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MotoGP - Márquez diz que nem Honda sabe explicar problema na largada em Austin: "Nunca vi isso em dez anos"

Hexacampeão falou ainda das expectativas para o GP de Portugal, em Portimão

Marc Marquez, Repsol Honda Team

Segue o mistério em torno do "problema mecânico" que fez com que Marc Márquez caísse para último na largada do GP das Américas de MotoGP, culminando em uma recuperação do hexacampeão para terminar em sexto. E o espanhol reconheceu que nunca havia visto algo do tipo em seus dez anos com a Honda, e que nem a montadora sabe explicar o que aconteceu.

Após a corrida em Austin, Márquez relatou que, antes do apagar das luzes, o painel de sua moto acendeu e, por um momento, chegou a achar que havia acionado o limitador de velocidade do pitlane. Ele revelou ainda que, apesar de recuperar a performance, sua RC213V não estava 100% durante a prova.

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"Sinto dizer, mas não posso dizer qual foi o problema da moto", disse Márquez nesta quinta em Portimão. "Não sei nem se a Honda sabe explicar. Foi algo que nunca havia visto em dez anos de MotoGP, e aconteceu quando mais precisava de ajuda".

Márquez revelou que chegou aos boxes para uma chuva de aplausos da equipe, mas que logo fecharam os boxes para dar sequência ao trabalho.

"Quando cheguei, disse à equipe que em 10 anos nunca tinha visto um problema com a moto e que são coisas que acontecem, e seguimos adiante mirando Portimão".

"Às vezes cometo muitos erros, já caí muitas vezes, como na Indonésia, quatro vezes, e os mecânicos nunca me criticaram, nunca ficaram de cara amarrada, sempre trabalhando com um sorriso no rosto. Todos trabalhamos na mesma direção e estamos juntos nos momentos bons e ruins".

"A Honda analisou o problema e acredita que tenham resolvido para o futuro. Agora é o momento de pensar em Portimão para seguirmos avançando".

Essa progressão que Márquez tenta consolidar vem em um circuito onde correu apenas uma vez, no ano passado, na prova de seu retorno à MotoGP.

"No ano passado tivemos uma reaparição boa após a lesão. Não foi um ano fácil mas estamos aqui para competir, não temos muitas referências, corri apenas uma vez aqui, mas tanto Álex [Márquez, seu irmão e piloto da LCR Honda] quanto Pol [Espargaró, seu companheiro de Honda] foram rápidos aqui e esse é o momento de confirmar se seguimos na mesma linha de Austin".

Sobre como abordará o fim de semana, com calma ou no modo ataque, Márquez tratou com cautela a etapa.

"O melhor é abordar sem expectativas, temos que entender e seguir trabalhando com a moto. Depois do warm up saberemos onde estamos".

"Em Austin me controlei para sobreviver [no fim da prova]. Aqui me sinto melhor fisicamente e as condições de chuva podem ajudar já que exigem menos, então me sinto preparado".

"Portimão é um circuito que me agrada, fluído, com mudanças de elevação, curvas diferentes. No ano passado tive dificuldades para entender. Me lembro que conversava com Miguel Oliveira e ele me disse que o segredo é ser fluído na pista. Se você conseguir tudo se torna fácil, mas se você luta com a moto, tudo se complica".

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