Análise
Fórmula 1 GP da Holanda

F1: Conheça Lawson, substituto de Ricciardo na Holanda, e veja por que AlphaTauri acerta ao preterir de Vries em Zandvoort

Caso a recuperação de Daniel demore, Liam também pode disputar o GP da Itália, em Monza, no fim de semana dos dias 1, 2 e 3 de setembro

Liam Lawson, Team Mugen

Após fratura na mão esquerda de Daniel Ricciardo pelo acidente do australiano no segundo treino livre para o GP da Holanda, quando o veterano teve de evitar batida mais forte no compatriota da McLaren Oscar Piastri, a AlphaTauri confirmou que Liam Lawson correrá na prova de Zandvoort.

Com isso, o jovem neozelandês estreia na Fórmula 1 e tem uma oportunidade de se cacifar para uma vaga de piloto titular no time B da Red Bull em 2024, gerando mais uma 'dor de cabeça' para  Ricciardo e também Yuki Tsunoda na antiga Toro Rosso.

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Tanto o japonês quanto Daniel não estão garantidos para o ano que vem, tendo a concorrência de Lawson e também de Álex Palou: neste fim de semana, o espanhol pode conquistar em Gateway seu segundo título da Indy com a Ganassi -- e é 'fato público' que ele pleiteia algo na AlphaTauri.

De todo modo, para Helmut Marko, consultor de automobilismo da Red Bull que confirmou ao Motorsport.com que Liam substitui Daniel, é uma boa oportunidade para avaliar o neozelandês. Para Lawson, obviamente é uma 'chance de ouro' para obter mais experiência com um carro de F1.

Por isso, a opção da AlphaTauri pelo jovem da Nova Zelândia é acertada. E bem melhor do que um eventual retorno pontual do recém-demitido holandês Nyck de Vries. Por que escolher alguém que acabou de ser 'descartado' para assumir pontualmente a vaga de seu lesionado substituto?

Nyck de Vries, Scuderia AlphaTauri com os fãs

Nyck de Vries, Scuderia AlphaTauri com os fãs

Photo by: Zak Mauger / Motorsport Images

Seria interessante ver de Vries correndo 'em casa', mas ele não tem qualquer chance de voltar ao grid da F1 pelas equipes taurinas e provavelmente o clima na garagem não seria dos melhores para o competidor da Holanda, que busca reconstruir sua carreira no automobilismo após sua demissão.

Além disso, há outro aspecto a ser considerado: a lesão de Ricciardo pode tirar o piloto de mais de uma corrida. Assim, faz ainda mais sentido preterir de Vries e avaliar Lawson. Alguns podem argumentar que maus resultados em Zandvoort e talvez Monza podem queimá-lo, mas, no dia-a-dia de uma escuderia, muitos fatores além da posição final após a bandeira quadriculada são considerados: comunicação com os engenheiros, adaptação ao modelo de trabalho do time, etc...

O QUE LIAM LAWSON JÁ FEZ NO ESPORTE A MOTOR?

O piloto tem 21 anos e fez três treinos livres na F1 em 2022: dois pela AlphaTauri e um pela Red Bull. O neozelandês, aliás, é reserva das duas equipes desde o meio do ano passado. E atualmente, Lawson corre na Super Fórmula japonesa, na qual faz seu ano de estreia e já venceu três provas.

Na categoria nipônica, ele é vice-líder, apenas oito pontos atrás do japonês Ritomo Miyata, e tem chances de título na rodada dupla que encerra a temporada, em Suzuka, entre os dias 27 e 29 de outubro.

O QUE ELE FEZ NO AUTOMOBILISMO ANTES DE BRIGAR PELA TAÇA DA SUPER FÓRMULA?

Liam correu na Fórmula 2 em 2021 e 2022, primeiro com a Hitech Grand Prix e depois com a Carlin. Lawson terminou em nono em sua temporada de estreia, com uma vitória, três pódios e uma pole position, conquistando sua única vitória logo em seu debute, na corrida 1 do Bahrein.

Em 2021, Lawson também disputou o DTM e perdeu por pouco o título para o alemão Maximilian Götz. O neozelandês guiou pela Red Bull AF Corse em uma campanha muito disputada ao lado de seu então companheiro e atual piloto de F1 da Williams, o anglo-tailandês Alexander Albon.

Em sua segunda temporada na F2 em 2022, ele terminou em terceiro na classificação, atrás do campeão Felipe Drugovich, do Brasil, e do vice-campeão Theo Pourchaire, da França, vencendo quatro corridas e conquistando 10 pódios.

Antes da F2, Liam passou dois anos na F3. Ele conquistou dois pódios em sua temporada de estreia na MP Motorsport em 2019, terminando em 11º no geral. Naquele ano, ele também foi campeão da Toyota Racing Series com a M2 Competition, com cinco vitórias e 11 pódios. Lawson mudou-se para a Hitech para seu segundo ano de F3 em 2020, conseguindo três vitórias e seis pódios para terminar no quinto lugar geral.

No início de sua carreira, ele foi vice-campeão australiano de F4 em 2017 com o Team BRM e, em 2018, pilotou na F4 da Alemanha e na F3 da Ásia, terminando em segundo e oitavo, respectivamente.

QUANDO LAWSON COMEÇOU SUA ASSOCIAÇÃO COM A RED BULL?

Liam se juntou ao Red Bull Junior Team em fevereiro de 2019, aos 17 anos, e é o segundo membro mais antigo, 'perdendo' só para o piloto de F2 Dennis Hauger, da Noruega. Lawson foi recrutado após o título na Toyota Racing Series, derrotando o então protegido da Ferrari e agora piloto da IndyCar, o também neozelandês Marcus Armstrong. E foi a marca de energéticos que insistiu para que ele fosse para a Super Fórmula em 2023.

Com isso, Lawson segue os passos dos ex-júniors taurinos Pierre Gasly, da França, Dan Ticktum, da Grã-Bretanha, e Lucas Auer, da Áustria. Devido ao seu sucesso inicial na Super Fórmula, Liam é considerado um candidato para chegar à titularidade na F1.

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