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F1 - Stella: McLaren e Ferrari têm culturas "muito semelhantes"

Antes de se juntar à McLaren, o agora chefe de equipe papaia, Andrea Stella, trabalhou na Ferrari por 15 anos

Carlos Sainz, Scuderia Ferrari, 2nd position, Lando Norris, McLaren F1 Team, 1st position, Charles Leclerc, Scuderia Ferrari, 3rd position, celebrate on the podium

O chefe de equipe da McLaren, Andrea Stella, teve uma longa passagem pela Ferrari antes de se mudar para o lado 'papaia'. Ele afirmou que as duas equipes tradicionais da Fórmula 1 tem culturas muito similares.

Stella começou sua carreira na F1 com a Ferrari, depois de concluir seu curso de engenharia e doutorado em engenharia mecânica nos anos 2000. Ele trabalhou para a Scuderia por 15 anos, incluindo passagens como engenheiro de corrida de Michael Schumacher, Kimi Räikkönen e Fernando Alonso.

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Ele ajudou a equipe italiana a vencer seis campeonatos de pilotos e sete campeonatos de construtores. Em seguida, mudou-se para a McLaren em 2015, onde subiu na hierarquia para se tornar o diretor da equipe em 2023.

Stella foi uma das forças motrizes por trás do retorno da McLaren à frente do grid, mesmo antes de assumir o cargo de chefe de equipe. Sob sua liderança, a equipe britânica venceu o campeonato de construtores de 2024, um título que a McLaren não ganhava desde 1998.

O ano de 2025 marca os dez anos de Stella em Woking. Para marcar a ocasião, o italiano foi questionado sobre a diferença de cultura que ele pode ter percebido entre a equipe britânica e a Ferrari, duas escuderias tradicionais da Fórmula 1.

"É uma pergunta interessante, porque quando você fala sobre cultura, há muitos ângulos, muitos aspectos que você pode levar em conta para defini-la", disse ele.

"Mas, de fato, antes de falar sobre as diferenças, eu diria que há elementos fundamentais que são muito, muito semelhantes. O comprometimento das pessoas, a paixão [por exemplo]. Às vezes, ouço que as equipes não italianas não são apaixonadas e têm uma abordagem mais fria, o que não é o caso".

"Sabe, a motivação, a paixão que temos na McLaren é certamente comparável ao que eu estava acostumado quando estava na Ferrari. A busca pela excelência é algo comum. É fácil ter uma conversa com pessoas que dizem que precisamos elevar o nível, e todos entendem e fazem o melhor que podem".

Stella admitiu que a semelhança entre as duas equipes facilitou sua adaptação à McLaren: "Na verdade, ao passar de uma equipe para a outra, não precisei pensar de forma diferente".

"Acho que o que eu achei muito poderoso na McLaren foi que, quando chegamos a um acordo, quando identificamos soluções comuns, quando estabelecemos regras, comportamentos, princípios que formariam essa cultura, os membros da equipe foram consistentes o suficiente para seguir o que havia sido acordado".

"Nesse sentido, o progresso foi facilitado. Foi possível progredir com base em planos. Foi possível progredir com base no que todos nós concordamos juntos que deveria ser a jornada da equipe", conclui.

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