F1: Red Bull defende que motor de 2025 seja uma "folha em branco", abandonando modelo atual

Christian Horner pediu que novo regulamento crie um motor "emocionante, diferente e relevante" e levantou a possibilidade de adiar a introdução para 2026

F1: Red Bull defende que motor de 2025 seja uma "folha em branco", abandonando modelo atual
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A Red Bull pediu à Fórmula 1 que trate a próxima geração de motores para a categoria, que será introduzida em 2021, como uma "folha em branco", buscando criar algo que seja diferente, emocionante e relevante, contemplando fãs, equipes e montadoras.

Em fevereiro, a F1 confirmou que daria sequência aos planos para uma nova unidade de potência a partir de 2025, concordando com um congelamento nos modelos V6 híbridos atuais a partir do próximo ano.

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No sábado, foi realizada na Áustria uma primeira reunião com o objetivo de discutir os detalhes sobre os novos motores. Participaram da reunião as atuais montadoras da F1, Ferrari, Mercedes e Renault, a Red Bull, que passa a ser fornecedora no próximo ano com a saída da Honda, além de partes interessadas, como Audi e Porsche.

A reunião discutiu também o uso de combustíveis sustentáveis pela categoria, algo amplamente aceito como crucial para o futuro do desenvolvimento da F1, além do equilíbrio entre híbrido e potência da combustão na próxima geração de motores.

Christian Horner, chefe da Red Bull, sente que a F1 tem a chance de "fazer algo realmente bom pelo esporte" com o novo regulamento de motores, e que não deveria considerar manter características da unidade de potência atual devido ao seu alto custo e complexidade tecnológica.

Ele também indicou um desejo de adiar a introdução da nova unidade de potência para 2026, que era o ano originalmente planejado para o novo regulamento.

"Esse motor ficará conosco por 10 anos a partir de sua introdução", disse Horner. "Preferia que tirássemos o tempo para criar algo emocionante, diferente e relevante, que cumpra os critérios de custo, performance e que permita uma pilotagem próxima".

"Claro, também não podemos esquecer de som e emoção. Para mim, esses são os critérios que demos focar. Seria uma pena manter o que é atualmente um motor muito caro buscando torná-lo barato. Você não pode voar de primeira classe pagando um bilhete de econômica".

"Com sorte, teremos uma oportunidade, particularmente se o motor ficar para 2026, de criar uma unidade de potência que seja sustentável, que use biocombustível, e que seja uma folha em branco, com elementos de padronização em que os gastos possam ser controlados, em vez de apenas manter o que temos atualmente".

A presença da Audi e da Porsche na reunião vem de um interesse renovado do Grupo Volkswagen sobre um possível projeto de motor para a F1, com ênfase em sustentabilidade e baixo custo.

Horner acredita que a Red Bull estaria alinhado com os mesmos interesses de qualquer montadora que deseja se juntar à F1, apesar de não ser uma marca que necessite de relevância para os projetos de carro de rua.

"Eu diria que qualquer montadora que chegue à categoria obviamente também gostaria de um reinício total. É possível entender porque as montadoras atuais tenham interesse em manter esses motores, usando a propriedade intelectual no novo modelo".

"Mas esse motor atual é extremamente caro, e como você busca uma redução de custos, no momento, em todas as discussões que já participei, isso ainda não foi atingido".

"Então acho que não é tão fácil quanto implementar um teto orçamentário, porque um motor é muito mais complexo de policiar quando a combustão de aplica a tantos outros aspectos, especialmente se você é uma equipe de montadora na F1".

Horner sente que a 'folha em branco' deveria incluir também uma redução no tempo de dinamômetro, para "encorajar a criatividade", além de incluir uma rede de segurança para que as montadoras possam recuperar o terreno perdido caso errem no caminho.

"Precisamos criar algo que é relevante e certo para o esporte. Claro, não é somente sobre o motor, é sobre integrar com um novo carro que tem baixo arrasto para atingir tais tipos de eficiências. Então tem um impacto enorme no lado do chassi também".

"Por isso, acho que uma folha em branco para 2026 é o caminho certo para a Fórmula 1 seguir".

Mas ele sente que, antes da decisão final ser tomada, F1 e FIA precisam tomar uma decisão sobre o que é melhor para a categoria.

"Deveríamos deixar isso aos reguladores e os detentores de direito comerciais, para criar algo que eles sintam que seja importante para o esporte. Eles precisam pagar os especialistas, independentes, para que façam estudos e depois apresentem o regulamento".

"Se as equipes gostarem, eles vão entrar, se não, não vão para 2026, a tempo do novo Pacto de Concórdia".

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