F1: FIA monitora atividades e questiona funcionários para garantir que equipes cumpram teto orçamentário

Federação teme que equipes usem projetos marcados como fora da F1 para usar funcionários e transferência de propriedade intelectual para a F1

Mohammed bin Sulayem, President, FIA, Stefano Domenicali, CEO, Formula 1, on the grid

A FIA vem intensificando o monitoramento das atividades das equipes não-ligadas à Fórmula 1, incluindo o questionamento de funcionários importantes, para garantir que nenhum time esteja burlando as regras do teto orçamentário.

Conforme divulgado pelo Motorsport.com na semana passada, a FIA fechou uma potencial brecha para as equipes, que as permitiam trazer pessoal de atividades não-ligadas à F1 para ajudar a trabalhar no design do carro e nos projetos de desenvolvimento.

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O medo da FIA era de que algumas equipes estavam empregando funcionários fora do teto orçamentário em projetos especiais, como o design de carros de rua, iates e bicicletas, mas utilizando-os de forma a beneficiar o trabalho na F1.

As equipes que operam deste modo podem ter uma grande vantagem em cima de outras que seguem as normas do teto, já que os gastos com esses funcionários não entram dentro da legislação financeira do esporte.

Por isso, a FIA respondeu à essas preocupações com a divulgação de uma diretiva técnica para evitar que conhecimentos que possam chegar à F1 corram por fora no teto orçamentário.

A DT45, como ficou conhecida, agora está em vigor e deixa claro que, desde 1º de janeiro deste ano, qualquer propriedade intelectual passada de uma divisão técnica de volta a um time de F1 deverá ser contabilizada no teto orçamentário.

A FIA está levando isso com seriedade e, como forma de uma análise mais detalhada das atividades, o Motorsport.com apurou que a federação está ativamente checando o que esses funcionários não-ligados à F1 estão fazendo.

Foi apurado que, como parte de um monitoramento aprimorado desde as primeiras submissões do teto orçamentário em 2021, uma análise mais profunda está sendo realizada para checar atividades não-ligadas à F1.

Isso inclui a entrevista de funcionários declarados como fora do escopo da F1, para entender melhor quais são os projetos nos quais eles estão se dedicando. Além disso, eles precisam submeter amostras destes trabalhos, para que a FIA possa garantir uma separação completa da F1.

Christian Horner, Team Principal, Red Bull Racing, Toto Wolff, Team Principal and CEO, Mercedes AMG

Christian Horner, Team Principal, Red Bull Racing, Toto Wolff, Team Principal and CEO, Mercedes AMG

Photo by: Mark Sutton / Motorsport Images

Além disso, e como parte da análise rigorosa da FIA sobre as submissões do teto orçamentário de 2022, as equipes de ponta precisam responder a um questionário com 100 perguntas.

As equipes receberam bem a manobra da FIA para minimizar preocupações de certas áreas. Um feedback inicial sugeriu que alguns times tiveram que mudar sua forma de operação.

Uma fonte disse: "As pessoas não tinham confiança no velho sistema de denúncias, mas agora parece que a FIA está no pé de todos. Parece que está funcionando".

A DT45 foi redigida de tal forma que permite às equipes seguirem operando suas divisões técnicas especiais, em vez de fechá-las completamente, o que poderia resultar em diversas demissões. Mas ela deixa claro que é permitido somente a transferência de propriedade intelectual da F1 para as atividades de fora da F1, enquanto o contrário só pode acontecer se for contabilizado no teto.

O comportamento das equipes seguirá sob análise, para garantir que o regulamento seja cumprido, sem encontrar outras formas de burlar as regras. Os times estão tendo que introduzir várias checagens rigorosas para confirmar que os gastos não descumpram o teto.

No GP do Canadá, Toto Wolff revelou que a Mercedes teve que trazer dezenas de funcionários para a checagem das operações.

"Montamos uma grande organização em nosso departamento financeiro de 46 pessoas, que monitoram o teto orçamentário até o último parafuso. Ela segue a tendência de gastos o ano todo, e basicamente o que fizemos é a alocação dos recursos para vários projetos".

"Ficamos abaixo da linha o ano passado inteiro, e ficamos abaixo neste ano também. Considerando uma mudança normal de desenvolvimento para o próximo ano, ainda estamos na direção correta".

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