McLaren tem plano para que Ricciardo tenha integração rápida com equipe; entenda

A equipe quer que o australiano chegue ao primeiro GP como se já estivesse com eles há anos

McLaren tem plano para que Ricciardo tenha integração rápida com equipe; entenda

Com a pré-temporada da Fórmula 1 em 2021 sendo a mais compacta da história e com limites rígidos para a participação no teste de Abu Dhabi ano passado, os pilotos que terão novas equipes neste ano terão pouco tempo para se acostumar com os novos carros. Por isso, a McLaren tem um objetivo para Daniel Ricciardo: que ele chegue ao seu primeiro GP com a equipe sentindo como se estivesse com eles há anos.

Para a equipe britânica, não há desculpas para preocupações ou um período de adaptação entre Ricciardo e sua equipe, para que um se acostume com o outro. A McLaren sabe que a briga neste ano será grande e precisa estar pronta para o Bahrein já que quer seguir crescendo na categoria.

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E é por isso que a McLaren está preparando um programa intenso de preparação para Ricciardo, tanto na fábrica de Woking como também alguma lição de casa para o australiano cumprir em casa.

O diretor esportivo da McLaren, Andrea Stella, disse: "Ter um novo piloto a bordo é sempre um desafio interessante. E a abordagem é que temos que começar a partir do treino classificatório da primeira corrida. Onde queremos estar naquele sábado?".

"Então você começa a trabalhar retroativamente em termos de entender o que precisa para estar o mais preparado possível. E isso é uma combinação de método e competência. Porque tenho certeza que todos, especialmente os engenheiros, estarão animados para compartilhar com o piloto muitas informações e soluções. Só que precisamos acertar os ponteiros, porque não teremos muito tempo de pista para testes".

"O objetivo é chegar na primeira corrida, no treino classificatório, e sentir como se Daniel já estivesse pilotando com a McLaren e trabalhando com os engenheiros há anos".

Stella disse que o processo de integração começa muito antes de qualquer plano de testes ou mesmo considerações sobre o GP do Bahrein. A primeira fase desse novo relacionamento consiste no piloto e nos engenheiros se conhecendo, entendendo as especificidades e demandas de cada um.

"Isso começa em janeiro, com muita conversa", explicou Stella. "Elas terão que ser pessoais, individuais, para construir o relacionamento. Eles vão falar de elementos técnicos e de corridas. Algo como: você lembra aquela corrida que era muito competitivo, o que fez você ser tão competitivo naquela corrida? E desenvolver a conversa a partir daí".

"E ele poderá responder: no Bahrein vocês estavam muito bem em termos de conservação de pneus, o que vocês fizeram de diferente lá? Serão conversas longas, muito longas".

"Você precisa ser generoso, porque esse é um dos elementos necessários para que cheguemos no sábado falando que já estamos acostumados, que eles se conhecem há muito tempo, em termos pessoais, técnicos e operacionais".

Ainda haverão tarefas específicas neste processo, que incluem trabalho no simulador e alguns trabalhos que Ricciardo deverá fazer sozinho.

"Ele terá um pouco de lição de casa. Vamos dar a ele uma gravação com rádios da temporada passada, por exemplo. Vamos pedir que ele ouça e dê um feedback: o que ele entendeu, o que dá para melhorar, o que gostou ou não, o que ele prefere que seja dito a ele pelo rádio e por aí vai".

"E ainda tem o simulador. É um bom modo de ver como o piloto está guiando. Obviamente não é a mesma coisa que o carro, mas ajuda muito a se acostumar com as mudanças e os pilotos já estão mais acostumados, se tornou algo natural. Então isso acaba ajudando bastante".

Apesar de Ricciardo ter mostrado na Renault que pode levar até mais de um ano para se integrar totalmente com a equipe e entregar o seu melhor, é possível trabalhar para entregar o máximo possível já no começo.

O diretor técnico da McLaren, James Key, cita o caso de Sainz, com quem trabalhou também na Toro Rosso, para mostrar o que é possível obter na integração de novos pilotos.

"Fiz o mesmo processo com Carlos na Toro Rosso", disse Key sobre os desafios de ter um novo piloto. "Eu vejo o quanto ele progrediu, em comparação com aqueles primeiros dias, apesar de ele ter ido bem desde o começo".

"Mesmo assim, eu diria que ele tinha muito a aprender. Ele queria aprender. Ele sabia que precisava de mais experiência no gerenciamento de pneus. E veja agora como ele tem confiança, conhecimento e é visto como um ótimo piloto".

"Acredito que Daniel já passou por isso, mais cedo. E, desde então, venceu corridas e se colocou como um dos melhores da categoria. Então acredito que ele nos trará boas referências".

"Foi ótimo trabalhar com ele na Toro Rosso porque ele já tinha muito conhecimento técnico, e vejo que ele mantém a mesma abordagem até hoje. Mas, desde então, ele passou por muita coisa".

"Ele será um ótimo ponto de referência para nós, será algo interessante. Ele vem de uma boa equipe, competitiva, a Red Bull, o que nos dará boas ideias. Mal posso esperar para trabalhar com ele".

A primeira etapa da temporada 2021 da F1 pode estar a mais de dois meses de distância, mas Ricciardo e a McLaren já estão fazendo de tudo para que ela seja a melhor possível.

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