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F1: categoria quer subir para US$ 600 milhões fundo pago por novas equipes

Fundo de diluição, que hoje é de US$ 200 milhões, é pago por novas equipes do grid para compensar perdas iniciais de direito de imagem

Max Verstappen, Red Bull Racing RB20, Lando Norris, McLaren MCL38, Charles Leclerc, Ferrari SF-24, Carlos Sainz, Ferrari SF-24

A F1 estuda reformular o fundo de diluição de US$ 600 milhões (R$ 3,1 bilhões) para novas equipes como parte do próximo Pacto de Concórdia, conforme apurou o Motorsport.com. O fundo é pago por estreantes para compensar a redução na divisão dos direitos comerciais. O novo valor seria pago em um período de cinco anos.

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A negociação do próximo Pacto de Concórdia já está aberto entre equipes e a detentora dos direitos comercias da F1. Este acordo passa a valer a partir de 2026. O documento inclui todos os principais aspectos comerciais da F1, incluindo prêmios em dinheiro e, como o Motorsport.com revelou na semana passada, uma medida para limitar o histórico pagamento de bônus extra da Ferrari.

Fontes revelaram que uma outra mudança que está sendo analisada é a forma como o fundo de diluição para novas equipes é implementado, o que ocorre em um cenário em que a Andretti Global está lutando para garantir uma participação na categoria.

O fundo de diluição é um pagamento extra feito por uma nova equipe pagar para entrar no grid. Ele ajuda a compensar qualquer perda que os times atuais enfrentariam por passarem a dividir sua receita de direitos comerciais com 11 equipes, ao invés de dividi-la entre 10.

No Pacto de Concórdia anterior, o fundo de diluição é um pagamento direto de US$ 200 milhões que seria compartilhado entre as atuais equipes do grid. No entanto, esse valor foi estabelecido quando a F1 não estava em uma situação financeira tão ruim e, com base na força comercial atual das corridas, foi amplamente considerado insuficiente para compensar as perdas que as equipes enfrentariam.

É por isso que um novo formato está sendo analisado para o próximo Pacto de Concórdia.

O Motorsport.com apurou que, como parte das propostas preliminares do Pacto, foi proposta uma nova ideia de fundo de diluição. Em vez de ser um pagamento fixo, foi sugerido uma fórmula que funcionará para compensar os atuais concorrentes em um período definido - que se acredita ser de cinco anos.

Entende-se que o valor inicial proposto totaliza o equivalente a US$ 600 milhões para uma equipe que queira participar em 2026, aumentando para US$ 700 milhões a partir de 2028. Isso inclui uma estipulação adicional de que uma nova equipe não terá direito a nenhum prêmio em dinheiro no primeiro ano em que correr na F1.

O valor é alto e, para um participante ambicioso como a Andretti, pode levá-la a repensar se deve ou não começar do zero ou se deve procurar comprar uma das equipes atuais.

Em uma entrevista no GP de Mônaco, o chefe de equipe da Red Bull, Christian Horner, disse que gostou da ideia da Andretti entrar na F1, mas achou que talvez ela devesse pensar em adquirir alguém.

"Acho que a Andretti tem uma grande história nas corridas", disse Horner. "Mario é uma lenda do esporte. E, claro, a Cadillac, é uma grande fabricante de automóveis dos EUA.

"Mas, além disso, se a Andretti quisesse vir, fazendo como a Audi que comprou a Sauber, para proteger a franquia e a estabilidade que temos no esporte, então, obviamente, seu melhor caminho para esse objetivo é adquirir uma das equipes existentes."

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