MotoGP: Marc Márquez é candidato à vaga na Ducati em 2025, e diretor entende "risco" com escolha; entenda

Hexacampeão será mais um candidato à segunda vaga na Ducati, já que Bagnaia deve garantir renovação ainda no começo de 2024

Marc Marquez, Gresini Racing

Marc Marquez, Gresini Racing

Gold and Goose / Motorsport Images

Após onze temporadas com a Honda, Marc Márquez vai iniciar uma nova era na MotoGP em 2024, correndo pela Gresini, uma das equipes satélites da Ducati. E, dependendo de seu rendimento com a Desmosedici de 2023, o hexacampeão pode ser sim candidato à uma vaga na equipe oficial da montadora italiana em 2025, segundo o diretor geral Paolo Ciabatti.

A marca italiana vem dominando a MotoGP nos últimos dois anos, com títulos consecutivos de Francesco Bagnaia, enquanto a Honda amarga sua pior fase na categoria-rainha, o que levou Márquez a encerrar seu contrato um ano antes.

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O espanhol tem um acordo de apenas um ano com a Gresini, o que é visto por muitos como uma manobra estratégica, para que possa chegar livre ao mercado de pilotos de 2025, que promete ser um dos mais quentes dos últimos tempos.

Devido à sua proximidade com a Red Bull, muitos especulam sobre uma ida de Márquez para a KTM na equipe oficial, enquanto outros não descartam um retorno à Honda caso a equipe melhore a moto. Mas o futuro do espanhol pode ser na própria Ducati, com a marca confirmando pela primeira vez que o hexacampeão pode correr por eles.

Com o mercado destinado a mexer suas primeiras peças já no começo de 2024, a primeira manobra lógica deve ser a renovação de Bagnaia com a Ducati.

"Agora estamos curtindo a festa de celebração dos títulos. Na sequência vamos entrar de férias e, no começo do próximo ano, falaremos sobre contratos. O que posso dizer é que tanto Pecco quanto a Ducati querem seguir esse caminho", disse Ciabatti, diretor da Ducati, ao GPone.

Devido à pandemia, a Ducati adotou uma política de arrocho financeiro com seus contratos, estabelecendo tetos salariais que fugiram do controle devido ao sucesso de seus pilotos. 

Em meio a isso, a Ducati ainda precisa lidar com os futuros de Enea Bastianini, promovido à equipe oficial em 2023 mas que teve uma temporada complicada devido às lesões, e Jorge Martín, vice-campeão deste ano e que esteve cotado para substituir o italiano na equipe em 2024. E um ecossistema já frágil deve ser ainda mais abalado com a chegada do "furacão Márquez".

"Está claro que Marc é um vencedor e seus títulos mundiais comprovam isso. Então, se ele escolheu a Ducati, é porque quer ganhar. Para nós, será algo novo e, ao mesmo tempo, uma questão a ser gerenciada".

Os quatro pilotos contratados diretamente pela Ducati, as duplas da equipe oficial (Bagnaia e Bastianini) e os dois da Pramac (Martín e Franco Morbidelli) têm seus acordos chegando ao fim em 2024.

Com a renovação de Pecco sendo dada como certa, ficaria uma vaga livre (e muito disputada) na equipe oficial. E a chegada de Márquez deve colocá-lo nessa disputa, dependendo de seus resultados.

"Como ainda não definimos os pilotos para 2025, posso dizer sem problemas que Marc será um dos candidatos à equipe oficial. Evidentemente há um aspecto importante a ser considerado que é o financeiro. Ainda não estamos de volta à essa fase pré-Covid, quando um piloto como ele poderia ter contratos milionários".

Uma escolha de Márquez, mesmo só de colocá-lo na lista, pode colocar a Ducati em risco de perder jovens pilotos que estão sob contrato ou tutelados pela marca italiana.

"Claro que sim! Existe um risco e somos conscientes disso. Penso em Martín, por exemplo. Um talento como ele, se não for para a equipe oficial, pode despertar o interesse de outras montadoras. Mas ele não é o único", disse Ciabatti em referência a Bastianini ou Marco Bezzecchi, hoje 'joia' da VR46 que mira a vaga na equipe oficial em 2025.

Recentemente, Lin Jarvis, chefe da Yamaha, revelou que existem negociações com a VR46 para que se torne uma equipe satélite da montadora japonesa em 2025 como forma de reduzir o número de motos Ducati do grid. Ciabatti está ciente do interesse da Yamaha, e deixa em aberto qual será o alcance da marca italiana no grid de 2025.

"Sinceramente, não sei. Com a Gresini, temos um acordo para 2025. Com a VR46 o acordo chega ao fim em 2024. Temos que ver, avaliar a situação com calma, tendo em conta que a concorrência fará seus movimentos".

Paolo Ciabatti, Director Deportivo de Ducati Corse

Photo by: Alexander Trienitz

Paolo Ciabatti, Director Deportivo de Ducati Corse

 


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