Nostalgia

F1: Com Sargeant, Williams emula situação que prejudicou brasileiro; relembre

Ser a última do grid a definir dupla não foi uma novidade para equipe britânica, com caso envolvendo Antonio Pizzonia para a temporada de 2005

BMW WilliamsF1 drivers Antonio Pizzonia, Mark Webber and Nick Heidfeld

BMW WilliamsF1

A Williams foi a última equipe da Fórmula 1 a definir sua dupla de pilotos para 2023, com Logan Sargeant confirmando sua ‘promoção’ apenas depois da última etapa da F2, quando conseguiu finalizar o principal campeonato de acesso à F1 na quarta colocação na tabela, somando assim o número suficiente de pontos para a superlicença.

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Por mais que o asterisco que acompanhou o piloto norte-americano desde sua nomeação até a confirmação da vaga possa parecer inusitado, esta não é a primeira vez que a Williams deixa para definir sua dupla no último instante possível.

A temporada de 2005 'começou' bem antes para a equipe britânica, ainda no ano de 2004, com a disputa imposta entre o brasileiro Antonio Pizzonia e o alemão Nick Heidfeld por um assento, já que a equipe mudara completamente a dupla oficial, com as saídas de Juan Pablo Montoya e Ralf Schumacher e a contratação de Mark Webber.

Mesmo tendo já participado de corridas pela escuderia britânica e feito um trabalho reconhecidamente bom, Pizzonia teve que fazer sessões de treinos contra Heidfeld para provar que era merecedor da vaga, algo que era considerado um ‘vestibular’ entre ambos.

Em entrevista exclusiva ao Motorsport.com, Pizzonia relatou que tinha a palavra de Sir Frank Williams. Contra ele, a força política da BMW, que queria um piloto alemão no grid.

Antonio Pizzonia et Nick Heidfeld

“Eu já tinha feito tudo o que podia, não só como piloto de testes, mas pelas quatro corridas que fiz. A BMW começou a colocar pressão na equipe para ter um piloto alemão, por causa da saída do Ralf Schumacher.”

“O Frank disse para mim, desde a primeira vez que conversamos sobre esse assunto, que não era para eu me preocupar com política, que a BMW queria testar um piloto alemão, mas para não me preocupar porque as minhas chances eram de 99,9%. Quando ele me disse isso, eu tinha propostas da BAR e da Newman-Haas da Indy, que era a melhor equipe da época. Pensei: ‘Estou muito bem aqui, vou ser efetivado como piloto oficial’. Falei não a todos eles.”

"O tempo foi passando e eu comecei a achar que tinha algo estranho acontecendo, mas Frank novamente me disse que eu tinha 99,9% de chances de competir", acrescentou o piloto amazonense.

Nick Heidfeld teste la nouvelle Williams BMW FW27

O tempo foi passando e o contrato para se tornar piloto oficial não vinha, chegando ao dia do lançamento do carro da equipe, em Valência, sem ninguém saber qual seria a dupla.

“No dia, não me lembro quem foi chamado primeiro para uma salinha no local do evento, mas acho que foi o Nick. Quando o Frank  me chamou, ele disse: ‘Antonio, nós não temos condições de bater de frente com a BMW e vamos ter que colocar o Heidfeld como piloto oficial. Vamos aumentar o seu salário, mas a sua situação hoje é essa’.”

“Quando saí, internamente eu desabei. Perdi outras oportunidades, confiei 100% em um cara que admiro muito. Eu estava em um grande nível dentro da equipe, e isso ocorreu cinco minutos antes da apresentação do carro. Desanimei muito, a equipe percebeu isso durante a temporada que eu já não me interessava tanto. Acabaram contratando outro piloto de testes.”

O outro lado

Heidfeld, por sua vez, confirmou a história durante o podcast oficial da F1, Beyond the Grid.

“Quando penso naquela época, lembro como foi difícil conseguir essa vaga”, disse Heidfeld. “Porque foi depois do meu ano na Jordan. Era Pizzonia e eu tendo uma competição antes do início da temporada. As pessoas não acreditam, mas, na verdade, nenhum de nós sabia quem conseguiria o lugar até pouco antes do início da temporada.”

“E foi só no lançamento em que eles mostraram o carro pela primeira vez com toda a mídia que nos disseram se estaríamos ou não. E cinco minutos depois nos sentamos no palco e tivemos que dizer ‘sim, aqui estou eu’. E Pizzonia teve que dizer ‘sim, estou feliz, serei piloto reserva’. Foi louco.”

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