Pipo Derani: “encontrei uma casa no Endurance”
Brasileiro vai para segunda temporada no Mundial de Endurance confiante, espera brigar novamente por título na LMP2 e seguir carreira na categoria
Pipo Derani, no Mundial de Endurance desde 2015, vai para a segunda temporada no campeonato e na categoria LMP2. No ano de estreia, o brasileiro competiu ao lado de Gustavo Yacaman e Ricardo Gonzalez. Derani teve um 2015 de bons resultados e, se a primeira vitória ou o título na classe não vieram, o desempenho o credenciou a seguir no WEC em 2016, na renovada estrutura da até 2015 G-Drive, agora Tequila Patron ESM.
Em entrevista exclusiva ao Motorsport.com, Derani falou sobre a temporada passada, sobre as expectativas para 2016 e para a sequência da carreira de piloto. Confira:
Entrada no Endurance e 2015 de “pequenos erros”
A caminhada de Derani no Endurance começou em 2014, quando o piloto disputou as duas etapas finais do European Le Mans Series. Segundo o brasileiro, a chance veio na hora certa e foi o que possibilitou a continuidade na carreira no esporte a motor.
“Deu tudo certo, na hora certa. Quando pintou a oportunidade de correr no European Le Mans Series, agarrei a chance com as duas mãos e fui bem logo de cara, conseguindo um pódio logo na primeira corrida - foi isso que me garantiu a temporada de 2015 no WEC. Se não fosse esse ano, nem sei se estaria dando essa entrevista”, disse.
Derani avalia como positivo o primeiro ano no WEC, quando correu pela G-Drive. O carro #28, pilotado por ele, Ricardo Gonzales e Gustavo Yacaman chegou a liderar o campeonato, mas terminou o ano em terceiro lugar na classe. Segundo Derani, detalhes o alijaram da disputa pelo título.
“Foi uma temporada de pequenos erros que acabaram custando o título. Em Xangai, o Gonzalez rodou na última volta e perdemos o terceiro lugar; em Fuji, erramos na escolha de pneus e, além disso, fomos punidos por excesso de velocidade nos boxes, o que nos fez perder muito tempo. Quando somadas, essas pequenas situações - e outras – prejudicaram nossa chance no campeonato”, afirmou.
“Mudança” de equipe e perspectivas para 2016
Para 2016, muda o nome da equipe e, em partes, a estrutura: a G-Drive sai e entra a Tequila Patron ESM, equipe norte-americana que disputa o WeatherTech United SportsCar – Derani disputa, inclusive, as 24 Horas de Daytona deste ano com o time - para fazer a parceria com a OAK Racing. O brasileiro conta que ainda durante a temporada ele já sabia que a G-Drive não seguiria com a parceria e que a Tequila Patron já negociava com a OAK.
Pouco depois, ainda durante o campeonato, Derani já estava garantido para 2016. “Entre Fuji e Xangai eles finalizaram o contrato e após a prova chinesa eles me deram a confirmação de que eu seguiria em 2016”, disse, para em seguida falar sobre as perspectivas para a próxima temporada, em que ele acredita ser possível brigar pelo título da LMP2.
Parte das chances dele passa pelo piloto amador da equipe - classificação ‘silver’, de acordo com a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) – obrigatório nos carros da classe LMP2.
“Tudo vai depender de qual será o carro em que correrei, espero que nosso piloto ‘silver’ seja um dos mais fortes do grid e espero que seja um carro para vencer o campeonato. Mas isso não é tão simples, pois as regras do campeonato dão margem para situações como a vista na Signatech no final do ano passado, que colocou Tom Dilmann – vencedor na GP2 - classificado como ‘silver’, mas ele é profissional. Mas é um carro pra brigar, espero que toda a experiência que adquiri em 2015 faça diferença”, afirmou.
“Casa” no Endurance e futuro no WEC
Derani, que antes de entrar no WEC vinha fazendo carreira nos monopostos, revela que se encontrou nas corridas de longa duração, correndo no principal campeonato de Endurance do mundo. O piloto se vê na categoria por muito tempo, apesar de não descartar mudança para outros ares. O objetivo de Derani – e não poderia ser diferente – é correr na classe principal do WEC, a LMP1.
“Eu nunca direi não para nada - F1 ou Indy, por exemplo. Mas eu encontrei uma casa no Endurance, um lugar em que estou muito bem e criando amizades bacanas com todos. Cheguei lá cru, não conhecia ninguém e construí minha reputação do zero. Meus bons resultados anteriores em monopostos não tinham muita validade – no Endurance, eles querem que você seja capaz de terminar uma corrida de 24 Horas, que saiba economizar pneu, gasolina”, disse.
“A LMP1 é um sonho, um objetivo, mas preciso ser realista. É a F1 do Endurance, os lugares são limitados. Mas o campeonato está crescendo e existe interesse de outras montadoras em entrar na LMP1. É uma meta, mas hoje eu estou bem como profissional na LMP2 e tenho que dar o melhor de mim onde quer que eu esteja. Se a chance de subir para a LMP1 pintar, será a realização de um sonho. Tive um primeiro ano de aprendizado e ainda tenho muito o que aprender. Mas me vejo no Endurance nos próximos 20 anos”, completou.
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