F1 - Horner insiste que "não fazia sentido nenhum" ter Verstappen e Pérez batalhando: "Seria uma luta injusta"

Chefe da Red Bull destacou as diferentes estratégicas como justificativa para evitar uma disputa interna no GP

F1 - Horner insiste que "não fazia sentido nenhum" ter Verstappen e Pérez batalhando: "Seria uma luta injusta"
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A ordem para deixar Max Verstappen passar no GP da Espanha de Fórmula 1 não deixou Sergio Pérez feliz, com o piloto afirmando que a decisão era "injusta, mas ok". Só que para o chefe da Red Bull, Christian Horner, "não fazia nenhum sentido" ter seus dois pilotos batalhando pela primeira posição da corrida sendo que eles estavam em estratégias diferentes.

Pérez deixou claro que não ficou feliz com isso, afirmando após a corrida que iria conversar com a Red Bull sobre o caso. Mas Horner acredita que teria sido uma "luta injusta" já que, naquele momento, Verstappen estava em uma estratégia de três paradas, mais rápidas.

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Após ceder a posição, Pérez também parou pela terceira vez, terminando 13s atrás do holandês. Para Horner, Pérez não conseguiu ver a imagem completa da situação naquele momento.

"Eu falei com ele assim que saiu do carro", disse ao Motorsport.com. "O problema para qualquer piloto, se ele não tem uma visão clara da estratégia ou da corrida que está acontecendo ao redor, é que sempre será algo emocional ceder uma liderança".

"Mas ele jogou o jogo de equipe, acho que ele entendeu claramente que não era uma luta de iguais, porque o ritmo de cada estratégia não era ideal do ponto de vista da equipe, então pra mim não fazia nenhum sentido. É por isso que não liberamos a disputa entre os pilotos hoje".

Max Verstappen, Red Bull Racing, 1st position, Sergio Perez, Red Bull Racing, 2nd position, arrive in Parc Ferme

Max Verstappen, Red Bull Racing, 1st position, Sergio Perez, Red Bull Racing, 2nd position, arrive in Parc Ferme

Photo by: Sam Bloxham / Motorsport Images

Após a escapada no começo da prova, Verstappen saiu atrás de Pérez e o alcançou, enquanto o mexicano lutava contra George Russell pela segunda posição.

"Ele se aproximou rapidamente de Checo, que o cedeu a posição para disputar com George. E, obviamente, George teve uma defesa muito robusta, e sem o benefício de um DRS consistente, ficou difícil para Max ultrapassar. Eventualmente ele fez mas, naquele ponto, decidimos que o melhor modo de bater George era dar a Max uma vantagem de pneus, fazendo três paradas".

"E naquele momento ainda não havíamos batido o martelo sobre três ou duas, era visível que nossos pneus estavam melhores que alguns de nossos rivais. E aí a Ferrari abandonou, uma pena para Leclerc. E ali colocamos Max em três paradas, fora de sincronia com Pérez".

Horner insistiu que o ritmo de vantagem de Verstappen naquele ponto era o motivo para que uma disputa interna não fizesse sentido.

"Naquele momento, havia uma diferença próxima de dois segundos por volta. Então, com temperaturas, de água, óleo, um DRS intermitente, não fazia sentido do ponto de vista da equipe deixá-los lutar, porque seria uma luta injusta de qualquer modo".

"No final, tivemos que parar Checo de qualquer jeito no fim da prova. Então os pilotos funcionaram bem como um time, e conquistamos o máximo de pontos hoje, algo muito importante em um dia de problemas para a Ferrari".

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