F1: Ferrari quer entender se desenvolvimento levou a problemas no carro

Mattia Binotto defende que equipe precisa entender se diferença de ritmo para a Red Bull se deu por uma melhora da rival, piora do F1-75 ou os dois

Charles Leclerc, Ferrari F1-75, George Russell, Mercedes W13

A Ferrari afirma que precisa de respostas, para entender a vantagem que a Red Bull obteve nos últimos meses, mudando a dinâmica vista no começo da temporada 2022 da Fórmula 1, especialmente com a velocidade do carro da rival nas corridas.

Enquanto a equipe de Maranello e a Red Bull estavam em pé de igualdade no começo da temporada, o time austríaco despontou depois de um certo ponto, exercendo um grande domínio, com cinco vitórias consecutivas nas últimas provas mesmo saindo da pole apenas uma vez.

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Após perder novamente para a Red Bull no GP da Itália, a Ferrari disse que está analisando os dados para entender melhor o que mudou nas últimas corridas. Durante os treinos de Monza, Carlos Sainz chegou a usar um assoalho antigo para ver se o erro está no caminho trilhado com o desenvolvimento.

E enquanto a equipe ainda busca introduzir atualizações mais tarde neste ano, potencialmente novas asas e um assoalho revisado em Singapura, Mattia Binotto diz ser crítico para o time entender porque não consegue igualar o ritmo de degradação de pneus da Red Bull.

Binotto acha que as coisas começaram a mudar na Hungria, quando Charles Leclerc começou a sofrer para acompanhar o ritmo exibido por Verstappen.

"Acho que precisamos olhar além dessas últimas corridas, porque eu incluiria a Hungria também", disse. "Nas últimas corridas, a performance da Red Bull foi melhor que a nossa. Não nas classificações, porque ali ainda temos um bom ritmo. Então é importante dizer que a performance pura ainda está ali".

Charles Leclerc, Ferrari F1-75

Charles Leclerc, Ferrari F1-75

Photo by: Glenn Dunbar / Motorsport Images

"Mas no ritmo de corrida, estamos sofrendo com a degradação dos pneus. Quanto a isso, acho que a Red Bull tem um carro melhor, então eles souberam desenvolvê-lo para ter um equilíbrio melhor, algo que não conseguimos".

"O motivo? Isso é algo que estamos analisando, porque precisamos resolver isso. Se não para este ano, certamente para o próximo".

Falando em Monza no último fim de semana, Binotto sugeriu que a degradação de pneus da Ferrari foi causada por um carro com equilíbrio muito longe do ideal, gerando muita patinagem e, por consequência, temperatura nos pneus.

"Se olharmos para as últimas corridas, em termos de degradação de pneus, não estivemos muito bem, e certamente tivemos problemas com o equilíbrio do carro. Ter um ajuste aberto, de velocidade média-alta para curvas de baixa, gera superaquecimento nos pneus, e isso leva à degradação. Então sabemos que nosso ajuste não foi o correto".

"O motivo para termos esse equilíbrio ruim foi o desenvolvimento aerodinâmico que nos trouxe até aqui. Criou uma interrogação para nós".

Podcast #195 - Fantasma de Abu Dhabi assombra Monza: o que mudar na F1?

 

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