Coluna do Massa: Podemos chegar na Red Bull ainda

Em sua coluna mais recente para o Motorsport.com, brasileiro da Williams fala do GP da China e mantém otimismo para próximas etapas

Coluna do Massa: Podemos chegar na Red Bull ainda
Felipe Massa, Williams FW40
Felipe Massa, Williams
Felipe Massa, Williams FW40
Kimi Raikkonen, Ferrari SF70H, leads Nico Hulkenberg, Renault Sport F1 Team RS17, Felipe Massa, Williams FW40, Daniil Kvyat, Scuderia Toro Rosso STR12
Felipe Massa, Williams FW40
Felipe Massa, Williams FW40
Felipe Massa, Williams FW40, leads Stoffel Vandoorne, McLaren MCL32
Felipe Massa, Williams FW40
Felipe Massa, Williams FW40
Felipe Massa, Williams
Carregar reprodutor de áudio

A Williams Martini Racing chegou a Xangai na crista da onda após o fim de semana positivo em Melbourne, onde tivemos uma primeira corrida realmente boa.

Eu tinha a esperança de poder continuar na mesma forma na China, e a classificação parecia confirmar minha sensação. O sexto lugar no grid foi o melhor que poderíamos ter feito, e sair da terceira fila no grid é sempre uma boa base para iniciar uma corrida.

Mesmo com o long run que tivemos que fazer na manhã de sábado, na única sessão de treinos completa do fim de semana, tivemos resultados encorajadores. Portanto, seria errado negar que estávamos otimistas antes da largada.

"Sofrendo" sem aderência

Infelizmente as coisas acabaram de forma diferente do que esperávamos. As condições da pista antes do início já eram difíceis em si, e ainda tivemos algumas grandes dúvidas sobre se o pneu intermediário era o pneu certo para começar a corrida. Foi difícil controlar o carro nos estágios iniciais da prova.

Quando o Safety Car veio à pista após o acidente de Antonio Giovinazzi, colocamos os pneus macios e esperávamos que a nossa situação melhorasse. Mas isso não aconteceu.

As voltas atrás do Safety Car mostraram que simplesmente não tínhamos aderência, e mesmo quando a corrida recomeçou, senti que estávamos escorregando muito. Depois de sofrer por algumas voltas, eu perguntei à equipe se poderíamos mudar para os supermacios - o que significou uma terceira parada.

Depois de algumas voltas, consegui recuperar posições e voltei para o top-10. Mas, depois de um pouco, os pneus começaram a sofrer uma grande degradação - particularmente o dianteiro esquerdo. Então, perdi a chance de chegar aos pontos.”

Foi uma corrida muito difícil, e às vezes estivemos sete segundos mais lentos - o que mostrou que tínhamos uma questão fundamental. Após a corrida, analisamos os dados e começamos a procurar respostas quanto ao problema que tivemos com os pneus.

Diferença para Red Bull pode ser reduzida

Portanto, China foi um fim de semana para esquecer, mas agora devemos nos concentrar no Bahrein. É uma pista que eu gosto e tem desempenhado um papel importante na minha carreira. As expectativas são boas, considerando que além dos problemas que tivemos na corrida, a classificação em Xangai confirmou as impressões positivas de Melbourne.

Em Xangai, vimos a Red Bull retornando ao pódio, embora eu ache que ainda falte algo para eles lutarem por vitórias. No momento, a diferença para eles é grande, mas eu acho que podemos chegar em uma ou duas corridas.

O fato é que a margem que nos separa de Mercedes, Ferrari e Red Bull é maior do que a que nos divide de quem está atrás de nós. Mas devemos sempre estar confiantes e prontos para aproveitar todas as possibilidades, e espero que a pista Sakhir seja boa para nós.

Uma coisa que eu tenho certeza é que não estará tão frio quanto na China.

compartilhar
comentários
Bottas não está sozinho: relembre outros grandes micos da F1
Artigo anterior

Bottas não está sozinho: relembre outros grandes micos da F1

Próximo artigo

Coluna do Vandoorne: estávamos brigando com a Williams

Coluna do Vandoorne: estávamos brigando com a Williams