MotoGP - Marc Márquez vai "aceitar críticas" se ida para Ducati der errado: "Poderei me aposentar em paz"

Espanhol disse que seu objetivo com a mudança é reencontrar a alegria de estar nas pistas

Marc Marquez, Gresini Racing

Marc Marquez, Gresini Racing

Gold and Goose / Motorsport Images

Em um dos maiores choques da MotoGP em anos, na temporada 2024 teremos o hexacampeão Marc Márquez trocando a Honda pela Ducati na satélite Gresini. E o espanhol disse que "aceitará as críticas" caso a mudança não dê o resultado esperado, mas afirma que precisava fazer isso para pelo menos "se aposentar em paz".

Márquez rompeu seu contrato com a Honda um ano antes do previsto para ir para a Gresini, algo que, segundo apurado, lhe custou 15 milhões de euros (aproximadamente R$80 milhões). Mas ele afirmou na época do anúncio que precisava fazer isso para entender se ainda poderia ser competitivo (ou não).

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Sua estreia com a moto da Ducati aconteceu no último dia 28 de novembro nos testes de pós-temporada em Valência e foi imediatamente rápido, terminando o dia como o quarto mais rápido, a apenas 0s171 do ritmo.

Márquez está proibido de falar sobre a Ducati até 01º de janeiro, quando seu contrato com a Honda oficialmente chega ao fim, mas uma equipe de gravação da Sky Sports Itália flagrou o espanhol afirmando que a Desmosedici GP23 (moto de 2023 da Ducati) é bem menos física que a RC213V  da Honda.

Em uma entrevista exclusiva com o Motorsport.com durante o fim de semana do GP do Catar, Márquez admitiu que "é uma possibilidade" que sua ida para a Ducati não irá funcionar, e que vai aceitar as críticas caso isso aconteça.

"Sim, claro que é uma possibilidade, e claro que tenho algumas dúvidas", disse no começo de novembro. "Mesmo agora que tomei a decisão, tenho dúvidas. E é uma possibilidade que isso não funcione".

"Mas no fim, quando eu me aposentar um dia, vou me aposentar em paz porque tentei tudo na minha carreira. E eu fiz o que sinto ser correto".

Joan Mir, Repsol Honda Team, Marc Marquez, Gresini Racing

Photo by: Gold and Goose / Motorsport Images

Joan Mir, Repsol Honda Team, Marc Marquez, Gresini Racing

"E se eu ficasse na Honda, me mantendo tímido dizendo 'não, não vou fazer isso porque, se não for bem-sucedido, todos vão me questionar'. Ok, eu aceitarei se não tiver sucesso. Vou aceitar as críticas e tudo mais. Mas pelo menos poderei me aposentar com paz porque tentei de tudo".

"Eu sou assim. Minha zona de conforto era ficar na Honda, e 95% dos pilotos teria feito isso. Por que? Salário alto, sem pressão, desenvolver a moto dizendo 'ok, a corrida não foi boa porque estamos evoluindo a moto'. Ficar era fácil. Mas não sou assim. Sou um vencedor, um assassino e vou tentar meu melhor para seguir no topo".

A garagem da Gresini foi o ponto alto dos testes em Valência na última semana. Quando questionado pelo Motorsport.com na entrevista do Catar se sentia mais pressionado do que nunca, disse:

"Meu trabalho é tentar esquecer, ou tentar seguir em frente, tentar ficar focado em mim mesmo, esquecer essa expectativa. Sei que algumas pessoas aqui estão com expectativas altas, outros dizem que eu vou vencer todas as corridas, e outros afirmam que será um desastre".

Marc Marquez, Gresini Racing

Photo by: Gold and Goose / Motorsport Images

Marc Marquez, Gresini Racing

"No fim do dia, já disse no dia do anúncio e repito: não posso criar expectativas sem andar na moto. Mas, para mim, o principal objetivo é tentar curtir estar na pista novamente, porque se isso acontecer, posso estender minha carreira".

"Se não curtir, não vou estar aqui muito mais. Então esse é o principal objetivo. Depois de testar a moto em Valência e fazer a pré-temporada na Malásia, vou entender onde estou. Mas não será difícil, será um bom desafio para mim, adaptar meu estilo de pilotagem de 11 anos em uma moto para a outra".

"Então vou tentar o meu melhor, claro, e acredito que estou em uma boa equipe, e é isso que estou procurando - um ambiente familiar. Pode não ser a maior equipe, mas um time família e tentar curtir novamente as corridas é o que busco".

Após o teste de Valência, Márquez teve uma cirurgia bem-sucedida para tratar uma síndrome compartimental no braço que o incomodava na segunda metade do ano.

 

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