F1: Albon crava que foi melhor que Pérez na Red Bull

Atual piloto da Williams foi substituído pelo mexicano para a temporada 2021 da categoria

Sergio Perez, Red Bull Racing, Alex Albon, Williams Racing

Sergio Perez, Red Bull Racing, Alex Albon, Williams Racing

Mark Sutton / Motorsport Images

Alex Albon tem conseguido reconstruir sua carreira na Fórmula 1 desde que se juntou à Williams na temporada passada, sendo atualmente um dos pilotos mais cobiçados do grid depois de somar 27 pontos e liderar a equipe de Grove até o sétimo lugar no campeonato de construtores.

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No entanto, o atual bom momento vem depois de um período muito difícil para Albon na Red Bull entre 2019 e 2020, quando foi promovido de forma surpreendente a F1 como piloto da Toro Rosso e 12 corridas depois, 'subiu' para a equipe de Milton Keynes como companheiro de Max Verstappen no lugar de Pierre Gasly.

O anglo-tailandês fez um bom trabalho durante a segunda metade de 2019, mas no ano seguinte foi difícil conseguir estar no mesmo patamar que Verstappen e se viu sendo claramente superado pelo holandês, que terminou em terceiro no campeonato com duas vitórias, 11 pódios e 214 pontos contra dois pódios e 105 pontos conquistados por Albon, sétimo na tabela.

Alex foi substituído por Sergio Pérez em 2021 e mesmo tendo seus períodos complicados, conquistou cinco vitórias, 25 pódios e um vice-campeonato nos três anos como piloto da equipe. De toda forma, Albon garante que fez um trabalho melhor que Pérez em sua passagem pela Red Bullp pois sempre andou perto do tricampeão campeão mundial.

"Max se classificava em terceirou ou quarto, às vezes até mesmo em quinto (quando erámos companheiros). Mas no geral, terminava as corridas em terceiro ou quarto. Eu estava a três ou quatro décimos dele, mas isso me colocava em 12º, 11º e (as críticas) era desastrosas", disse Albon no podcast High Performance.

Alex Albon, Red Bull Racing, durante la temporada 2020 de Fórmula 1.

Photo by: Charles Coates / Motorsport Images

Alex Albon, Red Bull Racing, durante la temporada 2020 de Fórmula 1.

"No ano seguinte, me sinto incomodado ao dizer isso, o carro foi o primeiro ou segundo quase todas as corridas (com Verstappen). Lewis e Max lutaram pelo título e Checo era terceiro ou quarto ou quinto. Mas a distância de Max, na verdade, na maioria das vezes, maior do que quando eu era o companheiro de equipe de Max."

"As pessoas não podem classificar um piloto por um ano ruim. Refletindo, fiz melhor que o companheiro de equipe que ele (Max) tem atualmente e o companheiro que tinha antes de mim (Gasly)", garantiu.

Por outro lado, Albon reconheceu que não estava pronto para pilotar por uma equipe de ponta da F1 quando foi promovido à Red Bull em 2019. 

"Olhando agora, provavelmente foi um pouco cedo. Definitivamente não estava preparado o suficiente para o meu primeiro ano em uma equipe de ponta. Muita coisa acontece na F1. As pessoas sempre pensam que é só pilotar e ter um bom desempenho, mas para mim, especialmente, a maior coisa para me acostumar foi tudo ao redor", comentou.

"Ao estar em uma equipe do topo, o foco está em você muito mais do que era na Toro Rosso. A primeira corrida que fiz como piloto da Red Bull, na Bélgica, toda a atenção ao redor estava em mim deste a primeira prova de assento era enorme", continuou.

"Cada erro, cada coisa que você fazia era criticada. Para começar, eu tinha problemas com a atenção da mídia, também não tinha um treinador, não tinha ninguém ao meu redor. Em termos de apoio pessoal, eu tinha minha família, mas, de certa forma, estava sozinho. Eu ia para as pistas sozinho. Sim, eu tinha meu treinador, para ser justo, mas éramos só nós dois", concluiu.

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