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Conselheiro da Red Bull, Marko lamenta morte de Lauda: 'Lutou até o fim

Conselheiro da Red Bull disse que a morte de seu grande amigo, o tricampeão mundial Niki Lauda, “torna-se ainda mais dolorosa” devido sua grande amizade

Niki Lauda, Mercedes AMG F1 Non-Executive Chairman and Dr Helmut Marko, Red Bull Motorsport Consulta

Sutton Motorsport Images

A morte de Niki Lauda foi sentida em todo o mundo pelos fãs da Fórmula 1. Agora, como estarão os amigos mais próximos? O conselheiro da Red Bull, Helmut Marko, disse que conheceu seu colega austríaco por volta de 1968 e que os dois se tornaram mais próximos ao longo de suas carreiras nas pistas. A relação se fortaleceu ainda mais quando assumiram papéis fora dos cockpits. Eles se mantiveram como amigos próximos por décadas, e Marko falou sobre vários momentos que viveram juntos.

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“Eu sabia que ele não estava bem, ainda assim, quando a notícia chega, é impactante. É muito difícil. Não há ninguém em todo o mundo da Fórmula 1 que chegue sequer perto dele em termos de personalidade, humor e simplicidade”. Disse Marko ao canal de TV austríaco oe24.TV em uma entrevista por telefone.

“Ao longo de minha carreira nas pistas, Niki foi minha companhia constante. Tanto como pilotos quanto como gestores. Tivemos muitas experiências, muitos momentos compartilhados e momentos engraçados.”.

Marko disse que visitou Lauda no hospital em Viena no ano passado, e admitiu que ficou “horrorizado” quando o viu, mas reconheceu que o colega ainda estava “cheio de otimismo e ainda havia força em sua voz”.

(L to R): Dr Helmut Marko, Red Bull Motorsport Consultant with Niki Lauda, Mercedes Non-Executive Chairman on the grid

(L to R): Dr Helmut Marko, Red Bull Motorsport Consultant with Niki Lauda, Mercedes Non-Executive Chairman on the grid

Photo by: XPB Images

Ele disse que os dois passaram muito tempo juntos logo após a morte de Jochen Rindt, o campeão póstumo de 1970, mesmo sabendo que “haveria uma luta para serem seu sucessor”.

Marko disse que chegou a ter um contrato preliminar com a Ferrari antes de sua carreira ser encerrada prematuramente após uma pequena pedra perfurar seu capacete e cegá-lo durante o GP da França de 1972, quando era piloto da BRM.

Ele afirmou ainda que isso indiretamente levou ele a ajudar Lauda a negociar seu próprio acordo com a Ferrari, onde ele venceu seus dois primeiros títulos.

“Ele pegou primeiro um assento no carro da BRM e então na Ferrari. Nós viajamos para a Modena (Itália) juntos. Ele me pediu para acompanhá-lo nas negociações de seu primeiro contrato com Enzo Ferrari."

“Eu disse a mim mesmo, ‘Niki merece tudo isso, é justo?’ Mas analisando melhor, eu estava fora de qualquer modo, então eu preferia que fosse ele a conseguir isso do que qualquer outra pessoa.”

“Não há nenhum traço de amargura ou inveja. Talvez no começo, mas pela lógica eu percebi - ‘eu não posso mudar nada de qualquer forma (sobre sua própria situação), então isso é o melhor, é o Niki’. Daí em diante nós estávamos sempre em contato de alguma forma”.

Marko elogiou a conduta de Niki Lauda fora da F1, destacando seu comportamento nos desdobramentos do acidente aéreo que um avião da companhia aérea de Lauda sofreu na Tailândia em 1991.

Ele exaltou a “teimosia e perfeccionismo”, o que segundo Marko, eram “´tipicos de Lauda”, e como ele “provou a uma corporação global como a Boeing que o acidente não foi culpa dele, ou dos pilotos, mas sim de uma falha no projeto”.

Marko disse que antes de Lauda ficar doente “estávamos tomando café da manhã juntos em todos os Grandes Prêmios. Nós olhávamos fora da caixa, além das coisas pequenas. A coisa mais importante para nós era a atratividade do esporte”.

Ele descreveu Lauda como um “verdadeiro homem de família” e “um dos grandes austríacos” além de “pessoa boa e generosa”.

Perguntado se eles eram verdadeiros amigos, Marko disse: “Sim. Você pode dizer isso. Tudo é mais doloroso agora”.

