Repsol deve encerrar acordo com Honda na MotoGP após 30 anos

Saída de Marc Márquez no fim de 2023 foi o ponto de início da ruptura

Luca Marini, Repsol Honda Team

A Repsol, gigante espanhola do mundo dos óleos e lubrificantes, deve encerrar a longeva parceria com a Honda na MotoGP no final de 2024, segundo apurado pelo Motorsport.com.

A marca apareceu pela primeira vez no mundial em 1995, nas Hondas NSR500 de Mick Doohan e Alex Criville. Desde então, a parceria entre a Repsol e a montadora japonesa seguiu de forma ininterrupta, com 2024 marcando o aniversário de 30 anos.

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Neste período, a parceria Honda / Repsol rendeu 15 títulos mundiais, 183 vitórias e 455 pódios. No entanto, a saída de Marc Márquez no fim do ano passado abalou o acordo, com a empresa aplicando uma cláusula para reduzir sua contribuição financeira, resultando em uma presença menor na pintura da moto de 2024.

A moto guiada por Luca Marini e Joan Mir neste ano traz um esquema diferente de pintura, com a marca Honda sendo predominante em relação à Repsol. A mudança foi feita na expectativa de que a exposição de mídia, especialmente na TV, seria afetada pela saída de Márquez, que deixou a Honda após 12 anos para correr pela Gresini.

Joan Mir, Repsol Honda Team

Joan Mir, Equipe Repsol Honda

Foto de: Gold and Goose / Motorsport Images

Com a saída de Márquez, a Honda já havia perdido o patrocínio da Red Bull. A marca de bebidas energéticas seguiu o espanhol para a Gresini pelo fato do acordo ser pessoal com o piloto.

Já a Repsol deve focar seus esforços na promoção de combustíveis não-fósseis. Segundo apurado, a marca está interessada em manter seu vínculo com o mundial no futuro, já que a MotoGP adotará combustíveis fósseis a partir dos próximos anos.

Os regulamentos atuais, introduzidos para este ano, tornaram obrigatório para as equipes da MotoGP o uso de 40% de combustíveis não-fósseis, com a porcentagem chegando a 100% em 2027, quando entrará em vigor o novo regulamento técnico.

A Honda segue lutando para mostrar sinais de competitividade ainda em 2024. Até aqui, Mir soma 13 pontos enquanto Marini ainda nem pontuou, deixando a montadora em último no campeonato de construtores, 185 pontos atrás da Ducati após somente seis etapas.

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