criando um dos finais de ano mais emocionantes em anos. A F1 foi abençoada. Por que temos uma temporada tão boa? Quando eu dirigia as equipes, não havia limite. Era uma situação de jogar tudo para fazer melhorias. Acredito que seja o mesmo com o esporte".

"Não tenho dúvidas de que o teto orçamentário e as mudanças no regulamento implementadas tiveram um impacto positivo na proximidade e intensidade do campeonato. As equipes não têm mais a capacidade de jogar rios de dinheiro em um campeonato para tentar vencê-lo".

"Os recursos são limitados agora e as equipes também estão focadas no carro do próximo ano, que requer muito tempo e recursos. Tudo isso contribui para o campeonato apertado".

Brawn acredita que isso seja essencial, mas que qualquer forma de regulamento da F1 ainda assim permita que as melhores equipes e pilotos saiam na frente, em vez de tornar tudo uma loteria.

"Ainda queremos uma meritocracia. Ainda queremos que a melhor equipe vença. Mas não queremos que vençam com uma vantagem enorme, simplesmente porque possuem um orçamento maior que as demais. É bom ver como as coisas estão se desenvolvendo".

"Nenhuma equipe está dominando o campeonato, tornando essa uma batalha a ser lembrada".

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