MotoGP: Morbidelli vê Suzuki como "construtora e pilotos a serem batidos" em 2021

Piloto ítalo-brasileiro também falou de sua condição de piloto satélite frente a situação de Rossi, Quartararo e Viñales na Yamaha

MotoGP: Morbidelli vê Suzuki como "construtora e pilotos a serem batidos" em 2021

O vice-campeão da MotoGP, Franco Morbidelli, já se prepara para a disputa da temporada 2021, e o ítalo-brasileiro sabe qual é a equipe a ser batida: a Suzuki e seus pilotos, que inclui o campeão Joan Mir.

Mas Morbidelli não faz distinção entre Mir e seu companheiro, Álex Rins, notavelmente enfraquecido por uma lesão no início do campeonato antes de entregar bons resultados na reta final para terminar em terceiro no Mundial.

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"Os pilotos da Suzuki estavam muito fortes no ano passado, e falo de ambos, Rins e Mir. Ambos estavam em forma e a moto era muito competitiva, então vejo eles como os construtores e pilotos a serem batidos", disse em entrevista à Sky Itália

Em uma temporada sem precedentes, a Suzuki conquistou dois dos três títulos da MotoGP (pilotos para Mir e equipes, perdendo construtores para a Ducati), com apenas duas vitórias, sendo uma de cada piloto, enquanto só Morbidelli acumulou três vitórias. A grande diferença ficou na regularidade da Suzuki, que frequentemente estava no pódio, enquanto os pilotos da Yamaha sofreram com uma moto que apresentava problemas de confiabilidade.

Embora poupado de boa parte dos problemas da Yamaha por contar com uma especificação mais antiga da M1 em comparação com Valentino Rossi, Maverick Viñales e Fabio Quartararo, Morbidelli também sofreu com a moto, sofrendo um acidente na Áustria e uma queda na França.

Se ele vê a Suzuki como a "construtora que ditará o ritmo", agora ele olha para a nova temporada após ter resolvido mentalmente a decepção por não ter conquistado o título, celebrando especialmente seu progresso pessoal.

"2020 foi um grande ano. Esperava melhorar, conseguir melhores resultados do que os de 2019, mas não esperava tudo isso. Cheguei perto do título e não contava com isso. Senti frustração, porque não consegui atingir esse objetivo, mas fico mais feliz pelo que alcancei do que triste pelo que perdi".

Com uma M1 de 2019, Morbidelli começou com uma desvantagem técnica em comparação às outras Yamahas, mas acabou sendo o melhor entre os quatro pilotos na classificação. Apesar da montadora ter celebrado seu feito, isso não foi suficiente para que o ítalo-brasileiro recebesse o mesmo tratamento dos outros três em 2021.

"Terminei ano passado sabendo que manteria a mesma moto neste ano. Talvez algo mude, mas não sei. Claro que gostaria de ter a mesma moto que todos os pilotos Yamaha, mas, de momento, não sei quais são as especificações".

Morbidelli sabe, porém, que não deve se iludir, sob pena de se debilitar mentalmente. Por isso, volta a abordar o campeonato com a mesma convicção: a de poder ir muito longe se repetir um desempenho como o do ano passado.

"Vou dizer o mesmo que falei ano passado: não esqueço que estou em uma equipe satélite, mas tenho que me concentrar apenas nos resultados. Preciso seguir avançando prova após prova e depois vemos o que acontece no final".

"Quero começar sabendo que posso vencer o campeonato, porque ano passado cheguei muito perto. Mas a MotoGP é como uma selva, cheia de animais selvagens, então sei que será uma batalha forte".

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