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Hamilton diz que F1 "não pode perder seu DNA", devendo manter circuitos tradicionais

Heptacampeão gosta da direção que F1 toma com calendário, mas pede cautela e a manutenção das pistas mais tradicionais

Lewis Hamilton, Mercedes-AMG

Nos últimos anos, o calendário da Fórmula 1 mudou bastante, com o aumento de GPs e o tipo de circuitos que recebem o mundial, com a entrada de autódromos novos e pistas de rua. E apesar de estar contente com a direção recente do esporte, Lewis Hamilton pede que a F1 não perca seu DNA, mantendo os circuitos tradicionais no calendário.

Em especial, os circuitos urbanos vêm ganhando espaço no calendário com provas nas grandes metrópoles, enquanto as pistas tradicionais seguem lutando para se manterem no esporte.

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Um dos maiores detratores dos novos circuitos é Max Verstappen, com o bicampeão torcendo para que a F1 encontre um equilíbrio no calendário entre as novas pistas e os palcos tradicionais.

E apesar de estar contente com o caminho novo da F1, explorando novos lugares que oferecem desafios para equipes e pilotos, Hamilton segue sendo majoritariamente um fã dos circuitos tradicionais.

"Gosto da direção que estão tomando. Gosto dessa mudança que estamos vendo. É interessante ir para outros continentes e circuitos. Já estivemos em todos e espero que logo estejamos na África. Será uma grande experiência para todos, conhecendo a cultura dali. Também será um desafio para os engenheiros e pilotos".

Hamilton admite que gosta dos circuitos tradicionais: "Sempre darei preferência a eles".

Mas o heptacampeão olha para além de sua própria geração, sabendo que os fãs mais jovens crescem vendo pistas como Arábia Saudita, Miami e Catar no calendário.

"Talvez daqui a 20 ou 30 anos, as crianças vejam [Miami] como um circuito histórico, mas para nós é novo. Mas os velhos clássicos, como Hungria, Silverstone, Zandvoort e Monza sempre serão especiais".

"É importante que mantenhamos o DNA da F1. E, pelo que sei, Stefano [Domenicali, CEO da F1] não tem planos de descartar essas provas. É bom que tenhamos um equilíbrio entre as provas".

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