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Haas confirma Pietro Fittipaldi como piloto de testes e reserva em 2020

O brasileiro, que já era piloto de testes da Haas em 2019, agora terá também a função de reserva; as funções serão dividas com o suíço Louis Delétraz, que disputa a F2 em 2020

Haas test and development drivers Pietro Fittipaldi and Louis Deletraz pose with a front wing and nose cone

O Brasil pode estar sem um piloto no grid da Fórmula 1, mas a participação brasileira nos bastidores da categoria aumentou consideravelmente nesse ano. Após o anúncio de Sérgio Sette Câmara na Red Bull e na AlphaTauri, agora foi a vez a Haas confirmar Pietro Fittipaldi por mais um ano na equipe, mas agora não apenas como piloto de testes, mas também como reserva. Pietro dividirá as funções com o suíço Louis Delétraz.

Pietro e Delétraz fizeram suas estreias na Fórmula 1 no final de 2018, com a Haas e assinaram com a equipe para a temporada 2019. Pietro trabalhou como piloto de testes, enquanto Delétraz era o piloto de simulador. Agora, ambos dividirão as funções de testes e reserva em 2020.

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"Naturalmente, nossa intenção era de fazer esse anúncio durante o final de semana do GP da Austrália, mas os eventos locais e global se tornaram prioridade com a pandemia do Covid-19", diz o chefe da Haas, Gunther Steiner. "Pietro e Louis provaram suas qualidades para nós nos últimos 12 meses e estamos felizes em confirmá-los como pilotos oficiais de testes e reserva para a Haas".

"O trabalho deles no simulador foi sem dúvidas valioso enquanto enfrentamos grandes desafios na última temporada e estamos felizes em continuar a dar a eles mais oportunidades para expandir seus relacionamentos com a equipe em 2020, logo que pudermos retomar o trabalho".

"Espero que eles possam adicionar feedbacks importantes em nosso programa de corridas, em apoio a Romain e Kevin, além de toda a equipe de engenharia com o Haas VF-20".

Veja Pietro guiando a Haas nos testes da Fórmula 1 ao longo de 2019:

Pietro Fittipaldi, Haas VF-19
Pietro Fittipaldi, Haas VF-19
Pietro Fittipaldi, Haas VF-19
Pietro Fittipaldi, Haas F1 Team VF-19
Pietro Fittipaldi, Haas F1 Team VF-19
Pietro Fittipaldi, Haas F1 Team VF-19
Pietro Fittipaldi, Haas F1 Team VF-19
Pietro Fittipaldi, Haas F1 Team VF-19
Pietro Fittipaldi, Haas F1 Team VF-19
Pietro Fittipaldi, Haas F1 Team VF-19
Pietro Fittipaldi, test and development driver, Haas F1
Pietro Fittipaldi, Haas VF-19
Pietro Fittipaldi, Haas VF-19
Pietro Fittipaldi, Haas VF-19 leads Nico Hulkenberg, Renault R.S. 19
Pietro Fittipaldi, Haas VF-19
Pietro Fittipaldi, Haas VF-19
Pietro Fittipaldi, Haas VF-19
Pietro Fittipaldi, Haas VF-19
Pietro Fittipaldi, Haas F1 Team VF-19
Pietro Fittipaldi, Haas F1 Team VF-19
Pietro Fittipaldi, Haas VF-19
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Fittipaldi está atualmente sem uma categoria para correr em 2020, após ser substituído na Super Fórmula por outro brasileiro, Sérgio Sette Camara, piloto do programa da Red Bull, mas está feliz com a chance de continuar trabalhando com a Haas na F1.

"Você nunca para de aprender na F1, seja passando horas no simulador ou fisicamente no carro, algo que fiz muito com a Haas, registrando mais de 2000 quilômetros de testes", disse Fittipaldi. "Fico muito feliz de fazer ambos e de estar associado com essa equipe que já conquistou tanto em tão pouco tempo no nosso esporte".

Vale lembrar que Pietro já tem a superlicença, documento necessário para correr na F1. Assim, o brasileiro pode substituir os pilotos titulares da Haas, Grosjean e Magnussen, caso um deles não possa participar de um GP por qualquer motivo.

Caso corra em um GP, Pietro será o quarto membro do clã Fittipaldi a competir na principal categoria do automobilismo mundial. Além de seu avô Emerson, seu tio-avô Wilsinho e Christian, filho de Wilson, também já integraram o grid da categoria.

Já Delétraz vai dividir a função na Haas com sua campanha na F2, onde vai correr com a equipe Charouz.

"Ser um piloto oficial de testes e reserva na Fórmula 1 é mais um passo no caminho para chegar ao meu objetivo maior, que é correr na F1", disse Delétraz. "Eu fiz a minha estreia em um carro de F1 com a Haas e naturalmente estou feliz por conseguir desenvolver essa oportunidade".

"O bônus para mim é que a F2 é um suporte em diversos GPs, eu sei que eles me verão correndo e eu posso passar mais tempo com a equipe, quando os horários permitirem".

Ambos os pilotos vão participar na próxima etapa do Grande Prêmio Virtual de F1 Esports, marcado para 05 de abril.

GALERIA: Veja 10 curiosidades sobre Emerson Fittipaldi

Emerson nasceu em uma família que respirava velocidade: seu pai, Wilson, e sua mãe, Juzy, correram de moto e carro e foram figuras importantes no início do automobilismo brasileiro.
Ao contrário do que se diz, Emerson não foi o fator decisivo no título póstumo de Rindt em 1970. Seu triunfo nos EUA se deveu a um problema de Jacky Ickx – que devia vencer todos 3 GPs restantes para ser campeão.
Fittipaldi foi o único a terminar uma corrida na F1 com o Lotus 56B, na Itália em 1971. O carro era movido por uma turbina de helicóptero e não tinha nem câmbio e nem freio-motor. Mesmo tendo 150 cv a mais que os outros F1s da época, ele era ruim em curvas
Campeã oito vezes entre equipes e 12 vezes entre pilotos, a McLaren viu seus dois primeiros mundiais vindos pelas mãos de Emerson Fittipaldi, no ano de 1974.
O último pódio de Emerson na Fórmula 1 pode ser tido como uma bela passagem de bastão entre dois ídolos do automobilismo brasileiro. Aquela prova em Long Beach no ano de 1980 foi marcou a primeira vitória de Nelson Piquet.
Para ir ao funeral de Ayrton Senna, Emerson precisou se ausentar dos primeiros treinos livres para a 500 Milhas de Indianápolis de 1994.
Em 1995, o piloto acabou não se classificando para a Indy 500 após o carro da Penske não ter se adaptado bem à pista. Ele ainda tentou se garantir na prova com um carro da equipe Rahal, mas perdeu a vaga no grid para Stefan Johansson no Bump Day.
Após seu grave acidente em Michigan em 1996, que o fez encerrar a carreira na Indy, o ex-Beatle George Harrison gravou uma versão de Here Comes The Sun com letra dedicada a Emerson.
A última corrida disputada por Emerson na carreira foi em 2014. Ele andou na Ferrari #61 da AF Corse com o italiano Alessandro Pier Guidi e o norte-americano Jeff Segal.  O time finalizou em sexto e último na LMGTE-Am.
O clã Fittipaldi no automobilismo ainda segue. Pietro e Enzo, netos de Emerson, já competem nos carros, enquanto que seu filho mais novo, Emmo, atualmente inicia sua carreira no kart.
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