Honda explica motivos para "voltar atrás" e retornar à F1 em 2026 com Aston Martin

Montadora havia anunciado em 2020 que sairia da F1 no fim do ano seguinte, quando Verstappen conquistou seu primeiro título

A gestão anterior da Honda havia decidido por não renovar o acordo com a Red Bull, que chegou ao fim em 2021, bem quando ambas estavam começando a coletar os frutos da parceria. Agora, a montadora japonesa explica como que a movimentação da Fórmula 1 em direção à neutralização das emissões de carbono foi um fator decisivo para seu retorno em 2026.

A Honda não saiu por motivos financeiros, mas citou um foco no desenvolvimento de formas alternativas de energia, visando tornar-se carbono neutro até 2050. 

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Esse foi o último golpe no regulamento atual de motores da F1, que põe uma ênfase muito forte no inovador sistema MGU-H, que usa calor do gás expelido para gerar energia e reduzir o lag do turbo.

O MGU-H tem um papel grande na eficiência térmica sem precedentes das unidades de potência atual, mas os críticos defendem que ele não possui relevância para os carros de rua, sendo ainda um fator que impede a entrada de novas montadoras.

Mas o regulamento de 2026 se livra desse sistema complicado, dando mais ênfase à energia coletada na frenagem pelo MGU-K, levando várias montadoras a darem mais uma olhada na F1. A Audi decidiu se unir à Sauber, que corre hoje como Alfa Romeo, enquanto a Red Bull conseguiu uma parceria com a Ford.

Com a Red Bull fora do jogo, a Honda Racing Corporation encontrou na Aston Martin uma nova casa, retornando de fato como fornecedora de motores, enquanto ainda apoia a Red Bull com o modelo atual até 2025.

A Honda acredita que a nova fórmula de motor, com um percentual maior de eletrificação e uma manobra visando o carbono neutro, tornou a F1 compatível novamente com os planos da marca.

"O principal fator nessa decisão foi a direção tomada com o regulamento de 2026, mirando a neutralização do carbono", disse Koji Watanabe, presidente da Honda Racing Corporation.

Honda engineers

Honda engineers

Photo by: Zak Mauger / Motorsport Images

"E essa direção casa com o objetivo da empresa para o futuro. Atualmente, a potência elétrica vale 20% ou menos em comparação ao motor de combustão interna, mas, com o novo regulamento, essa eletrificação vai para 50% ou mais".

Toshihiro Mibe, CEO da Honda, acrescentou: "Com o regulamento de 2026, a chave para vencer será um motor elétrico compacto, leve e de alta potência com uma bateria de alta performance capaz de lidar com descargas altas de potência, além de tecnologia de gerenciamento de energia".

"Acreditamos que a tecnologia e conhecimento adquiridos com esse novo desafio potencialmente podem ser aplicados diretamente em nossa produção em massa de veículos elétricos, além da eletrificação em várias áreas, incluindo o eVTOL, que está em fase de pesquisa e desenvolvimento".

Em 2026, a F1 também adotará um combustível 100% renovável, o que Watanabe diz que casa com a estratégia da Honda.

"O regulamento de 2026 nos forçará a ser 100% carbono neutro no combustível, e isso nos força a pensar na integração do novo combustível com o motor de combustão interna. Também temos que pensar em como otimizar a eficiência para acelerar, e acho que essa direção casa com a da Honda".

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