Galeria: Veja todos os carros pilotados por Niki Lauda na F1

1971, March 711
Foi com esse carro que Lauda estreou na Fórmula 1 no GP de seu país em 1971
1971, March 711
Lauda disputou apenas a corrida da Áustria em 1971
1972, March 721
Na temporada seguinte, Lauda (à frente) fez sua primeira temporada completa a bordo do March 721
1973, BRM P160
Em sua segunda temporada completa na Fórmula 1, Lauda correu pela BRM e impressionou a ponto de chamar a atenção de Enzo Ferrari
1974, Ferrari 312B3
Tanto que, em 1974, o austríaco foi contratado pelo time de Maranello
1974, Ferrari 312B3
Em seu primeiro ano em uma equipe de ponta, Lauda teve o suiço Clay Regazzoni como companheiro
1974, Ferrari 312B3
Aquele ano marcou a primeira vitória do austríaco, no GP da Espanha
1974, Ferrari 312B3
Lauda terminou a temporada em quarto. O brasileiro Emerson Fittipaldi foi o campeão, conquistando, com a McLaren, seu segundo título
1975, Ferrari 312T
Em 1975, porém, Lauda "destronaria" Fittipaldi. A bordo do novo carro da Ferrari, o austríaco brilhou
1975, Ferrari 312T
Com mais um ano de muita consistência e velocidade, Lauda voou para conquistar o primeiro de seus três títulos mundiais
1975, Ferrari 312T
Lauda foi campeão com 64,5 pontos. Fittipaldi foi vice com 45
1976, Ferrari 312 T2
Depois de conquistar seu primeiro título, o austríaco chegou à temporada seguinte com vontade de defender sua posição
1976, Ferrari 312 T2
O ano de 1976 começou bem, com grande confiabilidade do carro da Ferrari, melhor que a concorrente McLaren
1976, Ferrari 312 T2
Ao longo da temporada, porém, o carro da equipe britânica melhorou e James Hunt se colocou como rival de Lauda na busca pelo título
Niki Lauda, Ferrari, e James Hunt, McLaren
Os dois construíram uma grande rivalidade, mas eram amigos. A relação de ambos é retratada no filme "Rush"
Niki Lauda, Ferrari, e James Hunt, McLaren
No fim das contas, Hunt aproveitou a ausência de Lauda em algumas etapas por conta do acidente do austríaco em Nurburgring para somar pontos importantes e chegar à etapa final, em Fuji, com condições de vencer. Lauda acabou desistindo da corrida chuvosa em função das condições perigosas e Hunt chegou em terceiro para faturar seu primeiro e único título
1977, Ferrari 312T2
Na temporada seguinte, Lauda veio com fome para retomar o título
Niki Lauda, Ferrari 312T2
Dito e feito: o austríaco retomou a coroa em sua segunda, superando de vez as sequelas psicológicas do grave acidente do ano anterior
1978, Brabham BT45C
Em 1978, Lauda foi para a Brabham
1978, Brabham BT46
A equipe era comandada por Bernie Ecclestone
1978, Brabham BT46B Alfa Romeo
O motivo da saída para a Ferrari foi a procura da equipe italiana pelo argentino Carlos Reutemann após o acidente de Lauda em 1976
1978, Brabham BT46B
Um dos carros da Brabham em 78 chamava a atenção por sua traseira
1979, Brabahm BT48
No ano seguinte, a equipe seguiu sem condições de levar Lauda à disputa pelo título
1979, Brabham BT48
Foi nessa época que o austríaco começou a intensificar seus empreendimentos em sua companhia aérea
1979, Brabham BT48 Alfa Romeo
No fim daquela temporada, Lauda deixaria a F1 para tocar seus negócios
1982, McLaren MP4
Após dois anos afastado da categoria, Lauda foi persuadido por Ron Dennis a retornar, desta vez pela McLaren. Lauda foi quinto em sua primeira temporada após o retorno à F1
1983, McLaren MP4B
O terceiro título acabou não vindo no ano seguinte, em 1983, mas estava próximo
1984, McLaren MP4\2
Na temporada 1984, Lauda finalmente conquistou seu terceiro e último título mundial
1984, McLaren MP4/2
Em batalha com o novo companheiro Alain Prost, o veterano de 35 anos levou a melhor por apenas meio ponto: 72 a 71,5
1985, McLaren MP4/2B
1985 começou com uma série de abandonos de Lauda, o que complicou a temporada do tricampeão - e a relação com Ron Dennis
Alain Prost e Niki Lauda, McLaren MP4/2B
O austríaco ainda conquistou sua 25ª e última vitória na F1, no GP da Holanda, em Zandvoort. Prost (à frente) chegaria ao primeiro de seus quatro títulos naquele ano
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