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Vergne: “Verstappen não seria tão imbatível na Fórmula E”

Francês está convencido que dificuldade do carro e nível de competitividade da categoria faria com que atual campeão da F1 não fosse dominador por lá

Jean-Eric Vergne, DS Techeetah

Para o bicampeão da Fórmula E Jean-Éric Vergne, Max Verstappen não seria tão imbatível caso corresse no Mundial de carros elétricos, citando fatores como a dificuldade de compreensão do carro e o nível de competitividade como fatores limitantes para uma forte performance do holandês.

Vergne estreou na Fórmula 1 em 2012 e disputou três temporadas pela Toro Rosso, alcançando um sexto lugar como melhor resultado. Ao final de 2014, sem contrato com nenhuma equipe, foi continuar sua carreira na F-E. Na categoria elétrica, o francês se tornou bicampeão mundial e, agora, diz que competir por lá é bem diferente do que na F1.

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Em declaração ao F1-Insider.com, Vergne disse: “Serei sincero. Se tivesse corrido contra Max na Fórmula 1, não ganharia. Ele está no ponto mais alto do seu talento e parece ser imbatível, mas estou certo de que não seria tão imbatível na F-E.”

“Podemos ser mais lentos nas curvas, mas lutamos muito contra o carro, que é muito difícil de se levar ao limite. Também precisamos poupar a máximo de energia possível durante a prova, além de brigar roda a roda com os outros pilotos. Pilotar esses carros é como jogar xadrez, teu cérebro é mais ativo que na F1”, completou.

Vergne ainda continuou. “Você se sente bem em ser parte da Fórmula E. Somos embaixadores da mobilidade elétrica, corremos nas cidades mais bonitas e mostramos do que esse carros elétricos são capazes. Não apenas corremos, mas motivamos também um movimento. Creio que é algo importante, pois isso se trata do futuro”, disse.

Jean-Éric Vergne  conversa com Jacky Ickx

Jean-Éric Vergne conversa com Jacky Ickx

Photo by: Sam Bloxham / Motorsport Images

“Em 20 anos, não veremos mais carro à gasolina – antes, em algumas cidades. Esse é o caminho que devemos seguir. As marcas devem fabricar os melhores carros nessa área e o automobilismo está se convertendo em um grande laboratório. Nesse sentido, a Fórmula E é o melhor laboratório, pois os veículos de amanhã são desenvolvidos aqui”, seguiu o francês.

Mas além da importância da eletrificação em um futuro não tão distante, Vergne também destaca os desafios que enfrenta para competir na categoria elétrica. “Às vezes, você ganha a corrida e não sabe o que fez para merecer. Em outras, você perde e não sabe o que fez de errado. O segredo é simplesmente se concentrar em você mesmo e tirar o melhor do carro, que é um trabalho duro”, afirmou.

“Passamos muito tempo com os engenheiros na fábrica e temos muito trabalho no simulador. Digo que os pilotos da Fórmula E passam mais tempos no simulador do que em qualquer outra categoria. Hoje eu trabalho mais do que na época da F1”, concluiu.

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