F1: Renault anuncia a saída do chefe de motores Remi Taffin

Membro da montadora desde 2009, função de Taffin deve ser dividida entre outros nomes da Renault

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A Renault anunciou nesta semana a saída de um dos nomes-fortes da montadora em suas operações de Fórmula 1: o diretor técnico de motores Remi Taffin. O francês fazia parte do programa desde 1999 e, no começo de sua carreira, trabalhou como engenheiro de motores para diversos pilotos, incluindo Fernando Alonso e Jenson Button.

Em 2009, Taffin subiu para assumir o controle das operações de F1 da Renault e, a partir de 2014, no início da era turbo híbrida, passou a ser o diretor de operações.

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A partir de 2016, com a Renault intensificando novamente seu envolvimento com a F1, retornando ao esporte como equipe, Taffin foi promovido a diretor técnico de motores, e recebeu a missão de levar adiante o desenvolvimento da unidade de potência.

Enquanto a Renault enfrentou uma cota de frustrações durante o início da era turbo híbrida, também viu o progresso, ajudando a Red Bull a conquistar diversas vitórias e, mais recentemente, levando ao triunfo de Esteban Ocon com a Alpine na Hungria.

Mas com a Renault continuando o trabalho para a unidade de potência de 2022, com a expectativa de reduzir a diferença para Mercedes e Red Bull, foi a anunciada a saída de Taffin. Uma porta-voz da equipe Alpine confirmou ao Motorsport.com que Taffin deixou a Renault no início de julho por "acordo mútuo".

Foi apurado que a Renault não está buscando um substituto direto e, em vez disso, planeja dividir as responsabilidades de Taffin entre funcionários.

Escolha estratégica "dolorosa"

Apesar da unidade de potência atual da Renault ter uma performance inferior à das rivais, o motor está efetivamente em sua terceira temporada, devido a atrasos na introdução do novo design.

Falando mais cedo neste mês, o diretor executivo da Alpine, Marcin Budkowski, disse que a situação não era perfeita, mas que mantém o otimismo sobre os planos para o futuro.

"Temos o mesmo motor pelo terceiro ano consecutivo, com mudanças bem, bem pequenas em 2020 e 2021. É um motor de 2019 que estamos usando e, como resultado, alguns rivais tiveram ganhos que nós não".

"A escolha foi tomada pelo fato de que queríamos introduzir um novo motor em 2021, junto com o novo carro. O regulamento foi atrasado e, com isso também atrasamos o novo motor porque, infelizmente, com o fechamento das fábricas e o trabalho em casa no ano passado, não conseguimos entregar para 2021".

"Então estamos em uma situação não ideal de atraso da unidade de potência, que terá melhoras na propulsão e gerenciamento de energia, e o tipo de coisas comuns que te tornam mais rápido na reta. Há também uma nova arquitetura e mudanças que são pensadas para lidar com algumas de nossas fraquezas".

"Não tínhamos o recurso para relançar o programa de desenvolvimento no motor deste ano e seguir trabalhando no de 2022. Decidimos focar totalmente em 2022, então foi uma decisão estratégica. Acredito que seja o certo, por mais doloroso que seja e, como resultado, neste ano, perdemos terreno para os rivais".

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