Quando a McLaren teve de "explicar o inexplicável" entre Hamilton e Alonso

'Treta' entre pilotos de Grã-Bretanha e Espanha na classificação do GP da Hungria de 2007 entrou para a história; relembre

Quando a McLaren teve de "explicar o inexplicável" entre Hamilton e Alonso

Marcada pela grande rivalidade entre o espanhol Fernando Alonso e o britânico Lewis Hamilton, a temporada 2007 da Fórmula 1 teve um de seus momentos mais marcantes no GP da Hungria, quando os então companheiros de McLaren protagonizaram 'cenas lamentáveis'.

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A 'treta', na verdade, ocorreu no treino classificatório. No momento da sessão que definia a pole position, Hamilton ignorou a preferência que Alonso tinha na qualificação em função de acordo interno da McLaren e 'marcou' o bicampeão mundial na pista, sem deixá-lo ficar à frente, a fim de ficar em uma posição de vantagem a que não teria direito pelo arranjo do time de Woking.

O espanhol, então, deu o troco, parando no pit lane, bloqueando o rival e o deixando sem tempo para fazer uma troca de pneus (veja aqui) para tentar mais um giro rápido em busca da posição de honra na largada do Hungaroring. No fim das contas, Alonso conseguiu cravar a pole, mas foi punido com cinco posições no grid. Além disso, a McLaren perdeu todos os pontos daquela etapa no campeonato de construtores.

Agora, em 2021, quem falou sobre o episódio foi o dirigente alemão Norbert Haug, ex-Mercedes. Na época, a montadora germânica era fornecedora de motores exclusiva da equipe britânica.

"Há uma série de razões pelas quais perdemos o título com os dois pilotos. Eles perderam por um ponto, no final das contas. Hoje eu não sofro com isso, mas sofri muito na época", disse Haug ao podcast da F1, Beyond the Grid. O campeão foi o finlandês Kimi Raikkonen, da Ferrari.

"Normalmente, você tem que vencer o adversário, não você mesmo. Mas é uma lição que eu também aprendi: dói mil vezes mais para ficar no seu próprio caminho, mas às vezes você não pode evitar", seguiu o alemão, antes de voltar a falar sobre o episódio da Hungria.

"Claro, houve muitas críticas. Eu estava no meio da coletiva de imprensa depois para tentar explicar o que estava acontecendo, para tentar explicar o inexplicável. Eu parecia um idiota, obviamente", relembrou.

"Como eu poderia explicar algo assim? Certamente não foi nossa melhor qualificação... Se você escrever, é um roteiro de Hollywood. Mas esqueça, ninguém vai acreditar", brincou o dirigente, também responsável pela volta da equipe de fábrica da Mercedes à F1 em 2010.

Por fim, Haug falou um pouco mais sobre a rivalidade de Alonso, que acabara de ser bicampeão consecutivo da F1 com a Renault e chegara à McLaren justamente em 2007, e Hamilton, que fazia sua temporada inaugural na categoria naquele ano após o título da GP2.

“Quando você chega em uma equipe que parece ser capaz de vencer, você não espera que um novato fique no seu caminho. Eles estavam em igualdade de condições", afirmou Haug, que tinha posição de destaque na estrutura da então McLaren-Mercedes.

"Lembro-me de corridas como a de Indianápolis naquele ano. Eles lutaram até a linha de chegada. Foi realmente de tirar o fôlego. Foi um uma forma muito especial de entretenimento de alto nível, acho. Mas nós poderíamos ter tirado mais proveito disso", completou o alemão.

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