Fórmula 1 GP da Bélgica

F1: Eau Rouge segue uma curva pé embaixo após reforma que tornou Spa "mais rápida"

Empresa responsável pela reforma explicou como se deu o processo de modernização do circuito belga

Eau rouge overview

A reforma de 80 milhões de euros no circuito de Spa-Francorchamps preocupou os fãs do esporte de que o palco do GP da Bélgica de Fórmula 1 perderia sua característica vital: uma pista desafiante e veloz. Mas a icônica curva Eau Rouge seguirá sendo um trecho pé embaixo para os pilotos após o recapeamento e modificações de segurança que tornaram o traçado ainda mais rápido.

A reforma foi feita com o objetivo de realizar novamente corridas de moto e, com isso, barreiras de proteção foram alteradas além da inserção de brita em alguns trechos. Mas, desde o começo, a direção tratou de deixar claro que o traçado não seria alterado.

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Jarno Zaffeli, fundador da Dromo Circuit, empresa de design responsável pela reforma de Spa, disse que o desafio sob alta velocidade da Eau Rouge não foi comprometida, apesar da mudança de perfil das barreiras. E ele afirma que o recapeamento de partes importantes da pista, incluindo o complexo da Eau Rouge / Raidillon a tornam mais rápida que antes.

"Será uma curva pé embaixo, criando oportunidades", disse Zaffelli. Os carros sentirão a diferença entre o novo asfalto e o antigo. Se olharmos para os carros de GT nas 24 Horas de Spa, a pole foi 1s7 mais rápida que no ano passado. Sabemos que os carros da F1 deste ano são mais lentos que os do ano passado, então a diferença aqui não será tão grande".

O aumento na velocidade foi resultado da utilização de um material mais moderno para o asfalto, com o antigo já tendo muitos anos de uso.

"O último recapeamento da pista havia acontecido há quase 20 anos. Desde então a performance dos carros e motos aumentou muito. A tecnologia disponível para os materiais de asfalto e os equipamentos de pavimentação também mudaram. A experiência da Dromo está no desenvolvimento de um mix específico para cada circuito".

Track overview

Track overview

Photo by: Erik Junius

Tendo garantido que a 'alma' da Eau Rouge foi mantida, Zaffelli disse que a Dromo trabalhou em mais de 20 conceitos antes de decidir a versão final.

"No design e nos outros desenvolvimentos, consideramos o novo regulamento e os novos pneus. Tínhamos mais de 20 possibilidades para a Eau Rouge. Passamos vários dias com pilotos profissionais em nossos simuladores buscando seus feedbacks".

"Passamos ainda mais dois dias com pilotos profissionais em outro simulador, com a supervisão de Thierry Boutsen e Emanuele Pirro. Entre outubro e novembro de 2021, o trabalho foi reajustado nos simuladores com carros de F1 e GT".

"Isso nos ajudou a obter o design final que foi submetido à Comissão de Circuitos da FIA, antes que o trabalho fosse iniciado no começo de 2022. Além disso, fizemos nossa análise interna do circuito, um scan da área e algumas análises para finalizar os detalhes".

Podcast #192 – Sequência de corridas decidirá campeonato da F1?

 

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