Pioneiro no ETCR, Rodrigo Baptista mira conquista no TCR South America

Piloto compete nas temporadas inaugurais de ambas as categorias e briga pelo título na América do Sul

Pioneiro no ETCR, Rodrigo Baptista mira conquista no TCR South America

Com apenas 25 anos de idade, o paulista Rodrigo Baptista tem quilometragem de sobra com carrões de corrida. Com sucesso, ele já acelerou Bentley, Audi, Porsche, Ferrari... Ganhou títulos no Brasil e Estados Unidos e tem no currículo segundo lugar nas 24 Horas de Le Mans em sua participação de estreia.

Em 2021 encarou jornada dupla acelerando em dois novos campeonatos: o ETCR na Europa e o TCR South America.

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Sua trajetória com o Audi #13 da equipe Cobra Racing foi destacada desde a primeira prova do ano, em Interlagos. Ele estreou com pódio e foi atingido por Rapha Reis sem freios na segunda bateria. Então em Curitiba em dupla com o holandês Tom Coronel venceu, favorecido justamente por furo no pneu de Reis a duas voltas da bandeirada enquanto lutavam pela liderança.

O campeonato então foi para pistas uruguaias, onde Rodrigo mais uma vez mostrou forte desempenho com o carro de tração dianteira. Ele subiu no pódio atrás de Pepe Oriola na segunda bateria e partiu com tudo para a jornada perfeita em El Pinar, com direito a pole e duas vitórias. A “varrida” na etapa 4 colocou o brasileiro no topo da tabela de pontos.

Então veio uma problemática passagem por Río Cuarto e uma apresentação mais discreta em Buenos Aires para a segunda prova de endurance ao lado de Coronel.

O piloto da equipe de Nonô Figueiredo soma hoje 190 pontos, contra 198 do espanhol Oriola. Com 110 em jogo até o fim do ano, ele sabe que tem margem para recuperar a liderança e acabar com o primeiro título da história do TCR South America. A receita para isso, segundo o piloto, é permanecer constantemente na zona de pontuação, não errar e procurar estar seguidamente próximo do concorrente catalão nas corridas e classificações.

Qual sua estratégia para a disputa do título?

Estratégia com certeza é tentar pontuar o máximo. Estamos oito pontos atrás, mas com quatro corridas pela frente isso não é tanto. Será fundamental anotar pontos sempre na reta final: a gente não pode cometer erro, não pode ter erro nem meu nem da equipe. Temos que pontuar e tentar pelo menos em classificação estar sempre próximo ou na frente do Pepe Oriola. Com certeza é este nosso objetivo: marcar pontos e não cometer erros.

Como avalia a temporada inaugural e a sua performance?

Acho que a temporada foi boa. Obviamente a gente vai se adaptando. O campeonato vai crescendo e a gente como equipe, eu como piloto entendendo o carro, vamos evoluindo bastante durante o ano. Não só eu, mas a equipe toda melhoramos. Era tudo novo no início: campeonato novo, carro novo, modelo de corrida e classificação diferente etc. Com certeza foi necessária uma adaptação e fomos entendendo a dinâmica. E os resultados estão aí. Cheguei a liderar e agora estamos em segundo, bem próximo do líder. Vejo como uma temporada muito boa, considerando que era a primeira vez disputando

Como e por que resolveu competir o TCR South America?

Resolvi correr, na verdade até um pouco em cima da hora. Fiquei sabendo que meu tio Adalberto ia correr e aí ele comentou com o Nonô e surgiu a ideia de competir. Então o Nonô falou comigo sobre a oportunidade, pois ele tinha dois carros e precisava de um piloto. Aí começamos a conversar... E eu também por ter corrido na Europa uns anos conhecia o modelo de corridas do TCR e fiquei muito animado para fazer parte desse primeiro ano em uma categoria nova na América do Sul. E felizmente deu tudo certo para começarmos.

Quais as principais semelhanças com o ETCR?

É difícil comparar. Lá é um campeonato completamente diferente, com carros elétricos de tração traseira. É um carro muito pesado, com quase 600 kg a mais que o TCR. O formato do campeonato também é diferente, com a classificação e as corridas em formato de batalhas com provas bem curtas. Acho que é bem diferente, mas segue sendo sempre corrida e claro que isso ajuda, pois mais experiência e tempo na pista sempre ajuda. Mas são modelos bem distintos de competição.

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