F1 não deve adotar corridas classificatórias em todos os GPs: "Não seria bem sucedido em Mônaco"

Até aqui, o novo formato está confirmado para Silverstone e Monza, com uma terceira praça em aberto devido às interrogações sobre o GP de São Paulo

F1 não deve adotar corridas classificatórias em todos os GPs: "Não seria bem sucedido em Mônaco"

Após apoio unânime, a Fórmula 1 aprovou a realização de três testes de corridas classificatórias em 2021 para ver se o formato será de fato adotado em 2022. Mas segundo Ross Brawn, diretor esportivo da F1, o modelo não deve ser adotado em todos os GPs de um ano, criando um sistema de eventos similares aos Grand Slams do tênis.

As duas primeiras corridas acontecerão em Silverstone e Monza, enquanto a terceira deve ser realizada fora da Europa. O Brasil segue como candidato, mas tudo depende da realização do GP de São Paulo em novembro, por conta da evolução da pandemia no país.

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No novo formato, a sexta-feira consistirá de um treino livre e a tradicional classificação, com mais um treino livre e a corrida classificatória de 100 quilômetros no sábado e o GP no domingo.

Enquanto ainda há esperanças de que as corridas classificatórias sejam um sucesso com fãs e promotores, Ross Brawn deixou claro que dificilmente o formato será adotado em todos os GPs ao longo de uma temporada.

Em vez disso, Brawn sugeriu que, caso a F1 opte pela adoção efetiva do formato em 2022, ele seja usado apenas em locais específicos.

"Não acredito que esse formato seja bem sucedido em Mônaco", disse Brawn ao site oficial da F1. "Estamos considerando esses finais de semana como Grand Slams, espalhados ao longo da temporada, para ser algo diferente".

"Não acho que vamos para a temporada inteira. Acredito que será um número limitado de corridas, mas isso precisa ser decidido".

Enquanto a votação contou com apoio unânime de equipes, F1 e FIA, ainda existem algumas opiniões contrárias de fãs sobre se o formato é uma boa ideia. Brawn deixou claro que, para ele, as corridas classificatórias serão boas para a F1 e que encontrar uma solução que servisse a pilotos e equipes foi essencial.

"Um dos desafios foi encontrar um formato que tivesse um balanço ideal entre nos dar a oportunidade de tornar sexta e sábado emocionantes, talvez com um formato de corrida mais curta, mas que não tirasse nada do evento principal".

"Tínhamos que encontrar esse balanço. Todos tinham opiniões diferentes. Foi necessário também encontrar uma solução econômica e logística que não impactasse as equipes seriamente".

"Eles querem esse evento, mas todos estão trabalhando com um grande desafio e tivemos que encontrar uma solução que funcionasse sem comprometer o evento".

"Os pilotos estão abertos ao formato, e é isso que pedimos, para que possamos avaliar o evento e decidir sobre seu futuro. Se não trabalhar, vamos dar um passo atrás e pensar novamente".

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