"Foi uma boa tentativa", diz Button sobre estratégia que 'quase' deu pódio

Inglês estava em terceiro a seis voltas do fim, mas pneus acabaram. Para Pérez, foi como "pilotar em pista molhada"

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Faltavam apenas seis voltas para o final do GP de Cingapura e Jenson Button ostentava um ótimo terceiro lugar, o que daria o primeiro pódio do ano à McLaren. Seu companheiro Sergio Pérez ainda tinha uma boa 5ª colocação. No entanto, os pneus dos dois carros acabaram e ambos perderam várias posições no final, com Button terminando em 7º e Pérez, em 8º.

Para o inglês, a proximidade do pódio foi ao mesmo tempo algo real e ilusório. “Estivemos de certa maneira bem próximos do pódio, já que estávamos na 3ª posição a poucas voltas do final, mas na verdade acabamos muito longe para nos considerarmos próximos do pódio. Tanto que terminamos a 19 segundos do Felipe, que acabou em sexto”, definiu o campeão de 2009.

Button não culpou a estratégia de duas paradas escolhida pela equipe. Assim como Alonso e Raikkonen (2º e 3º, hoje, respectivamente), Button e Pérez fizeram a segunda parada antes mesmo da metade da prova, quando o Safety Car entrou na pista. E todos eles foram até o final, mas nas últimas voltas a degradação dos pneus das McLaren chegou a um nível muito alto.

“O sétimo lugar no final não foi ruim. Não conseguiríamos algo melhor com outra estratégia. Então, foi uma boa tentativa. Talvez se o Safety Car tivesse entrado um pouco mais tarde, poderia dar certo. Não sei se o pessoal da frente conseguiu ter os pneus em bom estado no final, mas para nós estava muito difícil. Os pneus da frente, principalmente, não funcionaram para mim e lutar com o Kimi ainda ajudou a danificá-los mais”, disse Button, que foi a 54 pontos no campeonato e colou em Romain Grosjean, que é o 8º na tabela.

O desgaste dos pneus foi tão grande, que seu companheiro Sergio Pérez comparou a guiar em pista molhada. “No final parecia que estava chovendo na pista, era impossível manter o carro sem cometer erros, era muito fácil acelerar demais e ir para o muro”, disse o mexicano, que ficou em dúvida em relação à estratégia escolhida. “Foi uma estratégia complicada. Talvez tenhamos nos equivocado hoje e acabamos pagando o preço. Não adianta parar uma vez a menos e degradar tanto os pneus. Foi uma estratégia bem arriscada, mas no final fiquei satisfeito com a nossa performance”, comentou Pérez, que lamentou a entrada do Safety Car tão cedo. “Infelizmente, o Safety Car veio oito voltas do momento perfeito e por isso que no final os pneus não aguentaram. Agora é seguir trabalhando e tentar o melhor nas próximas corridas”, completou.

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