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ANÁLISE: Como o silêncio no 'caso Horner' reflete a complexidade da decisão

Chefe da Red Bull foi ouvido nesta sexta-feira e decisão não é algo tão simples, como diz o especialista do Motorsport.com Roberto Chinchero

Christian Horner

Christian Horner

Erik Junius

A Red Bull mantém silêncio sobre o 'caso Horner', que teve um dia crucial nesta sexta-feira. As consequências podem ser enormes.

São dias longos na Red Bull. O assunto Horner é o maior terremoto na gestão que afetou a equipe de Milton Keynes desde o início do programa de Fórmula 1 em 2005, e o passar dos dias confirma isso. Se fosse outra figura corporativa no alvo, o veredito já estaria definido, mas neste caso é o chefe da equipe e CEO.

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Aqueles que devem julgar o assunto não podem deixar de considerar a reação que a estrutura sofreria em caso de destituição de Horner, então não será apenas o peso da acusação que determinará a decisão final.

Fontes britânicas apontaram o local da reunião entre Horner, seus advogados e a parte contrária da Red Bull em um local neutro, provavelmente no centro de Londres, longe da sede de Milton Keynes.

Há mais em jogo do que parece. Os dois últimos anos na F1 testemunharam um verdadeiro balé de chefes de equipe, com não menos que oito mudanças, mas no caso de Horner, é de uma magnitude bastante diferente. O primeiro aspecto a considerar é o duplo papel que ele desempenha, pois também ocupa o cargo de diretor-geral, um controle que se estende também ao novo programa de motores Red Bull Powertrain.

Quando se trata de F1, Horner é a Red Bull e a Red Bull é Horner. Eles estão cientes disso até na sede central na Áustria, e não é surpresa que após uma fase inicial em que o destino do chefe da equipe parecia comprometido, tenham freado um pouco.

A força da equipe de Milton Keynes sempre foi o grupo, uma frente unida na qual Horner tem sido historicamente o sujeito mais eficaz. Por isso, hoje pensar na equipe sem sua figura pode ser motivo de reflexão. O próprio Horner convenceu muitos técnicos a se juntarem à equipe, e sempre foi o para-raios nos momentos difíceis.

Nos 20 anos desde sua fundação, a Red Bull adquiriu sua própria fisionomia: "Quando comecei a trabalhar como chefe da equipe", explicou Horner ao Motorsport.com em novembro passado, "sempre tentei moldar a equipe que gostaria de ter como piloto. Estive aqui desde o início, construí esta equipe e sinto uma grande responsabilidade para com as pessoas que a compõem, os acionistas e todos os parceiros que temos. E por último, não acredito muito em mudanças, acredito que a estabilidade é tremendamente importante".

Há quatro figuras consideradas cruciais na Red Bull desde 2021: Max Verstappen, Adrian Newey, Helmut Marko e Christian Horner. Mas se fosse necessário escolher duas pessoas por ordem de importância, para muitos (em alguns casos até mesmo pessoas dentro da própria Red Bull), seria Horner e Verstappen.

Remover Horner significa correr o risco de quebrar um mecanismo perfeito, porque se é verdade que ninguém é insubstituível, também é verdade que quem eventualmente ocupar o papel do atual chefe da equipe precisará de pelo menos um ano para estar plenamente adaptado.

Jonathan Wheatley, a destra potrebbe essere il sostituto di Horner nella conduzione della squadra.

Jonathan Wheatley, a destra potrebbe essere il sostituto di Horner nella conduzione della squadra.

Photo by: Jake Grant / Motorsport Images

Portanto, em caso de saída de Horner, a primeira decisão provavelmente seria uma promoção interna, com o atual diretor da equipe, Jonathan Wheatley, encarregado de liderar a equipe no aspecto operacional.

No entanto, todas as funções do cargo de CEO ficariam sem preenchimento, incluindo as do delicado departamento de powertrains. Não é um quebra-cabeça menor, e faltam apenas algumas semanas para o início de uma temporada intensa na qual os dois títulos mundiais conquistados em 2023 serão defendidos e durante a qual a primeira unidade de potência 'made in Red Bull' será lançada.

Há muitos cenários vislumbrados no horizonte. Uma decisão destinada a mudar a história da equipe se a destituição do chefe da equipe ocorrer, uma 'virada de página' no caso se seus plenos poderes forem confirmados ou mantidos, e finalmente, um caminho intermediário, com Horner confirmado, mas obrigado a ceder algo para seus adversários internos.

A única certeza é que na casa da Red Bull será um início de temporada muito diferente do esperado, não tanto no aspecto técnico, mas no ambiente que será vivido em Milton Keynes e no box na pista. Depois, como sempre, a F1 ditará o rumo futuro, haverá algumas sequelas, mas tudo se tornará uma questão do passado que será lembrada com algumas piadas e pouco mais.

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