Sem apoio brasileiro e versus 'promoção' da Ferrari: Pietro tem preferência da Haas, mas Giovinazzi leva vantagem 'comercial'

Entenda em que situação está a briga pela vaga de piloto titular da Haas F1 depois de Mazepin ser oficialmente dispensado da equipe

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Em meio à briga pela vaga de titular da Haas na Fórmula 1, após a dispensa do russo Nikita Mazepin pelo time norte-americano, o brasileiro Pietro Fittipaldi enfrenta um obstáculo: a questão comercial, que passa diretamente pela falta de apoio financeiro de governo e empresas do Brasil.

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Assim, o piloto de testes da Haas, que estará na pré-temporada do Bahrein no fim desta semana, pode ver uma 'oportunidade única' escapar. E não por falta de talento: segundo apurou o Motorsport.com, ele é o favorito da equipe para a vaga, mas o aspecto econômico será o principal.

Neste sentido, a concorrência do italiano Antonio Giovinazzi, que tem apoio da Ferrari (fornecedora de unidades de potência para a Haas) e de empresas do país, é um elemento fundamental. Com ele, o time dos EUA teria um substancial desconto nos valores pagos pelos motores e peças vermelhos.

Além disso, o ex-Sauber/Alfa Romeo também levaria potenciais patrocinadores. O australiano Oscar Piastri, reserva da Alpine e vinculado à Renault, é uma opção -- e poderia atrair cifras milionárias, inclusive do pai, o empresário Chris Piastri, da HP Tuners --, mas corre por fora, embora não possa ser descartado como uma possibilidade real. Outro nome ocasionalmente cotado é o de Jehan Daruvala, indiano da F2 e membro da academia da Red Bull.

O 'preço' da vaga

Haas VF-22

Haas VF-22

Photo by: Mark Sutton / Motorsport Images

Segundo apurou o Motorsport.com, os candidatos a titular da Haas precisariam levar cerca de 15 milhões de euros, o que vale pouco menos de 83 milhões de reais. Para se ter uma ideia, em 2021, Mazepin teria aportado, via Uralkali, aproximadamente 30 milhões de euros, cerca de R$ 165 mi.

De acordo com a reportagem, Fittipaldi tem como obstáculo a falta de apoio do Brasil -- seja por intermédio governamental ou privado. Pietro conta com o patrocínio pessoal da empresa de telefonia Claro e das baterias Moura, mas faltaria uma quantia considerável para 'seduzir' a Haas.

Nos bastidores da F1, é consenso que a Haas não deve deixar o aspecto financeiro em segundo plano, apesar da grande reputação de Fittipaldi na equipe -- ele está há três temporadas no time e já disputou dois GPs, além de ter vasto conhecimento de toda a escuderia e de como ela funciona. 

As contas da Haas

Haas logo

Haas logo

Photo by: Andrew Hone / Motorsport Images

Por ter recebido parte dos valores referentes a 2022 adiantados por Mazepin, o time não enfrenta grandes dificuldades, segundo o próprio dono, Gene Haas. É justamente por isso que a organização não estaria 'exigindo' a fortuna paga pelo clã russo em 2021. Porém, dinheiro é sempre bem-vindo.

Tendo isso em vista, fontes do Motorsport.com apontaram que Giovinazzi tem uma grande 'carta na manga': pelo vínculo com a Ferrari, a titularidade do italiano poderia gerar à Haas um desconto no valor pago anualmente ao time de Maranello por motores e peças -- algo em torno de € 20 mi.

Outro aspecto também pesa, conforme apontado pelo jornalista Roberto Chinchero, repórter do Motorsport.com Itália e um dos mais respeitados da Europa, especialmente no que diz respeito aos bastidores do esporte a motor. "O relacionamento entre a Haas e a Ferrari cresceu bastante, com colaboração técnica maior, confirmada pela chegada do novo diretor técnico [da Haas], Simone Resta", diz.

Chinchero, porém, pondera: "Após o fim da história entre Antonio e a Alfa Romeo, a Ferrari anunciou que seguiria apoiando Giovinazzi e isso sugere que Maranello tentará apoiá-lo junto à Haas. Mas, obviamente, todos sabem que a Haas analisará o acordo considerando outros lados".

Como o mercado vê o patrocínio a um brasileiro na Haas?

Pietro Fittipaldi

Pietro Fittipaldi

Photo by: Andy Hone / Motorsport Images

O Motorsport.com conversou com fontes que estão no mercado de patrocínios esportivos e alguns obstáculos foram mencionados. O principal deles é o tempo, pois 'achar' quase R$ 90 mi no orçamento do marketing de uma grande empresa não é comum. Grandes cifras normalmente são planejadas no ano anterior e a F1, como plataforma global, pode ser 'vista com bons olhos' para algumas companhias, mas isso não seria tão atrativo para empresas cujo mercado é apenas nacional.

De todo modo, o principal jornalista de F1 do País, Reginaldo Leme, alerta para a necessidade de apoio de marcas brasileiras a Fittipaldi. "Acorda, Brasil! Chegou a hora de uma empresa brasileira apoiar Pietro a conseguir a vaga na equipe Haas", escreveu o comentarista da Band no Instagram.

 

Em meio a tudo isso, os fãs brasileiros clamam pela confirmação do piloto do País na Haas. Alheio aos apelos dos torcedores, o dono da equipe falou neste domingo sobre a briga pela vaga. “Estamos analisando candidatos, veremos quem está disponível e com o que temos que lidar, mas teremos alguém até quarta-feira. E Pietro definitivamente estará lá (no Bahrein)", afirmou Gene Haas. Quem será o companheiro do alemão Mick Schumacher? Agora, é torcer por Fittipaldi.

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