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Diferenças nas freadas: Senna x Hamilton x Schumacher x Alonso

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Diferenças nas freadas: Senna x Hamilton x Schumacher x Alonso
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Traduzido por: Gabriel Lima

Fabricante de freios histórica da F1, Brembo compara estilos de condução de alguns dos maiores campeões da categoria

Pilotos de Fórmula 1 são chatos. Pilotos de F1 não nos mostram sua personalidade. Pilotos de F1 nunca dizem nada. Carros de F1 são muito lentos e fáceis de se guiar. Os pneus da categoria não podem ser levados ao limite pelos pilotos.

Críticas como essas foram feitas longo dos últimos anos e tornaram-se ensurdecedoras. E, embora existam movimentos para fazer as coisas melhorarem, não há uma solução fácil para resolver todas as questões.

Mas, igualmente, tais críticas são um pouco injustas, porque, como um esporte, sempre se persegue o impossível: a necessidade de entregar emoção constante sem que se torne entretenimento puro como luta livre. Afinal, algumas coisas que são desejadas muitas vezes são contraditórias.

Hoje veremos um pouco do DNA da Fórmula 1 que não se pode acompanhar a olho nu. Como freiam campeões como Ayrton Senna, Fernando Alonso, Michael Schumacher e Lewis Hamilton, de acordo com dados da Brembo (fornecedora de peças de freio da categoria)? Confira aqui.

Ayrton Senna

 

Ayrton Senna
Ayrton Senna

XPB Images

Até hoje a Brembo não consegue lembrar um piloto que tenha usado uma pressão hidráulica tão alta como Ayrton Senna. Ele era verdadeiramente um campeão sensacional, e um dos primeiros pilotos a compreender a importância da evolução tecnológica dos freios.

O brasileiro adorava utilizar cilindros mestres menores para um melhor desempenho e maior eficiência do sistema. Além disso, ele foi um dos poucos - se não o único - que testou pessoalmente o desenvolvimento tecnológico dos sistemas. As pinças com quatro blocos de ligas de alumínio garantiam maior rigidez (e potência) ao sistema.

Michael Schumacher

 

Michael Schumacher
Michael Schumacher

Foto: Ferrari Media Center

O alemão foi o piloto mais mentalmente organizado que os técnicos da Brembo trabalharam ao longo dos anos. Determinado e consistente em seus tempos de volta, ele exigiu que o sistema de freios combinasse com seu desempenho.

Schumacher optava por um pedal de freio curto e muito sensível. Apesar de não ser um gigante, ele conseguia exercer uma força significativa sobre o pedal. A busca pela perfeição foi uma das maiores qualidades de Schumi: ele queria que os freios funcionassem continuamente, sem qualquer sinal de desgaste durante um GP.

Gilles Villeneuve

 

Gilles Villeneuve
Gilles Villeneuve

Foto: LBGPA

A pilotagem agressiva e extrema do ex-piloto de snowmobile teve seu impacto sobre o sistema de frenagem montado nas Ferraris nas quais correu.

Os técnicos mais antigos da Brembo ainda lembram - como uma espécie de pesadelo - como Villeneuve sabia abusar de seus freios corretamente com seu estilo extremamente agressivo.

Alain Prost

 

Alain Prost
Alain Prost

Foto: Jean-Philippe Legrand

Alain Prost, um dos maiores rivais de Ayrton Senna, tinha estilos de frenagem e de guiar muito diferentes em comparação com o brasileiro. Ele era menos agressivo com seu carro e ao sistema de freios.

Seu estilo preciso e limpo significava que ele não pisava mais que o necessário no pedal. É por isso que o francês nunca fez quaisquer pedidos especiais para os engenheiros de Brembo. Ele não queria pedais curtos nem particularmente resistentes. Ele nunca levou o sistema a níveis extremos.

Isso não significa que Alain nunca estivesse preocupado com freios. Ele pedia continuamente para que os engenheiros preparassem configurações perfeitas e um sistema que pudesse ser confiável em todas as condições.

Sebastian Vettel 

Sebastian Vettel, Ferrari SF15-T
Sebastian Vettel, Ferrari SF15-T

XPB Images

Segundo os técnicos da Brembo que trabalharam com ele para configurar o sistema de freios, Vettel é um “Schumi Jr”, porque contribui significativamente para o desenvolvimento do carro.

Além disso, ele consegue pegar as diferenças mais sutis no material de atrito. Atualmente ele é o único piloto a competir na Fórmula 1 que prefere um determinado conjunto de freios a outro devido aos diferentes tipos de carbono.

Ele gosta de iniciar voltas de classificação com novos conjuntos de freios para atingir essa aderência extra que consegue explorar ao tentar o melhor momento para uma volta rápida. Ele trabalha em perfeita harmonia com os pneus e opta por um pedal curto e extremamente reativo. Ele aplica força significativa no pedal de freio.

Fernando Alonso

Fernando Alonso, McLaren Honda
Fernando Alonso, McLaren Honda

XPB Images

Alonso, assim como outros campeões, é extremamente meticuloso quando se trata de encontrar a sensação perfeita com o sistema de freios. Sua força faz que ele possa aplicar a força máxima no pedal com impressionantes tempos de resposta.

Sua potência em termos de força física contrasta com sua técnica de frenagem muito limpa. Muitas vezes ele atinge o limite sem se exceder.

É como se Alonso tivesse sido capaz de criar uma espécie de ABS natural. Ele explora plenamente a aderência dos pneus para alcançar maiores velocidades enquanto freia sem bloquear as rodas.

Lewis Hamilton

 

Lewis Hamilton, Mercedes AMG F1 W06
Lewis Hamilton, Mercedes AMG F1 W06

Foto: XPB Images

O piloto britânico da Mercedes enfrenta uma sensação inteiramente original com seu carro. Ele quer se concentrar inteiramente no eixo dianteiro. Seu estilo de condução agressiva significa muitas vezes que bloqueie as rodas.

Lewis é extremamente reativo quando começa a frear. Por isso, ele muitas vezes excede os limites de aderência do pneu e, só então, após exercer uma pressão sobre o pedal, ele começa a controlar a ação do sistema de freios.

O piloto inglês quer o controle perfeito quando entra em uma curva, muitas vezes acelerando dentro da curva. De fato, a primeira parte da freada termina ao entrar na curva, o que e aumenta a probabilidade de travamento da roda dianteira interna.

O único limite que Hamilton entende, de acordo com seus engenheiros, é a temperatura máxima de freios. No entanto, é de seu estilo de pilotagem ir além de qualquer limite físico que garanta um estilo de correr verdadeiramente espetacular e produza resultados.


Todos diferentes, todos fascinante e todos com as suas peculiaridades únicas. Ninguém pode dizer novamente que pilotos de F1 são todos iguais - ou menos que brilhantes.

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