Sainz: F1 será vítima de seu próprio sucesso com atual calendário “sem lógica”

Espanhol disse que categoria está se empolgando demais com sucesso e que pilotos estão começando a ficar sobrecarregados durante temporada

Carlos Sainz

Em 2024, a Fórmula 1 planeja um calendário recorde, de 24 corridas. A temporada começa no início de março e termina na segunda semana de dezembro, sem contar os testes de pré e pós-temporada.

Segundo Carlos Sainz, o ritmo ditado pelo calendário da F1 é insustentável para os pilotos na sua forma atual, pois ainda não descobriram como compensar adequadamente os pilotos e membros das equipes pelo aumento da carga de trabalho.

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“A F1 pode ser vítima do seu próprio sucesso se quisermos organizar tantas corridas”, disse o piloto da Ferrari à edição espanhola do Motorsport.com. “Para 24 corridas, o esporte deveria se adaptar com mais seriedade e fazer mais esforços para reduzir o número de horas gastas em viagens”.

“Se eles conseguirem, ficarei feliz em disputar 24 corridas por ano, mas isso requer um calendário de corridas muito mais lógico, sem bobagens como Vegas-Abu Dhabi com um fuso de 12 horas em quatro dias de intervalo.”

“Para mim, seria muito importante se pensassem na saúde de todos, para que todos participassem dos fins de semana com a mentalidade certa, porque as corridas podem ficar ruins, monótonas”.

“Não tenho problemas com corridas como Las Vegas ou Miami, mas se querem organizar 24 Vegas num ano, então os formatos têm que ser mudados, porque não só nós, mas os engenheiros, os mecânicos, ninguém vai conseguir aguentar os finais de semana com tantos eventos, com coletiva de imprensa. Já senti um pouco como se estivéssemos sendo empurrados de um evento para outro como bonecas de pano."

“Neste esporte, os competidores são de longe os que dão mais entrevistas, respondemos cada canal de TV um por um todos os dias, mas não é sustentável que tenhamos que passar 14 horas por dia em pé, enquanto também temos que competir de alguma forma."

“Las Vegas tem sido boa para a F1, mas eles precisam considerar o ponto de vista dos atletas, porque o equilíbrio entre esporte e espetáculo estava longe do ideal, é necessário um programa mais lógico.”

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