Ecclestone: "A F1 não teria sobrevivido" sem Frank Williams

Ex-chefão da F1 foi rival de pista de Williams em seus anos de Brabham

Ecclestone: "A F1 não teria sobrevivido" sem Frank Williams
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As homenagens a Frank Williams, fundador da equipe que leva seu nome na Fórmula 1, continuam a aparecer após a sua morte no último domingo, aos 79 anos. Agora foi a vez de um ex-rival nas pistas: Bernie Ecclestone, que foi chefe de equipe antes de assumir a direção da categoria. Segundo o ex-mandatário da F1, o esporte não teria sobrevivido sem Williams.

A notícia do falecimento do fundador da Williams chocou o paddock da F1. Sua memória já foi saudada por vários pilotos do grid atual, como George Russell, Nicholas Latifi e Lewis Hamilton, além de nomes importantes da história do paddock, como é o caso de Ecclestone.

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Antes do britânico assumir o campeonato nos anos 1980, Ecclestone comandava a Brabham, disputando na pista contra a Williams. Mas no início de sua trajetória, a equipe não teve muito sucesso frente à outras equipes e buscava patrocinadores. Por isso, Ecclestone lembra-se de um homem que jamais desistia, apesar das dificuldades.

"Frank era uma pessoa especial, isso mostrava sua disposição de nunca desistir", disse Ecclestone à Reuters. "Com Frank, não havia tempo ruim. Ele nunca reclamava e fazia o melhor que podia. É por isso que teve tanto sucesso. Era um verdadeiro competidor".

"Ele me perguntava: você pode me emprestar 2 mil libras? Eu aceitava e ele me respondia que pagaria em 10 dias. E você podia ter a certeza que ele voltaria 10 dias depois com 2 mil libras. Conversávamos sobre tudo e antes de sair ele diria: 'Você pode me ajudar? Acha que pode me emprestar 2.500 libras? Te pago em 10 dias'. Era assim que trabalhávamos com Frank. Confiaria a ele minha vida".

Em 1978, Williams se juntou a Patrick Head para fundar a equipe que segue no grid até hoje. Juntos, conquistaram 16 títulos mundiais, sendo sete de pilotos e nove de construtores e, segundo Ecclestone, deram uma contribuição significativa para a sobrevivência da F1.

"Sem pessoas como ele, a F1 não teria sobrevivido. A Ferrari certamente teria abandonado e tudo teria chegado ao fim. Não há mais pessoas como ele circulando por lá hoje, os que estavam quando as equipes começavam. Naquela época, você poderia comprar um motor e uma caixa de câmbio sem precisar de bilhões de dólares e mil pessoas trabalhando para você".

O ex-chefão da F1 ainda lembrou de uma conversa com o Professor Sid Watkins, que foi o médico da categoria por muitos anos, após o acidente que deixou Williams tetraplégico.

"Eu perguntei quanto tempo isso duraria, e Watkins disse: 'Acho que ele estará aqui por seis meses olhando para o teto'. Perguntei se ele sobreviveria a isso e ele respondeu 'Acho que não'. E Sid era uma pessoa que conhecia a ciência muito bem".

"Como sempre, Frank provou que todos estavam errados. Não há mais homens como Frank mais".

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