Hamilton sai em defesa de jogadores da Inglaterra e diz que atos racistas são "inaceitáveis"

Marcus Rashford, Jadon Sancho e Bukayo Saka foram alvo de mensagens racistas após desperdiçarem pênaltis na final da Euro contra a Itália

Hamilton sai em defesa de jogadores da Inglaterra e diz que atos racistas são "inaceitáveis"

A final da Eurocopa entre Inglaterra e Itália no último domingo (11), que terminou com o título da tetracampeã do mundo, teve também um momento triste após o fim da partida, com ataques racistas a Marcus Rashford, Jadon Sancho e Bukayo Saka, que erraram as cobranças de pênalti. Isso levou o heptacampeão de Fórmula 1, Lewis Hamilton, a sair em defesa dos jogadores, rechaçando os atos racistas.

Hamilton, que é uma das principais vozes no mundo do esporte contra a injustiça racial e a favor da inclusão e diversidade, não foi a única personalidade a se manifestar após o caso. O técnico da seleção inglesa Gareth Southgate, e o primeiro-ministro britânico Boris Johnson também publicaram mensagens de apoio aos jogadores.

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Primeiro, Hamilton escreveu um breve texto em seus stories no Instagram:

"O abuso racial nas mídias sociais contra nossos jogadores após o jogo de ontem é inaceitável! Esse tipo de ignorância precisa ser interrompido. Tolerância e respeito por jogadores de cor não deveria ser condicional".

"Nossa humanidade não deveria ser condicional. Por favor, cobrem esses que vocês veem postando mensagens de ódio. Desafiem eles a verem a humanidade en todos independente de cor".

Pouco depois, o heptacampeão falou mais sobre o caso em uma publicação no Instagram, com a foto de Rashford, Sancho, Saka e Raheem Sterling.

 

"Muitas coisas passavam na minha cabeça enquanto assistia os momentos finais da partida ontem a noite", escreveu Hamilton no Instagram. "De um lado, estava muito orgulhoso do quão longe havíamos chegado... estar na final e com uma equipe tão diversa é uma grande conquista e deveríamos estar orgulhosos, mas quando os jogadores foram cobrar os pênaltis, fiquei preocupado".

"A pressão para entregar resultado é sentida por todos os atletas, mas quando você é de uma minoria representando seu país, ganha um novo nível. O sucesso é sentido como uma dupla vitória, mas os erros parecem falhas em dobro quando seguidas de abusos raciais".

"Eu queria demais essa vitória, assim como todos mas, para mim, isso ia além de vencer a Euro, era algo muito maior. Porém, o comportamento nojento de alguns mostram o quanto ainda temos que fazer".

"Espero que isso abra uma discussão sobre aceitação. Precisamos trabalhar em prol de uma sociedade que não exija que jogadores negros tenham que provar seu valor unicamente através de uma vitória".

"No final, todos no time inglês deveriam ficar orgulhosos de sua conquista e de como eles nos representaram".

Ainda em seu Instagram, Hamilton confirmou que o relatório da Comissão Hamilton, que estuda as barreiras que impedem a entrada de pessoas de minorias étnicas no esporte a motor e estratégias para a inclusão, deve sair já nesta terça-feira.

A comissão é uma iniciativa do piloto em conjunto com a Academia Real de Engenharia de Londres, e conta com nomes importantes da F1 como o ex-CEO da McLaren Martin Whitmarsh.

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