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Mercedes engine

A Mercedes terminou em terceiro lugar no campeonato de construtores da Fórmula 1 2022, atrás de Red Bull e Ferrari. O modelo W13 não brilhou, revelando-se um monoposto problemático devido a conceitos extremos e escolhas aerodinâmicas que não funcionaram, de modo que a impressão que ficou em relação à unidade de potência M13 E Performance também não foi boa. Entretanto, a realidade é um pouco diferente, conforme se vislumbrou principalmente no GP de São Paulo.

O editor recomenda:

Não à toa, na fábrica da Mercedes em Brixworth, onde são produzidos os motores, os funcionários estão convencidos de que têm uma unidade competitiva para 2023 e vão querer provar isso no próximo ano.

Mercedes W13: ecco la power unit 2022

Mercedes W13: ecco la power unit 2022

Photo by: Erik Junius

Os engenheiros chefiados por Haywel Thomas estão certos de que a unidade de potência de 2022 era certamente melhor do que parecia: na verdade, o monoposto de efeito solo, com seus zeropods, decepcionou devido à sua incapacidade de gerar carga aerodinâmica, não sendo capaz de andar na altura mínima que havia sido projetada no túnel de vento devido ao efeito nocivo do porpoising, o 'salto' que obrigou a Mercedes a aumentar a altura do carro, o que impactou no desempenho.

Lewis Hamilton, Mercedes W13

Lewis Hamilton, Mercedes W13

Photo by: Steve Etherington / Motorsport Images

Decorrente desse aspecto negativo, o alto arrasto gerado pelo W13, que impedia a Mercedes de alcançar velocidades máximas compatíveis com as da Red Bull. Em Brixworth, os funcionários estão, e continuam convencidos, de que a unidade de potência homologada no início de 2022 e congelada até 2025 é capaz de rivalizar, se não superar, a unidade Honda/Red Bull Powertrains que contribuiu para o bicampeonato do holandês Max Verstappen.

A crença é legítima: nos dois GPs em que a eficiência aerodinâmica pesou menos, nas pistas de elevada altitude como México (2.200 metros) e Brasil (mais de 700 metros), as Flechas de Prata brilharam: houve 'apenas' briga pela vitória no Hermanos Rodríguez, mas em Interlagos a dobradinha veio e compensou a equipe da High Performance Powertrains após uma temporada cheia de decepções.

George Russell festeggia la prima vittoria in F1 nel GP del Brasile con la Mercedes W13

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Photo by: Zak Mauger / Motorsport Images

A Mercedes evolui seu motor híbrido desde 2014 e sua arquitetura, ao longo do tempo, foi copiada pela Honda (no ano passado) e pela Renault (em 2022), mas não pela Ferrari, que se manteve fiel a um esquema mais tradicional.

De qualquer forma, é interessante mostrar como o mesmo conceito evoluiu ao longo do tempo, com refinamentos constantes envolvendo cada detalhe. Quanto ao carro das Flechas de Prata, o abandono da filosofia de design do W13 deve trazer a equipe de Brackley de volta à briga contra a Red Bull em 2023: o alemão Nico Rosberg, campeão mundial de F1 de 2016 com a Mercedes, já vê o time germânico como desafiante de Verstappen. Já a Ferrari, que trocou de comando, é incógnita.

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