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Leclerc: Bianchi merecia a vaga da Ferrari na F1 mais do que eu

O monegasco falou que seu amigo Bianchi teria merecido mais do que ele a vaga na Ferrari, e que teria se destacado

Jules Bianchi and Charles Leclerc

Na semana passada, o piloto da Renault, Daniel Ricciardo, listou Jules Bianchi como um de seus rivais mais subestimados, sugerindo que o francês poderia ter sido uma grande estrela na Ferrari como Leclerc se tornou, se não fosse por sua morte após o acidente no GP do Japão de 2014 da Fórmula 1. E o monegasco concorda com a visão de Ricciardo.

"É outra parte dessa triste história, porque Bianchi estaria em uma equipe de ponta e já teria ganhado corridas nesse momento, com certeza", disse Ricciardo. "De certo modo, sinto que Charles está fazendo o que Jules estaria fazendo. É como se Charles fosse uma versão atrasada do que Jules estaria fazendo e do sucesso que ele teria".

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Leclerc e Bianchi eram amigos muito próximos, e Bianchi era o padrinho e o mentor de corridas do piloto da Ferrari, com ambos dividindo o mesmo empresário, Nicolas Todt.

Quando perguntado sobre os comentários de Ricciardo, Leclerc concordou que Bianchi teria uma grande carreira na Ferrari.

"Jules tinha mostrado muito na F1, e definitivamente havia mais para exibir", disse Leclerc. "Eu acho que resultados como os pontos conquistados em Mônaco, quando ele corria com a Marussia, diziam muito sobre seu talento".

"Então ele definitivamente merecia a vaga na F1, a vaga na Ferrari, provavelmente mais do que eu. Mas o destino decidiu um outro caminho para ele, infelizmente. Mas tenho certeza que ele provavelmente teria mostrado ainda mais do que eu tenho feito, porque ele era muito talentoso".

Leclerc afirmou que suas carreiras são muito entrelaçadas, com seus pais sendo bons amigos, e uma ascensão similar ao topo.

"O meu pai e o de Jules, sempre brincaram que nossas carreiras eram muito parecidas", disse. "E, estranhamente, quando Bianchi estava correndo eu estava correndo, se ele tinha um final de semana muito ruim, minha corrida também era ruim".

"Eles sempre estavam fazendo piadas sobre isso e eu acho que nossas carreiras também são similares porque Nicolas era nosso empresário".

Relembre a carreira de Jules Bianchi:

A carreira de Bianchi começou em 2007, na Fórmula Renault 2.0, quando ganhou o campeonato com 5 vitórias e 11 pódios. Em 2008, ele competiu na F3 Europeia, em que terminou em 3º no campeonato, que foi vencido por Nico Hulkenberg. Durante a temporada, ele conquistou 2 vitórias e 7 pódios para a ART Grand Prix.
Na mesma época, ele pilotou no Masters de Fórmula 3 em Zolder, quando venceu Hulkenberg e Jon Lancaster.
Na temporada 2009, Bianchi continuou na F3, a dominando com nove vitórias e 12 pódios, em 20 corridas, para selar o título.
No mesmo ano, ele teve o gostinho de realizar seu sonho de infância, ao conduzir um carro de F1 pela primeira vez. Impressionado com a sua performance, a Ferrari o contratou para sua academia de pilotos.
Depois de competir brevemente na GP2 Ásia em 2009-10, ele fez a temporada completa da GP2 em 2010, pela ART Grand Prix, terminando o campeonato em terceiro, atrás de Pastor Maldonado e Sergio Pérez.
Após período na GP2, em 2012, Bianchi se torna piloto de testes da Force India.
Ele combinou sua função na nova equipe com compromissos na Fórmula Renault 3.5, quando acumulou três vitórias e oito pódios, perdendo o título para Robin Frijns na última corrida.
Após ser piloto de testes da Force India, a Marussia anunciou que Jules Bianchi seria seu piloto em 2013, no lugar de Luiz Razia. Ele fez sua estréia no GP da Austrália.
Em sua primeira corrida, Bianchi saiu da 19º posição do grid e terminou em 15º em Melbourne.
O melhor momento de Bianchi na F1: ele alcançou a nona colocação e seus primeiros pontos com a Marussia nas ruas de Mônaco, em 2014.
Comemoração da Marussia pelo nono lugar.
No dia 5 de outubro de 2014 viria o acidente no GP do Japão que o deixaria em coma por mais de nove meses.
A morte de Bianchi foi anunciada no dia 17 de julho de 2015, se tornando o primeiro piloto da F1 a morrer em função de um acidente de pista, após Ayrton Senna.
Após pesquisas e testes, a FIA resolveu adorar o halo, como dispositivo de proteção à cabeça do piloto para todas as principais categorias de monoposto do mundo.
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