Campeão mundial faz alerta à F1: "Está indo no rumo da Fórmula E"

"Vimos um Max Verstappen muito incomodado em Vegas falando sobre tipos de pista que ele prefere", lembrou Damon Hill; saiba mais no Motorsport.com

Logan Sargeant, Williams FW45, Esteban Ocon, Alpine A523, Lance Stroll, Aston Martin AMR23, Sergio Perez, Red Bull Racing RB19, as Fernando Alonso, Aston Martin AMR23, spins at the start

Logan Sargeant, Williams FW45, Esteban Ocon, Alpine A523, Lance Stroll, Aston Martin AMR23, Sergio Perez, Red Bull Racing RB19, as Fernando Alonso, Aston Martin AMR23, spins at the start

Glenn Dunbar / Motorsport Images

Campeão mundial da Fórmula 1 pela Williams em 1996 e hoje comentarista da categoria máxima do automobilismo na Sky Sports, Damon Hill fez um 'alerta' para a elite global do esporte a motor após o anúncio de que Madri sediará GPs da F1 em uma pista de rua a partir de 2026.

A notícia relativa à capital espanhola veio à tona nesta terça-feira e preocupou fãs da categoria que têm maior resistência ao crescente número de circuitos urbanos adicionados ao calendário da F1 nos últimos anos.

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Em 2024, por exemplo, a competição passará por pistas de rua nos seguintes GPs: Arábia Saudita, Austrália, Miami, Mônaco, Canadá, Azerbaijão, Singapura e Las Vegas. Ou seja, 8 das 24 etapas do ano. Destas, a prova saudita e as duas dos Estados Unidos são adições bem recentes à F1.

Para Hill, a F1 corre o risco de ter um calendário cada vez mais parecido com o da Fórmula E, na qual os circuitos urbanos prevalecem. "Falou-se da dificuldade de extrair performance consistente dos carros novos, aí vem esse movimento na direção de circuitos mais curtos e sinuosos", iniciou.

"[A F1] está indo no rumo da F-E, que optou por fazer suas corridas no centro das cidades e em circuitos, deve-se dizer, bem 'restritos'. Queremos variedade, e no 'balanço', ter um circuito perto de um centro urbano é bom, mas também precisamos manter Spa e outros circuitos tradicionais."

A menção de Hill a Spa-Francorchamps e outros autódromos clássicos decorre do fato de que, além da sede do GP da Bélgica, outros palcos icônicos estão no fim de seus contratos com a F1 e podem perder uma vaga no calendário. Entre eles, Monza, na Itália, e Suzuka, no Japão.

Damon também ponderou no podcast da Sky que a categoria precisa fazer com que os carros sejam mais adaptáveis a diferentes tipos de traçados em vez de a F1 reforçar a tendência recente de ter mais corridas de rua por causa das características dos monopostos. 

"Espero que isso não seja uma indicação de que concessões serão feitas para que os carros tenham menos desempenho que agora. Vimos um Max Verstappen muito incomodado em Vegas falando sobre tipos de pista que ele prefere", seguiu, lembrando da ira do holandês da Red Bull com o GP.

"A F1 tem de se adaptar às novas exigências que lhe são colocadas do ponto de vista da produção automotiva, bem como à imposição de questões ambientais legítimas pelos governos", completou o britânico, que também correu por Brabham, Arrows e Jordan.

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