Márquez está "um passo à frente" dos demais pilotos da MotoGP, diz chefe da Honda

Alberto Puig rasgou elogios ao hexacampeão em seu relatório pós-GP

Márquez está "um passo à frente" dos demais pilotos da MotoGP, diz chefe da Honda
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A grande exibição de pilotagem de Marc Márquez no GP das Américas de MotoGP, após uma largada afetada por "problemas mecânicos", impressionou o chefe da Honda, Alberto Puig, que considerou o mexicano o mais rápido do dia em Austin, além de afirmar que isso provou que o hexacampeão está além de seus rivais.

Mesmo caindo para o fundo do grid na largada devido a uma série de alarmes no painel de sua moto, limitando a performance na saída, Márquez fez uma grande corrida de recuperação, subindo até a sexta posição e se mantendo, apesar da disputa intensa com Fabio Quartararo, mesmo com seu corpo não estar mais aguentando o esforço.

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"Marc fez uma carreira impressionante. Teve problemas técnicos na saída, o que foi uma pena. A Honda está investigando o que aconteceu e qual é a solução", disse Puig em seu relatório pós-corrida.

"Mesmo com essa situação, Marc foi capaz de superá-la e, depois da primeira curva, sua moto funcionou bem, podendo mostrar seu verdadeiro ritmo".

"Saindo de último e muito longe de todos depois a curva 1, mais de seis segundos atrás, pôde demonstrar que era o piloto mais rápido do domingo em Austin, como todos puderam ver. Foi uma atuação incrível".

Após o acidente durante o aquecimento para o GP da Indonésia, Márquez perdeu duas corridas e retornou ao grid em Austin, com muitas dúvidas.

"Marc não pôde correr na Indonésia e não esteve na Argentina, então ficamos contentes com seu retorno no Texas após a queda brutal em Mandalika. Ele conseguiu mostrar seu nível. É um piloto que está um passo à frente dos demais".

Para a Honda, esse começo de temporada com quatro provas fora da Europa não foi nada como imaginavam e agora, com o retorno à Europa, a expectativa é de que a situação seja normalizada.

"Agora nos dirigimos para a Europa e começamos com dois circuitos que Marc gosta: Portimão e Jerez. O campeonato está muito aberto porque ele está a apenas 40 pontos do líder, mesmo perdendo duas corridas, e essa é a maior temporada que já tivemos. Ainda restam mais de 300 pontos em jogo e já vimos que em 2022 muitas coisas podem acontecer".

A outra face da moeda para a Honda em Austin foi Pol Espargaró, afetado fisicamente por uma intoxicação alimentar.

"Infelizmente, Pol teve problemas desde que chegou aos Estados Unidos. Sofreu uma intoxicação no começo da semana e ficou mal durante todo o GP. Quando se tem problemas estomacais, você perde toda a força, e em um circuito como COTA, que exige muito fisicamente, se torna um problema ainda maior".

"Foi muito complicado para ele ter um final de semana normal. Fez o máximo possível, ganhou alguns pontos, e agradecemos por isso. Ele estava sofrendo muito e foi uma experiência ruim para ele".

Em resumo, Puig considerou o retorno e o rendimento de Márquez como muito positivo, o que o deixa otimista para o futuro.

"No geral, tivemos muitos problemas no começo da temporada, mas Pol está a 38 pontos de Enea Bastianini [líder do Mundial] e Marc a apenas 40. Assim pensamos de forma positiva, tentando lutar para reduzir essa diferença".

"Nosso espírito é de vencer e esse é o nosso objetivo. Em Austin, todo mundo pôde ver como que Marc pilotava, se dando conta do potencial de um piloto que esteve em último com muitos espaço para recuperar e que terminou a apenas seis segundos do vencedor. Para bom entendedor, meia palavra basta".

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