F1: Wolff compara final de Abu Dhabi a "Mão de Deus" de Maradona na Copa do Mundo

Além de icônico gol do argentino em 1986, chefe da Mercedes também relembrou decisão de 1966, dois momentos polêmicos do futebol

F1: Wolff compara final de Abu Dhabi a "Mão de Deus" de Maradona na Copa do Mundo
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Toto Wolff, chefe da Mercedes, disse ao jornal alemão Bild que o que aconteceu no GP de Abu Dhabi de Fórmula 1 "está no nível da mão de Deus de Diego Maradona" em 1986. E reconheceu que já havia se comunicado com Red Bull e Max Verstappen.

Enquanto a escuderia alemã ficou em silêncio nas redes sociais e com seus pilotos por quase 96 horas depois de anunciar suas intenções de apelar das decisões da corrida de Yas Marina, a situação mudou quando na última quinta-feira (16) eles relataram que não iriam prosseguir com o recurso.

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Wolff frisou que já havia entrado em contato com Christian Horner, chefe da Red Bull, e também com Verstappen, novo campeão mundial, apesar das horas de tensão dos últimos dias.

Na entrevista publicada no site da mídia alemã, ele falou sobre a conversa com o mandatário da rival: "Ele me escreveu que foi um bom duelo e que não podemos esquecer que somos oito vezes campeões de construtores."

O repórter do Bild imediatamente perguntou se a mensagem era conciliatória, visto que poucos dias antes o chefe de Milton Keynes chamou a atitude de Mercedes de perdedores indignos, ao que Wolff respondeu: "São coisas que surgem das emoções. Eles mereceram a vitória".

Em relação a Verstappen, o holandês disse: "Muito obrigado. Tem sido uma luta dura e estou ansioso para o próximo ano."

O piloto da Red Bull recebeu o troféu do campeonato na noite de quinta-feira em Paris, França, durante a festa de gala da FIA, onde Wolff e Lewis Hamilton optaram por não comparecer por discordar dos procedimentos finais da prova em Abu Dhabi que os fizeram perder o título de pilotos.

Relembrando o que aconteceu na noite de domingo em Abu Dhabi, Wolff descreveu os acontecimentos como "ao nível da mão de Deus de Diego Maradona ou o gol de Wembley de 1966", dois momentos polêmicos no esporte mundial.

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Photo by: Sam Bloxham / Motorsport Images

O Bild ainda questionou Wolff se ele considerava que poderiam ganhar o recurso, e ele foi contundente com um "não", visto que o mesmo órgão que acusou das decisões, a FIA, "ao mesmo tempo era o juiz. Isso dá uma sensação de desamparo".

Além disso, ele disse que pela primeira vez concordou com Helmut Marko, conselheiro da Red Bull, que exigia regras mais simples, mas também ações por conta do ocorrido no GP para evitar confusão entre equipes e pilotos.

Wolff disse: "Pela primeira vez, concordamos totalmente. O regulamento tem de ser rígido para que algo assim não volte a acontecer. E as pessoas certas devem estar no comando".

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