F1: Honda quer trocar motor de Verstappen, mas Red Bull despista

Informações de bastidores apontam que montadora japonesa queria fazer a troca já em Losail

F1: Honda quer trocar motor de Verstappen, mas Red Bull despista

A resposta a uma das perguntas mais importantes às vésperas do GP da Arábia Saudita de Fórmula 1 deve vir apenas durante o fim de semana: Max Verstappen trocará o motor de combustão interna pagando cinco posições no grid? Helmut Marko deu a entender que a Red Bull quer insistir com a unidade de potência da Rússia, mas rumores indicam que a Honda busca substituir o V6 por um novo, algo que a marca japonesa já teria tentado fazer no Catar.

São dias tensos para a Red Bull e a Mercedes, e não poderia ser de outra forma, considerando os riscos junto da chegada de um final de uma temporada que já é muito intensa. O longo e exaustivo confronto entre as rivais, além de Verstappen e Lewis Hamilton levam os protagonistas a defenderem que estão dando tudo de si em busca da glória.

Leia também:
Toyoharu Tanabe, direttore tecnico F1 di Honda

Toyoharu Tanabe, direttore tecnico F1 di Honda

Photo by: Andy Hone / Motorsport Images

A matemática permite que Verstappen conquiste o título já em Jeddah mas, para isso, terá que fazer pelo menos 18 pontos a mais que Hamilton, algo que não é impossível, mas definitivamente difícil.

Verstappen pode contar com uma vantagem importante na classificação  (oito pontos), mas na Red Bull ainda há uma questão circulando: o que fazer no lado do motor? Em termos de confiabilidade, a Honda confirmou que fez um ótimo trabalho de preparação para 2021, mas mesmo que a unidade japonesa não tenha apresentado problemas, o holandês usa o quarto motor, homologado em Sochi, quando saiu do fundo do grid.

Embora tenha uma rotação, usando especificações anteriores para os treinos de sexta, a unidade usada por Verstappen para as corridas chegará ao seu oitavo GP em Abu Dhabi na próxima semana, um período importante que pode colocar nos ombros desse motor de 2 mil a 2.500 quilômetros a serem percorridos.

Tanto Verstappen quanto Sergio Pérez trocaram a primeira unidade de potência apenas na França e, sem nenhuma rotação de motores, eles foram obrigados a cobrir cerca de 3 mil quilômetros entre treinos livres, classificação e corrida. Tradicionalmente, as avaliações sobre possíveis trocas pesam o custo / benefício, ou seja, de um lado, a penalização a ser cumprida no grid e, do outro, os benefícios em termos de desempenho e a tranquilidade no lado da confiabilidade.

O contexto ideal para colocar o quinto motor de combustão interna no carro de Verstappen teria sido Losail. A superioridade que ele e Hamilton mostraram sobre o resto do grupo teria permitido que ele terminasse facilmente em segundo, mesmo saindo da 12ª posição (5 de penalização pelo motor + 5 pela bandeira amarela), mas embora a Honda fosse a favor do uso do novo motor já no Catar, na Red Bull houve a expectativa até o final de que uma saída na primeira fila pudesse permitir um resultado diferente para o holandês.

Quando foi anunciada a penalização de Verstappen, por não desacelerar sob bandeira amarela dupla, o que efetivamente frustrou as esperanças da Red Bull, não havia mais tempo para trocar o motor.

Uma mudança do motor em Jeddah é outra história porque, enquanto em Losail tanto o desempenho quanto as possibilidades de ultrapassagem eram certas, no novo circuito saudita tudo acaba sendo uma grande interrogação.

Os treinos de sexta devem dissipar algumas dúvidas, mas não devemos ter um contexto muito claro antes do domingo. Existe, portanto, alguma margem extra de risco, especialmente com relação à uma recuperação rápida em uma pista que pode se mostrar traiçoeira.

Nos últimos dias, Helmut Marko falou sobre a situação da Mercedes em entrevista ao jornal holandês De Telegraaf: "Sabemos que Hamilton, com o motor usado no Brasil, percorreu cerca de 400 quilômetros e a degradação dessa unidade é alta. Por isso acreditamos que aquele 'foguete' não será capaz de garantir a mesma potência vista em Interlagos nas próximas duas corridas".

Pode-se deduzir que a linha da Red Bull é manter Verstappen com o motor já disponível, mas neste ano vimos diversas vezes que, em termos de declarações das equipes rivais, há uma estratégia que visa mais confundir do que esclarecer. A pergunta segue a mesma, e a resposta definitiva só deve chegar em Jeddah na sexta ou no sábado...

Max Verstappen, Red Bull Racing RB16B

Max Verstappen, Red Bull Racing RB16B

Photo by: Andy Hone / Motorsport Images

SCHUMACHER FURIOSO com SENNA em Interlagos? Saiba da TRETA entre os campeões que POUCOS se lembram

Assine o canal do Motorsport.com no YouTube

Os melhores vídeos sobre esporte a motor estão no canal do Motorsport.com. Inscreva-se já, dê o like ('joinha') nos vídeos e ative as notificações, para sempre ficar por dentro de tudo o que rola em duas ou quatro rodas.

Podcast #148: O jogo virou a favor da Mercedes? Quem é o favorito ao título?

 

SIGA NOSSO PODCAST GRATUITAMENTE:

compartilhar
comentários
F1: Red Bull se diz "melhor que Mercedes", ao menos como equipe
Artigo anterior

F1: Red Bull se diz "melhor que Mercedes", ao menos como equipe

Próximo artigo

F1: Hamilton ainda não testa carro de 2022 no simulador por mudanças em seu desenvolvimento

F1: Hamilton ainda não testa carro de 2022 no simulador por mudanças em seu desenvolvimento
Carregar comentários